90- Franciele

1109 Palavras

Franciele Narrando Fiquei olhando para o meu pai ali, tão frágil naquela cama de hospital. Era estranho vê-lo assim. Durante anos, ele foi como uma sombra na minha vida, sempre imponente, sempre com aquela voz dura que me fazia sentir pequena. Agora, tudo o que restava era um homem velho e doente, pedindo um perdão que eu nem sabia se poderia dar. Engoli em seco, cruzando os braços. — Eu… não sei o que dizer. Minha mãe me olhava com expectativa, como se esperasse que eu simplesmente deixasse tudo pra trás e aceitasse aquele momento como um recomeço. Mas como? Como esquecer todas as vezes que me senti invisível? Todas as p************s, a falta de carinho, a sensação de nunca ser boa o suficiente? Meu pai tossiu, a voz saindo fraca. — Eu só queria ter sido diferente… queria ter feito

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