71- Carlos

880 Palavras

Carlos Narrando Eu fiquei ali, parado, sem reação, enquanto as palavras da Luiza ainda martelavam na minha cabeça. Nunca precisei pedir pra você me buscar na escola… Nunca tive coragem de te chamar quando tava triste… Mas eu pedi pro Alexandro. Meu sangue ferveu. Que p***a era essa? Minha própria filha preferindo um vagabundo ao invés de mim? Eu tentei falar alguma coisa, mas não saiu nada. Minha garganta tava seca, meu peito queimava. Eu sempre soube que minha relação com a Luiza não era das melhores, mas ouvir isso da boca dela, assim, na minha cara, doeu mais do que qualquer bala que eu já tomei na vida. Franciele ficou só me olhando, sem precisar dizer nada. Ela sabia que eu tava me segurando pra não explodir ali mesmo. Eu respirei fundo, tentando manter o controle. — Então é as

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