Franciele Narrando Eu estava em casa sozinha, olhando o relógio e esperando por Carlos. Ele tinha me mandado mensagem dizendo que não ia almoçar em casa, porque estava cheio de coisas na delegacia. Eu entendi, mas ainda assim, me senti um pouco sozinha. A casa estava quieta demais. Uma hora se passou e a única coisa que eu consegui fazer foi pensar na rotina de sempre, nas pequenas coisas que ainda não estavam feitas, mas que eu preferia não mexer. Eu sabia que tinha que me concentrar na nossa filha, mas, sinceramente, minha mente estava em um turbilhão. Foi quando ela finalmente chegou, a porta se abriu, e eu a vi entrando na sala com um semblante cansado. Ela tinha aquele olhar de quem estava morrendo de fome. — Mãe, eu tô com muita fome! — ela disse, praticamente se jogando no sofá

