Carlos Narrando Eu estava sentado ao lado da cama da Luiza, observando cada detalhe do seu rosto enquanto ela descansava. Meu coração apertava toda vez que eu lembrava do susto que passamos. Ver minha filha ali, tão frágil, fez minha cabeça dar um nó. Passei a mão no rosto, sentindo o peso do cansaço misturado com a culpa. Eu sabia que não deveria ter saído com a Lara. Sabia que estava brincando com fogo. Mas, naquele momento, parecia algo inofensivo. Agora, vendo minha filha deitada numa cama de hospital, tudo parecia pequeno e insignificante diante do que realmente importava. — Você ficou com medo, filha? — perguntei, tentando manter a voz calma. — Fiquei um pouco, papai — ela respondeu baixinho. — Mas a mamãe ficou comigo o tempo todo. Fechei os olhos por um instante. Franciele sem

