Franciele Narrando Eu já conhecia o Carlos o suficiente para perceber quando algo estava diferente. Ele ficou no hospital o tempo todo ao lado da nossa filha, preocupado, atento a qualquer coisa que os médicos diziam. Mas, em determinado momento, notei que ele pegou o celular e trocou algumas mensagens. Depois disso, ficou estranho. O olhar dele desviava do meu, e ele parecia inquieto, como se estivesse com a cabeça longe dali. Mas eu fingi que não vi. Eu queria evitar mais uma preocupação no meio dessa situação toda. Minha prioridade agora era a Luiza. Depois de um tempo em silêncio, ele se virou para mim e disse: — Vou em casa tomar um banho e trocar de roupa. Aproveito e trago uma muda de roupa pra você também, pra você tomar um banho aqui. Apenas assenti, tentando não demonstrar

