Arya percebeu que o silêncio era uma armadilha. Dominic continuava esperando a resposta dela, os olhos escuros firmes, pacientes, como se estivesse acostumado a ver pessoas cederem depois de alguns segundos sob sua atenção. Ele não repetiu a pergunta. Não precisou. A pressão estava ali. Viva. Respirando entre eles. Fugir ainda era a escolha inteligente. Arya sabia disso. Cada parte racional da sua mente gritava para inventar uma desculpa, virar as costas, desaparecer no meio da cidade antes que fosse tarde. Mas ele tinha esperado. Horas. Sentado àquela mesa como se o mundo inteiro pudesse aguardar, menos ela. E isso mexia com algo dentro dela que Arya não queria nomear. — Eu não sei — admitiu, finalmente. A boca de Dominic não sorriu, mas os olhos dele suavizaram com a honesti

