Arya sentou primeiro. Não porque fosse mais corajosa. Mas porque, se pensasse por mais um segundo, talvez desistisse. A cadeira pareceu dura demais sob suas pernas, o ar pesado demais para entrar nos pulmões. Ela apoiou a bolsa no colo como se fosse um escudo improvisado e manteve os olhos fixos na mesa, tentando ignorar a presença que se aproximava. Dominic puxou a cadeira à frente dela com calma. Sem pressa. Sem dúvida. Ele se movia como um homem que nunca tinha sido impedido de chegar a lugar algum. Quando se sentou, o café inteiro pareceu ajustar a própria respiração. Arya odiou perceber isso. Odiou o efeito que ele causava. E odiou ainda mais saber que, naquele momento, ele estava ali por causa dela. Cinco minutos. Ela repetiu mentalmente, como um prazo de sobrevivência.

