5.

1190 Palavras
Marisa dormia profundamente enquanto observava seu sono, o médico permitiu minha entrada no quarto para vê-la mas advertiu que ela ainda estava dormindo graças aos remédios, era possível apenas ouvir o som dos aparelhos ligados dentro do quarto e sua suave respiração, às vezes quando terminava de t*****r com ela ficava esperando para vê-la dormir, Marisa se levantava, colocava o vestido velho e se deitava de frente a parede, sempre me espantei pelo fato dela dormir tão calmo depois de apanhar mas ela fechava os olhos de maneira tão serena que parecia que estava esperando aquele momento do dia para descansar. Marisa nunca reclamava ou resmungava de nada, chegava na sala de jantar se sentava no chão e esperava a tigela de comida ser servida, Abigail colocava sempre muita comida pois não permitia que ela fosse alimentada em outros horários, fazia Abigail tirar a comida a mais e deixar apenas uma pequena porção, Marisa comia calada e sempre com atenção fixa na tigela, comia tudo e depois se levantava indo para o quarto, não conversávamos ou discutíamos sobre nada e gostava que fosse assim, normalmente trabalho o dia inteiro na sede mas durante a noite organizava minhas pendências para o dia seguinte, desde do dia que Marisa começou a viver em minha casa procuro terminar tudo bem rápido para estar com ela, sempre quando chego a garota esta nua e com as pernas abertas me esperando, gosto de admirar o corpo dela desde do dia que a fiz mulher percebo como as curvas do seu corpo ficaram avantajadas. Os s***s e coxas ficaram mais grandes apesar da magreza, o corpo dela havia se transformado, ela esperava e ansiava que entrasse nela, todas as noites era assim, já estava acostumando com essa rotina, o silêncio dela me intrigava às vezes, nunca ouvi sua voz e nem um sussurro sequer. Ela nunca gemia com meu p*u dentro dela imagino que ela tenha algum problema mental, já pensei que seja uma louca ou alguém desequilibrado mas ainda não sabia como lidar com seu silêncio talvez se ouvisse seus resmungos ou defesas seria melhor que não ouvir nada, penso que Marisa está morta em vida. Os olhos dela se abriram bem devagar, a primeira visão que teve foi a minha e seus olhos se fecharam novamente como se não quisesse me ver. – Deveria surrar você por ter desmaiado, saiba garota que ainda não tinha gozado! Ela piscava os olhos mas sua atenção estava toda concentrada no teto. – Assim que receber alta, vou levá-la para um médico tirar esse bastardo que carrega no ventre! Ela olhou para mim por alguns instantes, percebi pavor em seu olhar mas logo voltou ao estado de inércia de sempre. – Está grávida mas não quero essa coisa, Olavo vai tirar esse bastardinho e já vou pedir para fazer à laqueadura em você, não quero correr o risco de que engravide de mim ou de qualquer outro novamente. Ela fechou os olhos novamente percebi que dormia mas não queria que dormisse queria continuar falando, por isso vou até Marisa começou a sacudir seu corpo. – Acorde, desgraçada, ainda não terminei! Mesmo com todos os meus esforços, Marisa continuava a dormir calmamente como se não tivesse falado nada, tudo que faço não causa nenhum tipo de reação nela e isso me irrita muito. Na manhã seguinte, Marisa finalmente recebeu alta, Abigail fez questão de ir junto comigo buscar a garota, assim que cheguei no quarto, ela já estava com um vestido longo e uma sandália baixa no pé estava sentada na cama de frente a janela percebi que observava os pássaros que posavam ali e que nem me olhou quando entrei no quarto. – Vamos, infeliz, não tenho o dia todo! Ela se levantou e saiu andando em direção da porta sem olhar para mim, Abigail correu para abraçar a menina. – Querida, fiquei tão preocupada! Ela abraçou Marisa mas ela não reagiu, ficou lá olhando para o nada. – Agora que viu a garota pode voltar com Valério, vou levar a garota até Olavo! – Senhor, reconsidere essa decisão, se não quiser a criança e só entregá-la para mim quando nascer, vou cuidar dela, a criança nunca vai saber que é seu filho mas por favor não faça isso. Marisa ainda estava ali ouvindo tudo mas nada fazia para tentar salvar a vida do filho como se quisesse isso muito mais que eu ou soubesse que nada que fizesse iria me fazer mudar de idéia. – Não, Abigail. Minha decisão já esta tomada, não quero uma criança em minha casa nem que seja criado como empregado, não vou reconsiderar nada. Abigail começou a chorar mas algo me surpreendeu, Marisa foi até ela e à abraçou ternamente, percebia que chegou perto do ouvido de Abigail dizendo alguma coisa mas não consegue ouvir, quando elas se soltaram percebi que Abigail chorava muito mais do que antes mas que logo foi ao encontro do meu motorista, havia indo com meu carro para poder levar Marisa até a clínica clandestina de Olavo e minha governanta havia indo junto com meu motorista para mansão. O caminho até a clínica foi extremamente rápida, Marisa ficou olhando a paisagem de dentro do carro pela janela em total silêncio. – Desça do carro! Já havíamos chegado na clínica de Olavo e queria acabar logo com isso. – Bom dia. A recepcionista oferecida veio toda cheia de querer para cima de mim, tive que colocá-la no seu lugar. – Vagabunda, Olavo já está me esperando, diga que Alexandre Andrade chegou. A mulher percebendo que não estava para brincadeira foi correndo chamá-lo. – Tinham me dito que sua garota era linda mas mentiram grandemente, a filha dos Moraes é lindíssima. Quando enjoar dela pode me vendê-la, estou precisando de algo novo na minha cama. Aquela sensação desconfortável se instalou novamente no meu peito, não quero que ninguém toque em Marisa além de mim, ela é minha. – A última pessoa do mundo que entregaria essa desgraçada seria você, agora vamos ao que interessa. Trouxe o valor que normalmente cobra e uma quantia a mais para laqueadura. Olavo olhou a mala cheia de dinheiro e se animou, o cretino fez questão de contar. – É sempre bom fazer negócios com você. Sheila, leve a garota para sala de cirurgia e já pode aplicar o sedativo. Peguei no braço de Marisa para que ela fosse com a secretária. – Escute bem, se fizer qualquer gracinha vou descontar minha raiva em Abigail. Quer isso? Ela continuou ali olhando para o nada mas foi em direção da recepcionista sendo guiada para sala. – O procedimento vai demorar, prefere esperar ou ir embora? – Vou embora, não posso perder meu tempo aqui mas vou mandar meu motorista vir buscar a garota, espero que não faça nenhuma idiotice sabe muito bem o que acontece com aqueles que me desapontam! Fui embora com um pressentimento estranho como se estivesse errado deixá-la sozinha ali mas deve ser bobagem da minha cabeça, Marisa não é nada e preciso deixar de pensar tanto nela, e só uma garota retardada que me dá prazer, não significa nada para mim.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR