Pré-visualização gratuita Capítulo I
Deslizando suavemente sua mão pelos cobertores macios e calmos do hospital, sentindo a leve sensação felpuda das vibras do cobertor, um estranho garoto de cabelos verdes se encontrava deitando e reclinado sobre a cama. Seus cabelos eram verdes e todos cacheados enquanto seus olhos eram brancos igual a lua, suas sardas completavam seu rosto e desciam para algumas outras partes de seu corpo, principalmente seus ombros. Com um calmo olhar para cima o garoto ouvia atentamente o som estridente da porta sendo aberta e como reflexo quase que natural de seu corpo o garoto de seis anos virava sua cabeça para onde julgava a estar sua enfermeira. Que apenas sorrio pela situação do garoto, que infelizmente não observava e nem via seu lindo sorriso sem mostrar os dentes e caminhava, fazendo questão de fazer barulho para o menor saber que ela estava lá até ele.
-Bom Dia, Midoriya. - Ela falou alegremente, mesmo com se olhar de pena. -Em uma escala de um a zero qual o seu nível de dor hoje? -
-Hm...- O garoto piscou algumas vezes enquanto parecia minimamente pensativo. -Acho que pelo menos três. - Ele falou suavemente com sua voz infantil. -Onde está a mamãe? - ele perguntou desviando propositalmente do assunto.
-Inko? Hm... Deixe-me ver.- A mulher passou a mão contra sua própria bochecha. -Acho que ela foi em casa tomar banho, ela já deve voltar- falou suavemente, fazendo Izuku criar uma carranca em seu rosto. -Bom eu vim trocar seu colar, tudo bem? - Perguntou esperando uma resposta.
-Tudo. - Falou Midoriya levando sua cabeça para deixar seu pescoço o mais visível possível.
Com um calmo deslizar de mãos a mulher encostava suavemente contra o pescoço macio e delicado de Midoriya, colocando propositalmente sua mão contra o feixe de sua coleira para libera-lo. -Estou retirando-o.- ela declarou apertando o botão e o removendo.
Ao ter o seu colar retirado de seu pescoço tudo ao redor de Midoriya parecia começar a levitar e flutuar sobre o chão, principalmente ao seu redor. Sua boca ganhava um estranho gosto de sangue e uma tosse persistente saia de sua garganta antes de uma sensação incomoda subir de seu estomago até sua boca, resultando em um vômito avermelhado sobre os lenções. Para sua alegria a mulher rapidamente colocou o outro colar e inclinou o garoto para frente para ele não engasgar com uma possível e realista segunda onda de seu vômito.
-Gostaria de poder fazer mais. - Choramingou a mulher. As coisas da sala lentamente desciam contra o chão enquanto Midoriya vomitava uma segunda vez, dessa vez sobre uma bandeja metálica que ela havia colocado lá. -Vou trocar suas cobertas, ok? - Ela falou e Midoriya fez sinal de positivo com a cabeça antes de se inclinar para trás.
A mulher passou a mão pelos lábios avermelhado do garoto para limpar o sangue antes de lhe oferecer o copo de água e para a felicidade dele ela segurou sua mão e mostrou exatamente o copo estava, ele levou até sua boca e encheu ela de água antes de cuspir novamente contra a bandeja e devolver o copo para a mulher.
-Você já faz o bastante. Não precisa se preocupar. - Ele falou como se fosse normal uma criança de seis anos vomitar sangue.
Com um doce suspiro ela começou a remover tudo que havia lá e trocava por um novo conjunto, que ela realmente não gostaria de fazer com tanta frequência. Com um calmo revirar de olhos ela percebia que novamente havia poucas coisas, pequenas dessa vez, a voar pela sala, mesmo com o medicamento fazendo efeito e para a tristeza de todos não tinha mais nada do que era possível fazer, apenas esperar a criança crescer.
Izuku Midoriya nunca pode ver o sol, a lua, as estrelas ou até mesmo sua mãe. Ao nascer ele teve uma estranha deficiência que não deveria ter ocorrido, Izuku havia nascido cego, seus olhos eram brancos e claros e tudo que ele via era a escuridão. E para completar sua triste história aos quatro anos sua individualidade despertou o fazendo ter fortes dores de cabeça e vômitos de sangue, que realmente não deveriam ser normais.
Inko levou seu filho para o hospital, onde ele foi diagnosticado com uma individualidade de telepatia, forte demais para seu corpo ‘atualmente’, o que o fazia ter dores de cabeça e enjoou, um efeito colateral de uma individualidade que sobrecarregava seu sistema nervoso entre outros órgãos e para a infelicidade e complicação inibidores de individualidade não funcionavam perfeitamente nele, já que seu dom era extremamente capaz de cancela-los, assim por dizer, em de acordo com os médicos: -A individualidade de seu filho, atualmente, está em níveis nunca registrados antes e o medicamento, como inibidores, não funcionava perfeitamente nele, devido a seu dom. Tudo que podemos fazer no momento e diminuía-la consideravelmente a um nível que um corpo humano consiga sobreviver com inibidores, que devem estar ligados a ele 24 horas por dia até seu corpo se acostumar com seu dom. Mesmo com isso alguns objetos podem ser afetados por seu dom, então qualquer coisa estranha precisamos que o traga o mais rápido possível-.
Inko ficou feliz por seu emprego ter um excelente plano de saúde, e ficou ainda mais contente por ser uma advogada renomada que conseguiria bancar os custos do medicamento e de criar uma criança cega.
Desde que ele teve esse diagnostico, Izuku, basicamente vive em sua casa e no hospital, quando seu corpo sofre uma sobrecarga graças a sua individualidade ele retorna para o hospital e passa alguns dias em observações antes de ser liberado novamente. Ele já havia acostumado com os sintomas e as agulhadas ao ponto de nem mais ligar para elas.
Em questão de ensino ele frequentava uma escola que estava preparado para lidar com um aluno cego e mesmo com algumas dificuldades ele sempre poderia contar com seu melhor amigo, Kacchan, para deixa-lo longe do perigo e atualiza-lo quando ele faltava, além de levar e buscar ele todo dia na escola, não que fosse muitos problemas, considerando que ambos estudavam juntos.