O quarto da Lara era a mistura exata entre caos e conforto. Um pouco de roupa jogada na cadeira, alguns cosméticos espalhados sobre a cômoda, uma luz amarelada suave vinda do abajur, e o ventilador girando preguiçoso no canto. Ela já estava deitada, de pijama, com os pés cruzados e o celular na mão, enquanto eu terminava de amarrar o cabelo. Vesti uma camiseta emprestada, larga, cheirosa e um short de algodão. A cama era espaçosa, e os lençóis estavam frios, do jeito que eu gostava. — Agora sim. Ambiente pronto pra nossa fofocada da madrugada — ela disse, jogando o celular de lado e se virando pra mim com os olhos brilhando. — E nem vem com esse papo de "não tenho nada pra contar". Porque você sempre tem. — Eu não tenho, Lara. Minha vida é entediante. Literalmente. — Mentira. Só de voc

