De dois estranhos que m*l se conheciam a algumas horas atrás, para um aparentemente apaixonado casal que divide as tarefas domésticas a relação entre Ethan e Alyssa deu toda uma guinada nos últimos dias. Parecia uma montanha russa. Dentro de poucas os dois dividiram segredos e confidências que nem seus amigos mais próximos sabiam. Se bem que eles tinham isso em comum, os dois não tinham amigos muito próximos. Tal até por isso tenham se submetido a uma situação tão louca como um contrato de relacionamento.
Agora Ethan era um especialista em limpar uma cozinha. Alyssa nunca tinha visto a cozinha de sua casa parecer tão limpa, nem quando a empregada vinha. Ethan também coordenava e supervisionava o trabalho dela, nunca na vida a garota arrumou o próprio quarto e o dos irmãos tantas vezes quanto fez sob a mão do homem perfeccionista.
Ao final do dia a garota estava esgota e o homem cheio de energia.
- Então limpar a casa é sua terapia? – A garota perguntou vendo o entusiasmo de Ethan em procurar mais coisa para limpar.
- O que você quer dizer? – O homem parou encarando o rosto tranquilo e preguiçoso da menina que acariciava um cachorro, languida no sofá e o encarava com profundos olhos avermelhados cheios de significado.
- Todo mundo tem um método de terapia particular – Ela começou a explicar detalhadamente – Terapia nada mais é do que um método singular que te permite relaxar ou colocar para fora emoções contidas. Exemplo: Eu uso cozinhar como terapia particular e a sua deve ser limpeza.
- Entendo
- É claro que o ideal seria você falar com um especialista, mas... – Ela não completou a frase e deixou os pensamentos no ar e deu um sorrisinho maroto e cheio de malicia adolescente – Agora vamos comer!
Alyssa correu para cozinha como uma criança corre para uma árvore de natal e começou a mexer nos aparatos culinários.
- Vem! – A garota chamou Ethan.
- O que vamos fazer? Ainda tem muita comida na geladeira que nos dois não terminaríamos sozinhos nem em um milhão de anos – O homem disse e olhou para a garota com consternação.
- Não vou fazer para comermos... bem nós vamos comer, mas a parte mais divertida não é essa – A menina falou com um brilho no olhar
Os dois foram para a cozinha.
Alyssa começou a fazer sinais estranhos com as mãos e sorrir sem razão, Ethan achou estranho, mas se lembrando dos remédios deixou para lá até que a garota feliz da vida gritou.
- Agora estamos prontos para por a mão na massa! – A frase parecia uma piada interna de Alyssa que Ethan não se preocupou em pedir uma explicação e nem ela estava com vontade de explicar – A propósito, pode me chamar de Aly. Alyssa é muito grande e “você” soa estranho.
Ethan encarou surpreso a menina, nunca havia chamado ninguém por um apelido antes e seu nome já era curto demais para um apelido.
- Aly – Ethan testou o nome e saiu incrivelmente doce de seus lábios. Parecia até que tinha sabor.
Ao ouvir o apelido pelo que só sua família lhe chamava saindo da boca do homem a sua frente, Aly não pode evitar um sorriso radiante que iluminou o coração sombrio de Ethan.
Ele não se sentia bem assim a muito tempo.
Os dois foram para a cozinha.
Já na cozinha, o leve sentimento de bem estar do homem se tornou desespero ao ver a bagunça que Alyssa fazia enquanto cozinhava. Eram ovos quebrados aqui, farinha no teto, massa no chão, óleo para tudo quanto era lado e a menina não se importava nem um pouco com a bagunça. No entanto Ethan tinha um leve tique nervoso com bagunça.