"Giulia tenta fugir, Lorenzo não permite"

1750 Palavras
Giulia veio em silêncio ao lado daquele homem, que ela não sabia o motivo, mas a fazia estremecer e não era de medo. Lorenzo finalmente havia encontrado a mulher que havia mexido com seu equilíbrio emocional, Giulia era seu nome. Era tudo novo para Lorenzo que já tinha tido diversas experiências na cama com mulheres, mas com Giulia era algo que ele sentia que ia além de sexo. Giulia agora estava ali ao seu lado pensativa, indo morar em sua linda casa em Veneza. Lorenzo não querendo tirar Giulia de seus pensamentos, apenas estuda sua fisionomia de pelo retrovisor do carro. Ele sabia que precisavam se apaixonar primeiro, antes de torná-la sua mulher, mas como conseguiria esperar para possuir aquele belíssimo corpo? Apesar de desejar beijá-la e ao mesmo tempo possuí-la, Lorenzo jamais obrigaria a nada. Ainda mais sabendo que ela era virgem. - Giulia era Virgem? Sim seu pai ao oferecê-la para Lorenzo, havia dito que ela era virgem. Mas será de fato? Úrsula esperava por Lorenzo, quando vê seu carro estacionar e ele sair ao lado de uma linda mulher. Giulia veio em silêncio ao lado daquele homem que ela não sabia o motivo, mas a fazia estremecer e não era de medo. Já Lorenzo a olhava tentando imaginar seus pensamentos sem conseguir decifrá-los. Úrsula esperava por Lorenzo, quando vê seu carro estacionar e ele sair ao lado de uma linda mulher. - Demorou Lorenzo. - Úrsula? O que faz aqui? - Precisava falar com você. - Não dava para esperar a noite no Cassino? - Quem é ela? - Essa Giulia. - Giulia? - Sim minha futura esposa. - Sua futura o quê? - Acompanhe Giulia por favor Domênico, enquanto eu resolvo essa questão com Úrsula. - Por favor, me acompanhe Giulia. Giulia passa por Úrsula, que vê de perto, a quão bela ela era e tomada de uma grande inveja Úrsula deseja fulminá-la. - O que significa isso Lorenzo? - Eu não acho que eu tenho, que te dar satisfação da minha vida, Úrsula. - Desde que quando você tem compromisso com alguém? - Já disse que não te devo satisfações Úrsula. - Você só pode estar brincando comigo. Quem é essa mulher? De onde ela saiu? Vamos me diga Lorenzo. - Sai agora mesmo daqui que eu não sou obrigado a prestar contas da minha vida. - Há você tem sim e eu vou resolver isso agora. - Espera, aonde você vai? - Essa mulher é maluca chefe. - É melhor ir atrás dela. Úrsula entra furiosa na casa. - Cadê ela? A empregada olha na direção de Úrsula e pergunta. - Ela quem senhora? - Há você está aí? Sai daqui agora mesmo sua p*****a, antes que eu te meta a mão na cara. Domênico segura Úrsula, antes que ela bata em Giulia. - O que você está pretendendo? - Quebrar a cara dessa mulher, que pensa que vai roubar Lorenzo de mim. Lorenzo também chega na sala para impedir que Úrsula agrida Giulia. - Eu não te pertenço e nunca te pertenci Úrsula. - Eu não pretendo te roubar nada. Aliás, eu nem sei o que estou fazendo aqui. - Espera Giulia. Lorenzo segura seu braço e Giulia puxa. - Eu não preciso disso. Giulia sai rapidamente na direção do portão, mas Lorenzo ordena a Domênico que não deixe que ela saia. - Impeça-a de sair. - Ok. Lorenzo pega firme nos braços de Úrsula. - Agora é você e eu. Escuta aqui uma coisa sua louca, nunca mais faça isso, você entendeu? - Você está me machucando Lorenzo. Giulia se aproximava do portão e Domênico vendo que não iria alcançá-la, fala pelo rádio. - Fechem o portão. Não deixem que a garota saia. O portão fecha automaticamente e Giulia bate nele com raiva chorando. - Abram, eu quero sair. - Vocês conseguiram evitar que ela saísse? - Sim, mas ela se recusa a entrar comigo. O que eu faço? - Nada. Estou indo até aí. Quanto a você, vai sair da minha casa agora. Acompanhe essa estrambelhada até o estacionamento Genaro e certifique-se que de fato ela saiu. - Deixa comigo Lorenzo. - Lorenzo espera. Genaro impede que Úrsula siga Lorenzo. - Nada disso Úrsula, vamos agora para o estacionamento. Lorenzo se aproxima de Giulia e ambos sentem o coração bater acelerado. - Giulia, desculpe por aquilo lá dentro. - Eu não preciso passar por uma humilhação dessas, quero ir embora. - Te peço que me escute. - Não quero ouvir nada. Abre esse portão que eu quero voltar pra casa. - Você não vai a lugar nenhum. - Eu vou sim! Você não me manda. - Há não? Vou te mostrar. Giulia dá às costas e Lorenzo a pega em seus braços, colocando em suas costas. - Me bota no chão seu ogro. Lorenzo coloca e Giulia dá uns socos em seu peito, mas ele a contém. - Minha noiva é estressadinha assim mesmo, ou está apenas tendo um surto de ciúmes. Giulia para de tentar bater em Lorenzo. - Eu não estou com ciúmes. - Há não? Então me explica por que saiu com raiva da sala, quando aquela doida da Úrsula apareceu cuspindo ofensas? - Eu não estou acostumada com esse tipo de situação. Eu não vim aqui disputar homens com nenhuma mulher, fique você sabendo Lorenzo. - Sei disso. Seu pai deixou claro naquela sala que você é pura. - Pelo que vejo, breve não serei mais. - O que você está pensando? Que sou algum tarado? Eu não pretendo tomá-la a força. Não sem você desejar. - Então estamos diante de num impasse Lorenzo. - Estamos? Qual seria? - Você só me terá, se for a força. - Não haverá necessidade, pois você será minha de livre e espontânea vontade. Lorenzo alisa o rosto de Giulia e ela dá um tapa em sua mão. - Tire suas mãos de mim. - Olha a violência paixão. - Então não me toque. Você disse que não me terá a força. - Disse e te dou a minha palavra. Giulia suspira aliviada, pois temia que Lorenzo a tomasse como mulher, assim que entrassem nessa casa. - Posso confiar na palavra de um mafioso? - Nós os mafiosos, não mentimos. Vamos combinar uma coisa agora aqui, está bem? - Pode dizer estou ouvindo. - Então olha pra mim Giulia. Terão algumas situações em público, que precisaremos dar as mãos assim e eu precisarei também tocá-la assim. Tá tudo bem pra você? Giulia sente um arrepio subir pela sua espinha ao ser tocada por Lorenzo, que sorri, pois, percebe que ela o deseja. - Certo. Tá tudo bem, mas só nessas horas. Você prometeu não me forçar a nada. - Sim e vou cumprir. Agora venha vou te mostrar seu quarto. Giulia se surpreende com o belíssimo quarto que Lorenzo disponibilizara para ela. - Gostou Giulia? - Ele é ainda maior do que aquele, que eu tenho na casa dos meus pais. - Vou deixá-la à vontade e mandar que Rosário suba para arrumar suas coisas. - Lorenzo, eu ainda tenho muita coisa pra trazer da Sicília. - Mande separar apenas o que for importânte pra você. Te darei um guarda-roupa novo, afinal será mulher de um mafioso importânte minha cara. Lorenzo sai e Giulia deita na cama olhando o teto. - Não serei mesmo Lorenzo. Giulia não sabia, mas acabara de entrar num jogo de sedução perigoso e Lorenzo é quem davas as cartas. Se Giulia se apaixonar por ele e se entregar para ele, estará numa enrascada daquelas e sem solução. Sabendo o perigo que corria, Giulia faria de tudo, para não cair nas garras daquele mafioso perigoso. - Mas que mafioso lindo. O coração disse para razão que logo se defendeu. - Não Giulia! Esse homem não serve pra você. Após falar com a empregada, Lorenzo pede a Domênico, que levante as dívidas de Giovanni. - Descubra também, se ele não deve a máfia. - Farei isso Lorenzo. - Outra coisa, a partir de hoje, nenhuma mulher entra nessa casa, sem que eu autorize. - Essa incumbência já será mais difícil. Lorenzo e Domênico riem. - Mas será necessária. Aquela mocinha lá em cima, precisará se apaixonar por mim e se a mulherada continuar tendo acesso a essa casa, isso será bem mais difícil. - Com certeza que será. As mulheres gostam de ser exclusivas. - Você lembra a mulher, que eu vi na festa, na semana passada e que sumiu misteriosamente? - Sim. Não me diga que é... Lorenzo sacode a cabeça positivamente. - É Giulia. - Quem era o homem que estava ao seu lado então? - Não me recordo e também não perguntei, mas provavelmente é seu irmão. A empregada desce as escadas. - Já terminaram Rosário? - Mais tarde retornarei senhor, a Srta. Giulia pediu que eu saísse para que ela pudesse descansar. - Deixe que descanse e mande preparar nosso jantar na beira da piscina. - Alguma preferência, senhor? - Além de uma boa carne grelhada, peça que façam ravióli de ricota, com espinafre e molho de açafrão com amêndoas. - E pra beber senhor? - Veja por favor, Rosário na minha adega, um Pinot Noir. - Boa escolha chefe. Pinot Noir, acompanha muito bem as massas, pois apresenta aroma de frutas vermelhas, que dá um sabor diferenciado a comida. - Espero que Giulia goste. Lorenzo sorri a lembrar-se do quanto Giulia era bela. Enquanto Giulia dorme, Lorenzo aproveita para organizar com Genaro e sua equipe, os trabalhos que serão executados a noite, dentro do Cassino. - Depois da reinauguração do melhor Cassino da Itália, nós já podemos imaginar que a concorrência está incomodada. - Mas não tentarão fazer nada contra você Lorenzo, disso tenho certeza. - Aqui em Veneza quem manda é você chefe. - De qualquer maneira, vocês mantenham os homens atentos, principalmente quando o carro forte, vier buscar todo o dinheiro. - Você não vai hoje ao Cassino Lorenzo? - Não. Mandei que preparassem um jantar especial para Giulia. Quero saber um pouco mais sobe ela. Você Genaro ficará à frente de tudo por lá. - Serei seus olhos e seus ouvidos chefe. - Só entrem em contato comigo, se algo bastante sério acontecer. Não pretendo ser incomodado hoje. - Não se preocupe Lorenzo, não deixarei que nada atrapalhe a sua noite romântica. - Giulia é um diamante bruto, que vou lapidar pacientemente. Lorenzo diz sorrindo, ao lembra-se da forma esquentada com que Giulia o tratou, ao sentir ciúmes de Úrsula.
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