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Sinopse

O mundo turco e o mundo brasileiro se encontram nessa história de paixão, dramas, choques culturais e amor. Juliana é uma tradutora recém-contratada por uma firma de advocacia com clientes no mundo todo. A Albaf&Co é uma firma fundada por um turco no Rio de janeiro e trabalha principalmente para grandes empresas, principalmente do ramo da construção civil. Em uma bela noite de domingo, um dia antes de começar no trabalho, Juliana sai com as amigas para uma balada na zona nobre da cidade, a Barra da Tijuca. Lá ela conhece e acaba trocando beijos com Serkan, um turco que fala muito bem o português. Juliana n**a ir para a cama com Serkan, pois m*l o conhece. Entretanto, para sua surpresa, Serkan Sadik é o homem que será seu chefe no escritório de Advocacia. Assim que ela o vê entrar na sala de reuniões, seu coração quase pára. O dele também, uma vez que jamais poderia imaginar que trocou beijos tórridos na noite anterior com alguém que seria sua secretária. A partir daí muitas confusões acontecerão entre esses dois.

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Surpresas do Oriente
Capítulo 1 Surpresas do Oriente Juliana Rio de janeiro. Janeiro de 2019. 42 graus. A única coisa que ansiava mais que uma bebida gelada era um ar condicionado naquela noite. Não tínhamos ar condicionado. Ele quebrou no último apagão que houve na nossa rua. Algumas amigas chamaram para sair e olhei o relógio. Era domingo, às 17 horas ainda. Bem, era melhor do que encarar apenas o barulho do ventilador girando produzindo um vento quente a noite toda. Além dos mosquitos zumbindo no ouvido mesmo com todo o vento do ventilador. Por fim aceitei o convite pois queria comemorar meu novo emprego, então comuniquei aos meus pais que iria sair. Voltei ao quarto depois de ouvir algumas recomendações preocupadas dos meus pais e comecei a me arrumar. Olhei o armário de roupas e nada me agradava. Decidi e desisti de vários vestidos até que um vermelho quase cor de vinho me agradou. Eu não gostava muito daquele vestido, não apreciava tanto o vermelho, porém já tinha experimentado tudo que estava no armário e nada me agradou no corpo tanto quanto aquele. Eu precisava emagrecer um pouco, ouvir a voz do bom senso da minha irmã Jaqueline. Eu tinha 1,68 de altura e estava pesando 79 quilos. Era bem mais do que devia. Ela falava, falava mas bem que gostava das minhas curvas. Eu tinha curvas, diferente dela, que estava beirando a neurose com tantas dietas. Arrumei meus cabelos revoltos, que alcançavam o meio das minhas costas, me maquiei e peguei a bolsa para esperar as amigas virem até o Meier me buscar. Era mais fresco lá fora. Esperei do lado de fora do prédio, sob olhares atentos das senhoras idosas sem nada para fazer, mais comumente apelidadas por "câmeras de vigilância do prédio". Elas eram bem mais eficientes do que as próprias câmeras e o porteiro. Ironia. O que esperavam de mulheres na minha idade? Eu queria sair, viver a vida, já era uma imensa vergonha ter 26 anos e continuar morando com os pais por não ter independência financeira. Como eu poderia ter, sendo apenas tradutora? Lutávamos com dificuldade, eu tinha essa consciência. Minha família não era nada abastada. Meu pai gerenciava sua padaria na nossa rua e minha mãe era uma mulher do lar, sem estudo. Cursei a faculdade de Letras aos trancos e barrancos por conta do preço caríssimo dos livros de idiomas, mas lá estava eu, formada e agora empregada. Estava um pouco tensa, é claro. Começar a trabalhar no dia seguinte em uma firma de Engenharia com contatos internacionais era assustador. Treinei bastante as várias línguas que aprendi, sou apaixonada por idiomas, mas a realidade era bem diferente dos cursos. Eu só queria ter a sorte de trabalhar como guia turística e visitar o mundo inteiro. Olhei a Lua que já ia alta no céu e me abanei começando a suar mesmo sob a luz do Luar. Visitar o mundo... Eu bem que merecia um ano sabático! Vi que o carro de Gisele parou bem em frente a meu prédio e saí andando rapidamente para encontrar com elas. Ainda ouvi gracinhas do porteiro intrometido. — Está linda, dona Juliana. — Ah muito obrigada, Celso. — Quase rosnei como um pitbull. Que homem intrometido. Entrei no carro de Gisele, onde também estava Amanda. O carro estava com um cheiro um pouco estranho. Olhei as duas atentamente me sentando no banco de trás. — Alguém fumou maconha dentro do carro? — Inquiri as duas. — É o cheiro do meu perfume, Iasmin! — Amanda mentiu rindo. Eu sabia que não. Amanda gostava muito de uma transgressão e eu temia ser pega com elas duas pela polícia no carro portando narcóticos. O que seria bem plausível. Só que era bem difícil no Rio que a polícia parasse um carro com apenas mulheres bem vestidas dentro dele, portanto eu acreditei que estava a salvo. — Aonde vamos hoje? Eu nem contei, começo no emprego amanhã! — Olha ela! Precisamos comemorar, hoje você vai t*****r! — t*****r?! Por que? Gisele deu partida no carro em direção a alguma boate que eu ainda não conhecia. Fizemos amizade na faculdade porém Amanda veio no pacote da amizade com Gisele. Nós não éramos tão chegadas assim. Amanda era uma mulher bastante esnobe e para quem tudo girava em torno de s**o. Se eu consegui um emprego, devia t*****r, se consegui passar em uma prova, devia t*****r. Logo eu, a virgem! Gisele apenas se divertia das histórias que Amanda contava, sem concordar ou discordar, apenas aproveitando a companhia. Eu ainda era virgem com 26 anos, fato. Não tinha sentido até então uma conexão forte com um homem para oferecer meu corpo. Elas podiam me chamar do que quisessem, frígida, antiquada, burra. Eu era um pouco de tudo aquilo mesmo e ainda assim me sentia orgulhosa de mim. — Vamos a All Inn, na Barra! — Gisele falou alto. — Deve estar cheio de gringos lá hoje! Essa era a grande alegria da Gisele, perseguir estrangeiros. Ela sonhava com um casamento no exterior e sair do Brasil. Já Amanda, só se importava mesmo com o s**o e a diversão das drogas. Quanto a mim, Juliana, eu era a romântica do trio. Sempre me enfiava em namoros expresso até que parei de me importar e de acreditar nos homens. Eu simplesmente estava exausta de contar toda a minha história de vida a um estranho a cada vez que começava um novo flerte. Era sempre a mesma coisa, contar a vida toda para ouvi-lo dizer que queria um namoro sério, mas que no fundo era só me levar para a cama e como eu sempre desconfiava, eles desapareciam por encanto. Eu comecei a pular a parte do "contar a vida toda" para a parte de me torturar vendo filmes românticos. Evitaria fingir que acredito nas historinhas e me livraria do desencanto da vida real. — Onde é seu emprego, amiga? — Gisele se mostrou curiosa. — Ipanema. Uma firma de Engenharia que trabalha com profissionais do mundo todo. — Vai conhecer gringos!? — Ela gritou me olhando pelo retrovisor. — Vou, né. — Se tiver algum gato ou velho muito rico, me apresenta. Soltei uma risada alta. — Como vou fazer isso, Gi? — Ah sei lá. Continuamos animadamente conversando até a boate na Barra. O trânsito era livre aquela hora da noite e assim que nos aproximávamos do bairro nobre do Rio, todo o entorno mudava. Quando saltava do carro, o ar também mudava. Era frio por ser bem perto do mar. Assim que saltamos, senti o frescor da brisa marítima. Bem melhor do que estar em casa, com um ventilador fraco que m*l me ajudava naquelas noites terrivelmente quentes do Rio. Gisele estacionou o carro próximo a boate, uma vez que não era seguro 3 mulheres sairem tão tarde da noite de uma boate e andarem quarteirões de distância para acessarem o carro. Ouvi o barulho s***o da música alta já do lado de fora. Enfrentamos uma pequena fila, fomos revistadas por uma senhora, que nos apalpou de cima a baixo e pronto, estávamos dentro da All Inn. A música eletrônica era quase ensurdecedora para meus ouvidos tão acostumados a somente as aulas de idiomas em áudio. Eu não podia ser leviana com meus pensamentos, assim como Gisele, eu também gostava de conhecer estrangeiros. Porém, conheci poucos devido ao intenso estudo de idiomas. Gisele nos puxou para um canto da boate, um canto um pouco mais acolhedor, que ficava bem perto do bar. Elas queriam encher a cara, eu não. Sabia bem dos riscos da noite para uma mulher e preferia estar sóbria para dançar e me divertir. Ajeitei o decote do meu vestido, que era bem profundo. Gisele e Amanda se levantam para ir dançar. As luzes quase me cegavam, estava desacostumada desses lugares. Senti uma mistura de odores no ar, perfumes diversos, cheiros de drinks e cerveja. Decidi levantar para ir ao bar pedir um refrigerante. Assim que me aproximei percebi que havia muita gente. Isso me deu certeza de que ia demorar muito para conseguir um refrigerante. Gritei pelo barman, mas nada o fez olhar em minha direção. Ele atendia a muitas pessoas ao mesmo tempo. — Eu só quero uma coca-cola! m***a! De repente ouvi ao meu lado uma voz grave gritar. — Coke! Uma coca-cola, por favor! A voz era tão retumbante e alta que pareceu quase destruir meus tímpanos. O barman imediatamente olhou na direção da voz alta e grave e pareceu vir em minha direção. Ah! Que ótimo, ele vai atender ao homem ao meu lado e poderá me atender também, se eu estiver com sorte. O barman foi até o freezer e esticou a mão para buscar uma coca-cola e em seguida trouxe a lata em minha direção. — Moço, uma também, por favor! — Ah não! Esta é para você! Ouvi aquele português tão cheio de sotaque que me deu curiosidade de me virar na direção da voz. Ali ao meu lado, estava parado com a lata de refrigerante na mão, um homem alto, de barba pouco cheia, cabelos encaracolados até o pescoço, um olhar castanho-escuro profundo e um dos rostos mais bonitos que já vi na vida.

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