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542 Palavras

Persefone narrando A tensão no quarto é palpável enquanto encaro Atibaia, o medo se misturando com a desesperança. Ele observa cada movimento meu com um olhar calculista, como se estivesse tentando decifrar se eu estou escondendo algo a mais. — Eu não tenho o dinheiro para te pagar agora — falo, a voz tremendo um pouco. Ele cruza os braços e me encara com uma expressão dura. — Quando você perdeu a droga? — ele pergunta, a curiosidade misturada com um tom de desdém. — Há alguns dias atrás — explico, evitando seu olhar penetrante. — Estava vendendo perto da praia e a polícia me pegou. Eles ficaram com minha mochila. Atibaia começa a rir, um riso c***l que ecoa no pequeno quarto. — Além de dever, ainda é burra — ele zomba. — Tá de caó para cima de mim, garota. — Jamais — respondo com f

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