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Cedrico Diggory - Duas metades II

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Sinopse

Segunda parte da saga Resquícios de amor

"Cedrico estava ansioso para voltar à Hogwarts, havia recebido uma ótima notícia Durante o verão, ele seria o mais novo monitor chefe da lufa-lufa. Se sentia honrado por poder representar sua casa.

O rapaz encarou a diretora de sua casa confuso, como ele ajudaria Catarine Peterson? Ela era uma das alunas mais bagunceiras da turmao. Suspirou e finalmente respondeu um simples "Sim", mesmo que seus pensamentos negassem."

ɪɴsᴛᴀɢʀᴀᴍ: @ᴇxᴘʀᴇssᴏғɪᴄ

- ʜɪsᴛᴏ́ʀɪᴀ ᴏʀɪɢɪɴᴀʟ ᴇ ᴅᴇ ᴍɪɴʜᴀ ᴀᴜᴛᴏʀɪᴀ, ǫᴜᴀʟǫᴜᴇʀ ᴘʟᴀ́ɢɪᴏ sᴇʀᴀ́ ᴅᴇɴᴜɴᴄɪᴀᴅᴏ.

© ᴄᴏᴘʏʀɪɢʜᴛ ᴄᴀʟɪɴᴀ ²⁰²⁰

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Capítulo 1
Finalmente setembro havia chegado, a família Diggory estava contente, pois havia recebido uma carta de Hogwarts durante o verão, informando que seu herdeiro Cedrico seria o mais novo monitor chefe da lufa-lufa. Os pais do garoto ficavam cada vez mais entusiasmados com as conquistas do filho, que acabara de completar dezesseis anos e só dava orgulho à família. — Bom dia, querido — disse a senhora Diggory ao ouvir o garoto entrar na cozinha. — Bom dia, mãe. O papai já foi? — Sentou-se na mesa para saborear seu café da manhã. — Ainda não, ele quer te levar à estação. — Por que? — Ah querido, conhece seu pai, ele adora ficar comemorando seus feitos. — A loira sorriu, não estava nenhum pouco errada, o que mais Amos Diggory gostava de fazer era exibir o filho aos colegas, sentia orgulho em dizer que era seu pai. — De novo? — Riu fraco. — Eu tentei convencê-lo a não ir, mas é como falar com uma rocha. — Tudo bem, mãe. — Bom dia família! Bom dia, filho, está animado? — perguntou Amos sentando-se à mesa. — Bom dia, bastante para falar a verdade. Não vai se atrasar para o trabalho? — Não se preocupe, chegarei a tempo. Após um agradável café da manhã, pai e filho se dirigiam para a estação de King’s Cross onde o rapaz já estava acostumado a embarcar todos os anos para Hogwarts. — Veja só essas coisas brilhantes, filho — disse o senhor Diggory referindo-se a algumas televisões que exibiam comerciais. — Os trouxas estão cada vez mais espertos, não? O que falta criarem? — Ouvi dizer que é como um rádio, só que as pessoas aparecem. — É intrigante. — Amos se distraiu, logo à frente reparou uma grande família de ruivos que atravessavam a passagem 9 3⁄4. Imediatamente reconheceu quem eram — Bom dia, Molly. — Bom dia, Amos. — A senhora sorriu — Como vão as coisas? — Está tudo ótimo, Arthur veio te acompanhar? — Ah não, estou ajudando as crianças a atravessarem, se depender deles, perdem o trem. — Riu fraco enquanto via os gêmeos sumirem entre as paredes. — Entendo, normalmente Cedrico vem sozinho, mas esse ano é especial. — Aconteceu algo? Eles crescem muito rápido. — Ele será monitor chefe esse ano. — Sorriu vitorioso. — Parabéns querido! Dumbledore não poderia ter escolhido melhor. — Sorriu para o garoto que estava completamente desconfortável com a situação. — Obrigado, senhora Weasley. — Que isso! Me chame de Molly, lembro-me quando te peguei no colo, sempre foi muito inteligente. — O rapaz sorriu tentando ignorar as bochechas rosadas por conta da timidez. — Obrigado. — Bom filho, eu preciso ir ou vou me atrasar — disse o senhor Diggory abraçando o filho. — Não esqueça de mandar cartas nos contando como estão as coisas, certo? — Pode deixar, papai. — Retribuiu. — Cedrico pode acompanhar a Gina até as cabines? Sei que os garotos prometem cuidar dela, mas quase a deixaram no expresso ano passado e depois do que aconteceu... — Suspirou. — Claro, sem problemas. — Sorriu para a garotinha ruiva que tinha as bochechas na mesma tonalidade do cabelo. Todos se despediram novamente e Cedrico atravessou a passagem, ficou um pouco mais afastado esperando a pequena Gina aparecer para a ajudar com as malas. — Está tudo bem? — A ruiva assentiu e sorriu — Eu sei que posso parecer chato, mas sua mãe está preocupada, entende o porquê espero que fique dentro do trem, não? — Sim. — Vamos lá, vou te ajudar com essas malas. Os bruxos caminharam até uma parte mais distante do trem, todos estavam empolgados, pais, filhos, animais... a estação nunca esteve tão lotada. Logo que os bruxos entraram no trem, Cedrico caminhou com Gina pelas cabines a ajudando a encontrar um local, de longe a ruiva avistou Hermione e acenou. — Acho que agora está segura. — Diggory sorriu amigavelmente. -- Obrigado Cedrico. -- Sem problemas. — A garota caminhou até a castanha e entraram na cabine. “Trabalho feito”, pensou o rapaz indo para a cabine que costumava ficar. Em poucos minutos caminhando ouviu uma gritaria vindo de uma das cabines dos lufanos, os rapazes riam com a situação e as garotas pareciam furiosas. — Você pegou! — gritou uma garota morena de cabelos enrolados. — Não peguei não! Estava com Joene — retrucou uma garota loira. — Para de brincadeira Brenda e me devolva. — O que houve? — perguntou Cedrico a um garoto um pouco mais novo que ele. — Parece que a Brenda pegou a varinha da Emma e escondeu. Cedrico encarou as crianças brigando e olhou em volta do corredor, às poucas cabines de onde estava, uma lufana gargalhava com a situação. Ele a observou por pouco tempo e reparou que ela segurava uma varinha, Cedrico respirou fundo e foi até a morena. — Brincando com crianças indefesas, senhorita Peterson? — Lá vem o salvador da pátria, estou apenas me divertindo Diggory. — Vamos, me devolva. — Estendeu a mão. — Não mesmo! Estou adorando o circo. — Fala sério, são apenas garotinhas, por que não mexe com alguém capaz de se defender? — Você é muito chato, sabia? — Revirou os olhos. — Obrigado. — Sorriu debochado e voltou para a cabine onde havia muitos gritos e risadas — Meninas, parem! A varinha estava no chão lá fora, não é essa? — Sim! — A cacheada sorriu — Obrigado. — Viu só? Eu falei que não peguei. — Diggory suspirou derrotado, sabia que não conseguiria acalmar as garotas e resolveu procurar uma cabine, já que estavam quase todas cheias. — Viu? Não adiantou — disse Catarine vitoriosa acompanhando o loiro. — Logo elas param de discutir. — Sabe muito bem que isso não é verdade. — O garoto parou de caminhar fazendo a garota quase esbarrar em suas costas. — O que está fazendo? — A encarou. — Como? — Por que está me seguindo? — Não estou te seguindo, o mundo não gira ao seu redor! Estou indo para a minha cabine. — Não seja infantil, Ane. — Não me chame assim! — Você gostava quando éramos crianças. — Mas não somos mais crianças, Diggory! Isso nem faz sentido, eu me chamo Catarine. — Se tirar o “ri” fica Ane! — Teimou provocando a garota que bufou. — Não vou perder meu tempo com isso! Com licença. — A morena passou pelo rapaz o fazendo rir com sua reação, desde pequeno ele sabia como deixar ela brava. Após algumas horas de viagem todos chegaram à Hogwarts, os novatos foram separados dos demais alunos. Cedrico cumprimentava todos seus amigos, todos ficaram em silêncio somente quando Dumbledore anunciou que a cerimônia do chapéu seletor começaria. — Margarida Burnstrong. — Minerva anunciou o primeiro nome e uma garota pequena caminhou até o palanque. — Sonhadora, de um intelecto admirável! Lufa-lufa. — Todos a aplaudiram. Antes que a cerimônia pudesse terminar, todos foram interrompidos com o zelador Filch adentrando o salão segurando dois alunos, a senhorita Peterson e Henry Avery, um garoto da sonserina. O velho sussurrou algo no ouvido do diretor que mandou os alunos sentarem-se. — Velho i****a! — Catarine sentou ao lado dos outros lufanos. — Vai piorar sua situação se ficar xingando o Filch — disse Susana Bones para a colega. — Eu não ligo, ele me atrapalhou. — O que estavam fazendo? — A ruiva encarou a garota, sequer notaram Cedrico totalmente interessado na conversa. — Nada demais. — Cedrico riu fraco e continuou ouvindo os recados do diretor. — Este ano se iniciará a nossa nova turma de monitores chefes, os alunos convocados, por favor apareçam amanhã de manhã na primeira reunião. Tenham um ótimo jantar. — Vai tentar entrar para o quadribol esse ano? — perguntou Justino ao loiro. — Ah, esse ano não. Fui convocado para ser o monitor chefe desse semestre. — Sério? Parabéns. — Obrigado, espero conseguir dar conta deste cargo. — Claro que vai. Após o jantar, todos foram para sua comunal, o dia começaria cedo para o senhor Diggory. Que não hesitou em dormir, havia acordado cedo para a viagem até a escola. O loiro acordou, tomou um banho rápido e foi para a primeira reunião dos monitores a qual havia sido avisado. O sol sequer havia nascido, mas os alunos já estavam todos reunidos à espera dos diretores de suas casas. — Bom dia, sentem-se. Por favor — disse Minerva, enquanto outros três professores a acompanhavam. — Sejam todos bem-vindos ao nosso novo ano letivo — disse a senhora Sprout sorridente. — Parabéns a todos que foram convocados para o cargo de monitor chefe, espero que todos entendam a responsabilidade que estamos confiando à vocês! Não vamos tolerar desordem e desobediência, vocês devem ser o exemplo dos demais alunos — disse Severo sem demonstrar sentimento. — Vocês deverão auxiliar os novos alunos, guiá-los durante os passeios por Hogsmeade os monitores devem ajudar nessa atividade — disse Minerva. — Poderão dar advertências ou até mesmo detenção para o aluno que for pego cometendo algum delito. — Receberão uma cópia das regras e como lidarem com a situação — completou o professor Flitwick. A reunião prosseguiu por quase uma hora, até o horário do café da manhã. Antes que o loiro deixasse a sala, a professora Sprout o chamou. — Senhor Diggory, por favor. — Posso ajudar, professora? — Pode me acompanhar? O diretor Dumbledore gostaria de falar conosco. — Sem problemas. — O rapaz sorriu e esperou a professora terminar algumas coisas e a acompanhou até a sala do diretor. — Com licença, diretor Dumbledore. — Professora Sprout bateu na porta anunciando sua chegada. — Ah sim, professora! Chegou em uma ótima hora. — Cedrico reparou que Catarine estava sentada em uma das cadeiras que ficavam em frente à mesa do diretor — Senhor Diggory! Obrigado por vir. — Sem problemas, diretor. — Os dois cumprimentaram-se com um aperto de mão. — Sente-se, por favor. — Sorriu amigavelmente — Ontem à noite tivemos um pequeno problema com a senhorita Peterson, e infelizmente é algo que está se tornando recorrente. Punições comuns não estão funcionando, então a professora Sprout e eu decidimos não a punir como de costume. — Bom, senhor Diggory, nós o chamamos aqui porque queremos sua ajuda. Agora que será o monitor chefe, terá uma grande responsabilidade. E bom, gostaríamos de lhe fazer um pedido — disse a senhora Sprout. — Como as notas da senhorita Peterson vem caindo cada vez mais, gostaríamos que o senhor a ajudasse com algumas matérias. Tudo bem? — perguntou o diretor Dumbledore empolgado. — Claro, sem problemas — disse amigavelmente. — A punição da senhorita Peterson também está envolvida com as suas atividades de monitor chefe — disse a senhora Sprout enquanto anotava algumas coisas. — Quais? — A garota suspirou, estava extremamente desconfortável com a situação a qual a submeteram. Talvez ficar escondida com Henry Avery no armário das vassouras não fosse uma ideia tão boa. — Catarine o ajudará a fazer as patrulhas noturnas durante dois meses — respondeu Dumbledore ao rapaz. — Tudo bem? — Sim, se ela estiver de acordo. — Cedrico encarou a morena ao seu lado. — Senhorita? — Professora Sprout chamou sua atenção. — Tenho opção? — Não. — Tudo bem. — Bom, não queremos atrasá-los para o café. Podem ir — disse Dumbledore sério. — Obrigado senhor Diggory. — Sem problemas, se precisar pode me chamar. Os alunos não questionaram mais nada e desceram as escadas em silêncio, deixando a professora e o diretor sozinhos para trás. Cedrico Diggory limpou a garganta para chamar a atenção da garota. — O que fez para deixar eles tão chateados assim? — Não é da sua conta, Diggory. — Fala sério, por que está agindo dessa maneira? — O rapaz parou de caminhar e a encarou. — Olha, só vou fazer a patrulha com você porque estão me obrigando. Não pense que somos amiguinhos. — Eu te conheço, Catarine. — Você acha que conhece. — Suspirou e entrou no salão principal, deixando o rapaz falando sozinho. (...) As aulas haviam passado rápido, a maioria era apenas uma introdução ao conteúdo que seria estudado. Cedrico passou a tarde no quarto lendo as regras a qual um monitor chefe deveria seguir. Logo a noite chegou, após o jantar o rapaz encontrou com a senhorita Peterson na saída da comunal da lufa-lufa. — Pensei que deveríamos fazer algo mais legal do que caminhar — reclamou. — Estamos fazendo algo, se encontrarmos alguém damos uma advertência e os mandamos para a comunal. Nada além disso. — Isso é chato. — Deveria pensar antes de fazer bagunça. — Eu não fiz bagunça, se não fosse aquele velho xereta eu não estaria aqui. — O rapaz riu fraco e continuaram em silêncio — Está ouvindo isso? — Como? — Escute. — O rapaz parou de caminhar e prestou atenção nos barulhos que vinham de um armário que estava a poucos metros. — Está vindo ali da frente. — O rapaz aproximou-se com calma e lançou um feitiço contra a porta, a fazendo abrir. Logo o casal que estava dentro do armário assustou-se com a porta se abrindo de repente. Henry Avery e uma garota loira saíram de dentro do local — Com certeza não deviam estar aqui! — disse Cedrico firme. — Os dois receberão uma advertência, senhor Avery e senhorita Brown. Catarine encarava o sonserino sem acreditar no que estava vendo, durante todo o verão o rapaz prometeu amor eterno para a lufana e agora estava agarrando outra menina dentro do armário de vassouras. — Só estávamos conversando — disse Henry cínico. — Eu imagino, podem tentar explicar para o professor Snape. Os alunos saíram da frente do monitor chefe e seguiram caminho para suas comunais. — Vamos? — perguntou Cedrico. — Ah? Vamos. — Está tudo bem? — Sim, por que não estaria? — Suspirou andando mais para frente tentando não demonstrar o quanto estava triste com a situação. — Nada, vamos. — O loiro preocupou-se com a garota, mas não faria perguntas, pois sabia que não adiantaria. Mesmo tentando disfarçar, Catarine não conseguiu conter algumas lágrimas que deixou escapar, estava agradecendo a cada segundo por sua varinha não clarear o suficiente, odiava a ideia de alguém a ver dessa maneira, fraca e sensível. — Eu preciso ir ao banheiro — murmurou. — Vamos descer, tudo bem usar o banheiro do segundo andar? — Sim. — Pensei que tivesse medo da Murta. — Sorriu lembrando-se de seu primeiro ano quando a garota foi desesperada pedir ajuda ao amigo. “(...) — Cedrico me ajuda! Me ajuda! — disse Catarine enquanto corria e chorava desesperadamente. — O que houve Ane? Alguém te machucou? — Tem uma menina no banheiro! Ela está querendo me bater. — Qual o nome dela? Vamos contar aos professores. — Você não entende, ela está morta. Não vão fazer nada. — Está brincando comigo? — Não, eu te mostro. — A garotinha o puxou pela mão e saiu correndo em direção ao banheiro do segundo andar. Assim que chegaram, Murta gritou com as crianças. Mesmo estando com medo Cedrico não demonstrou para a amiga, não deixaria ninguém machucá-la. — Esse é o meu banheiro! Saiam já — gritou a fantasma. — Não! O banheiro é da escola, todas as garotas podem usar. — O garoto revidou. — E você é uma garota? Não, saia. — Eu sou Cedrico Diggory! Nunca mais vai tratar a Ane assim. — Saia daqui seu garoto intrometido, ou eu vou... persegui-lo. — Eu te deixo petrificada. — Não faria. — Tente a sorte. — A fantasma gritou e escondeu-se dentro de uma das cabines. — Obrigado, Cedrico. — Os amigos abraçaram-se e comemoraram que a garota saiu do banheiro.” — Ela é só uma garota boba. — Não pensava assim quando éramos crianças. — Já te disse Cedrico, nós não somos mais crianças. — Entrou no banheiro chorando — i****a! Sua tola, por que foi se deixar levar? — Lavou seu rosto na pia e o secou com calma. — Está tudo bem aí? — perguntou Cedrico abrindo um pouco a porta. — Sim, já estou indo. — A garota saiu do banheiro e continuou o trajeto. — Está bem mesmo? — Sim, não finja se importar com isso. — Somos amigos, Ane. — Não, nós não somos. — Se você acha. Após algumas horas de patrulha, os jovens retornaram à comunal da lufa-lufa e subiram para seus quartos sem ao menos se despedirem. Cedrico não sabia o que havia acontecido com a garota meiga que conheceu durante seu primeiro ano em Hogwarts. Agora ela vestia uma armadura grande e dura demais para ser descoberta.

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