As aulas da manhã passaram-se rápido antes que percebesse, Cedrico já estava indo encontrar com Violet na biblioteca.
— Olha só quem está indo encontrar a futura senhora Diggory! — brincou aproximando-se do garoto.
— Não seja boba, só vamos estudar.
— Está nervoso?
— Não, por quê?
— Porque está suando, vamos eu te ajudo. — Parou na frente do rapaz e afrouxou sua gravata — Precisa cortar o cabelo, mas como é uma emergência, apenas o jogue para o lado. — Abriu os primeiros botões de sua camisa e sorriu analisando o loiro — Agora sim.
— Parece que acordei atrasado.
- Confia em mim, está ótimo.
— O que devo dizer?
— Chame ela para ir ao três vassouras nesse final de semana, o pior que pode acontecer é ela dizer não.
— Esse é o pior? — Riu fraco — Obrigado, Ane.
— Vai logo, Diggory! Nós nos vemos na patrulha. — O lufano assentiu e caminhou para dentro da biblioteca.
A morena logo virou-se esperando que Cedrico não estragasse essa chance que ela havia conseguido. Ela caminhou lentamente pelos corredores até ouvir uma frase vindo de um dos armários de vassouras “Malfeito, feito." e em seguida dois ruivos saindo com pressa do local.
— Deveriam tomar mais cuidado, rapazes. — Prendeu os braços nos garotos e continuou caminhando — Posso saber o que estão aprontando?
— Cat! — disseram juntos.
— Como você está? — Jorge perguntou guardando o mapa em sua capa.
— Melhor impossível e então?
— Não estamos fazendo nada demais — respondeu Fred enquanto acelerava os passos.
— Estão querendo enganar quem? — Os rapazes suspiravam e pararam de caminhar.
— Promete guardar segredo?
— Sim.
— Estamos procurando Sirius Black — murmurou Jorge.
— O que? Estão ficando malucos? Se ele encontra vocês, não sobra um fio de cabelo para contar história.
— Nós sabemos! Não vamos atacá-lo — murmurou Fred. — Mas se ele pisar em hogwarts vamos poder avisar Dumbledore.
— Quais flores preferem no enterro de vocês?
— O que?
— Orquídeas — Jorge respondeu.
— Com licença! — disse a voz firme atrás do trio. — O que estão fazendo aqui?
— Estamos tirando algumas dúvidas com Catarine, professor.
— E por acaso a senhorita Peterson dá aulas? — Snape os encarou.
— Não, senhor.
— Mas poderia — murmurou a morena.
— Saiam do meu corredor, vamos!
Enquanto Catarine levava outra bronca rotineira, Cedrico fitava as mesas da biblioteca procurando por Violet.
Logo a encontrou e foi em sua direção, mesmo tentando controlar seus sentimentos o rapaz parecia mais nervoso do que costumava ser.
— Desculpe o atraso — murmurou sentando-se em sua frente.
— Sem problemas, acabei de chegar. — A loira sorriu o analisando.
— Por onde quer começar? — Abriu o livro tentando se distrair.
— Mandrágoras! Como despetrificar alguém com elas? — Diggory sorriu.
— Tudo bem, mandrágoras então.
Os lufanos estudaram quase a tarde inteira sobre herbologia, madame Sprout ficaria orgulhosa por seus alunos se esforçarem tanto em suas aulas.
Mesmo tentando disfarçar, Diggory ficava encarando a garota a todo momento. Era inevitável não querer admirar a loira que estava a poucos centímetros de distância.
— Muito obrigado mesmo, agora parece tão simples.
— Fico feliz em poder ajudar, quando precisar é só pedir. — Sorriu simpático.
— Você é um fofo — disse Violet guardando seus livros.
— Ah... é, Violet!
— Sim?
— Quer ir ao três vassouras nesse final de semana?
— Claro. — Sorriu — Posso levar um amigo?
— Ah... pode, pode sim.
— É muita ousadia pedir outro favor?
— Claro que não.
— Você e a Catarine são amigos, não?
— Sim, só não diga isso para ela.
— É que esse meu amigo sempre esteve interessado nela. Poderia me ajudar com isso? Chame ela para ir conosco.
— Sim, só não prometo que ela vai aceitar ir.
— Isso é ótimo. — Comemorou sorrindo.
— Posso saber quem é esse amigo?
— Deve o conhecer, ele também é monitor chefe!
A noite logo chegou e com ela uma chuva fraca, mas que ainda assim deixava os corredores gelados. O relógio marcava oito e meia, todos os alunos já estavam reunidos em suas mesas para fazerem a última refeição do dia.
— Como foi? — perguntou Ane encarando o rapaz.
— O que?
— O seu primeiro encontro.
— Não foi um encontro, sabe disso.
— Sobre o que conversaram?
— Sobre as aulas, a escola.
— E o que mais?
— Você.
— Como? O que estavam falando sobre mim?
— Terminou?
— Sim.
— Vem comigo. — O rapaz levantou e saiu do salão.
Calmamente os lufanos caminharam em direção à torre de astronomia, Cedrico não sabia como Catarine reagiria com a proposta que lhe faria para o final de semana. Mesmo a morena estando aparentemente mais tranquila nas últimas semanas, ainda sim sua reação era uma grande surpresa.
— Então? — Cedrico suspirou procurando as palavras certas.
— Eu segui seu conselho e a convidei para ir ao três vassouras.
— Isso é bom, não? Está com uma cara de enterro.
— É bom sim, mas ela perguntou se podia levar um amigo.
— Você negou, não?
— Falei que podia.
— Isso é péssimo, Diggory!
— Eu sei, não precisa me lembrar disso. — Revirou os olhos — Mas ela me pediu outra coisa.
— Ela está cheia de pedidos, não? O que é agora? Um dote?
— O que? Não. — Riu fraco — Pediu para que eu te convidasse, porque esse amigo está interessado em você.
— E quem é esse amigo?
— Não surta, Percy Weasley.
— Quem?
— O monitor chefe da grifinória.
— Aquele arrogante? Nem pensar.
— Ele tem seus pontos positivos.
— Quais?
— Está no último ano, é mais velho, terá uma ótima carreira, e a senhora Weasley cozinha muito bem.
— Claro, e enquanto você baba na Violet, podemos conversar sobre política e como alcançar a paz mundial.
— Ele deve ser divertido, dá uma chance para o cara.
— Só diz isso porque quer ficar com a Violet, nunca pensei que daria minha honra pelo primeiro r**o de saia que surgisse. — Suspirou fingindo um choro.
— Não estou te vendendo, e a ideia foi sua!
— Minha?
— Quem induziu a Violet a vir me procurar? Você. Quem me incentivou a chamá-la para sair? Você.
— Sim, mas em nenhum momento discutimos que eu teria uma relação com o mais chato dos Weasley! Até os gêmeos são mais interessantes, mesmo sendo mais novos.
— Se eu soubesse que gostava de crianças, teria tentado marcar um encontro com Ronald Weasley para você. — Gargalhou com a fúria da garota que logo estapeou seus braços.
— Não deveria dizer isso para quem está com seu futuro nas mãos.
— Não seja dramática, por favor?
— Vai ser muito estranho, Diggory. — Apoiou-se de costas na parede.
— Estranho quanto? Só precisa dar um fora sutilmente.
— Estranho como se nós dois nos beijássemos.
— Não seria estranho.
— Como? — O encarou séria.
— Nos conhecemos há anos, somos amigos boa parte do tempo, não vejo motivos para não nos beijarmos. — Encarou as gotas que caiam do céu e faziam a torre ficar ainda mais gelada.
— Mas eu sim, primeiro, somos quase irmãos. Segundo, não gosto do seu cabelo lambido e terceiro, você deve beijar super m*l.
— Como chegou a essa conclusão? — A encarou confuso.
— Você nunca esteve com garotas, não praticou. É como andar de vassoura, se você não pratica, acaba escorrendo pelo outro lado.
— Eu já estive com garotas, só não precisei ficar me exibindo por aí.
— Vamos fingir que eu acredito, tudo bem?
— Certo. — Respirou fundo e afastou-se da parede — Vamos nos beijar.
— O que?
— Isso mesmo, só assim para eu te fazer mudar de opinião.
— Não vou te beijar, Diggory.
— Vamos fortalecer nossa amizade e provar que está errada.
— E por que eu iria querer estar errada?
— Está dando para trás? — A encarou com um olhar vitorioso.
— Claro que não.
— Então está com medo de estar errada?
— Estou cogitando te empurrar dessa torre. — O loiro riu e aproximou-se apertando-a contra a parede.
— Apenas um e não se fala mais nisso.
— Achei que estivesse querendo beijar a Violet. — Virou o rosto tentando ignorar o rapaz.
— Eu quero, mas preciso provar para uma teimosa de que não precisa sair beijando todo o mundo para saber beijar bem.
— Ah! Feri o seu ego?
— Um pouquinho. — Deslizou as mãos por sua cintura e a apertou — Mas podemos fazer isso ser bom — sussurrou em seu ouvindo, Ane sentiu seu corpo arrepiar involuntariamente, odiava se sentir assim.
— Sabe que não precisa provar nada para ninguém, não?
— Eu sei. — Acariciou seu rosto — Mas sei que não vai acreditar enquanto não fizermos.
— Isso é estranho. — Encarou os olhos do garoto que não parava de fitar seus lábios — Se alguém descobrir, eu te mato.
— Estamos no nosso lugar seguro, não?
Cedrico não esperou por sua resposta, selou seus lábios quase que de imediato. Por mais estranho que pudesse parecer, Catarine estava gostando da situação. O rapaz apertava sua cintura enquanto deslizava sua outra mão para dentro de seu cabelo.
Diggory sorriu sentindo as mãos da garota percorrerem por seu tórax e logo se encaixarem em seu pescoço. Qualquer um que os visse naquela situação poderia jurar que eram um casal apaixonado.
Em poucos segundos o beijo foi interrompido por pura necessidade de ar, mas o loiro deu-lhe alguns selinhos e até teve a ousadia de morder os lábios da morena que estava um pouco corada.
— Então? — Soltou sua cintura com calma.
— Nada m*l para um iniciante. — Sorriu debochada tentando disfarçar o quão envergonhada estava.
— Vai insistir nisso? — Retribuiu o sorriso.
— O que vai fazer? Me beijar de novo?
— Você quer outro beijo? — A analisou enquanto a morena lhe dava as costas.
— Se me beijar de novo, eu arranco suas coisinhas. Tudo bem?
— Você é quem manda. Mas e o encontro?
— Saiba que eu te odeio por isso, pode marcar. — Cedrico sorriu — Mas no primeiro ar de sarcasmos dele, eu o transformo em um sapo.
— Quem sabe ele não é o seu príncipe?
— Está louco para que eu desista, hein?
— O que? Não mesmo, vamos temos que começar a monitoria.
(...)
Os dias passavam se arrastando, Cedrico estava mais do que ansioso para o encontro com Violet. Ao contrário do rapaz, Catarine torcia para que demorasse o máximo possível, aturar Percy Weasley com seus discursos durante toda a tarde não era o melhor programa para um sábado.
A morena estava mais incomodada do que nunca, evitava a companhia de Cedrico desde a noite em que beijaram-se, aquela cena não saia de sua cabeça.
— Onde vai? — perguntou Josele encarando-a.
— Ao três vassouras.
— Sozinha?
— Não, estou ajudando Cedrico a conquistar Violet O'brien.
— E você vai para acender a chama desse amor?
— Engraçadinha, não. — Colocou seu cachecol — Ela quer levar um amigo porque ele está interessado em mim.
— E quem é esse maluco?
— Percy Weasley.
— O monitor? Hum que fofinho, imagine só os seus bebês.
— O que? Credo, eu prefiro beijar o Diggory de novo. — Revirou os olhos.
— De novo? Ah meu Merlin! Quando foi isso?
— O que?
— Quando você e o Diggory trocaram saliva?
— Há alguns dias.
— Ele beija bem?
— O que? Não.
— Não gostou de beijar ele?
— Ele é como um irmão.
— Não foi o que perguntei.
— Foi normal, Josele. Não significou nada.
— Mesmo?
— Sim — respondeu seca e desceu as escadas com pressa.
— Finalmente!
— Cala a boca, vamos. — O loiro riu e apenas a acompanhou em um silêncio constrangedor.
— Gostei do cachecol.
— Obrigado.
— Está usando vermelho para conquistar seu pretendente?
— Eu ainda posso desistir — murmurou.
— Obrigado por vir.
— Me agradeça depois, Diggory. Onde eles estão?
— Violet pediu para nos encontrarmos no três vassouras.
— Ótimo.
— Podemos conversar sobre o que houve na torre de astronomia?
— Não, aquilo ficou lá.
— Só não quero que pense que eu estou confundindo as coisas.
— E quem disse isso?
— Só não quero estragar a nossa ami...
— Sinceramente, Diggory! Aquele beijo não significou absolutamente nada, tudo bem?
— Sim. — Abriu a porta para a garota — Eles estão ali.
— Oi pessoal — disse Ane sentando-se ao lado de Cedrico.
— Como vocês estão? — O loiro perguntou sorridente.
— Bem — responderam juntos.
— Boa tarde, o que vão querer? — Um elfo aproximou-se para atendê-los.
— Quatro cervejas amanteigadas, por favor.
— Um pouco de gengibre na minha — disse Percy.
— Algo para acompanhar?
— Eu quero um bolo de caldeirão, por favor. — Ane encarou o elfo.
— Sabor?
— Morango com chocolate — Cedrico respondeu com a garota e riu fraco.
— Tudo bem, eu já volto.
— Então, Catarine — disse Percy um pouco sem jeito. — Qual carreira pretende seguir depois da formatura?
— Ainda não pensei nisso e você?
— O ministro me procurou oferecendo uma vaga de estágio no ministério.
— Ah... e você Violet?
— Eu quero trabalhar como medibruxa.
— Olha só, teremos consultas de graça. — Catarine riu enquanto Percy e Violet a encaravam.
— Com licença — disse o elfo colocando os pedidos sob a mesa.
— O que pretende fazer Cedrico? — A loira o encarou.
— Ah, uma carreira no ministério seria bom, mas adoro o contato com a natureza. Então acho que pesquisar sobre as criaturas mágicas é uma opção.
— Jasper cuida de dragões. — Percy sorriu.
— Quem é Jasper? — Ane o encarou.
— Ah, é meu namorado, ele estudou em Durmstrang. — Violet sorriu tomando sua bebida.
Catarine encarou o amigo que não demonstrou expressão alguma com a descoberta. A morena suspirou e segurou sua mão por debaixo da mesa.
— Incrível! — murmurou.
— É perigoso, eu vivo pedindo para ele desistir desse meio, mas é a paixão dele.
— Querem bolo?
— Não obrigado — Percy respondeu sério a analisando.
— Eu quero um morango. — O loiro estendeu a mão e levou o morango até sua boca.
— Quer um pedaço, Violet?
— Ah sim, obrigado. — Sorriu pegando um pedaço.
— Esse cara é um maluco — exclamou Percy encarando um cartaz.
— Quem? — Violet perguntou curiosa.
— Sirius Black, o assassino.
— Ele é assustador — Ane murmurou.
— Acham mesmo que ele virá para hogwarts? — O ruivo os encarou.
— Ele não seria tão e******o para encarar Dumbledore — Cedrico respondeu sério, ainda segurando a mão da amiga.
— Papai insiste em dizer que ele quer terminar o que começou, matou os pais do Potter e agora quer m***r o Harry. — Percy revirou os olhos — Tolice, na minha opinião. Todos sabem, aquele-que-não-deve-ser-nomeado está morto há uma década.
— Acredita mesmo nisso? — Catarine o encarou, os comentários e a arrogância do rapaz estavam a deixando irritada.
— Sim, você não?
— Ah meu Merlin! — Violet exclamou encarando o relógio — Me desculpem, por favor! Eu preciso ir.
— Está cedo — Percy respondeu.
— Eu marquei para ajudar as garotas a organizarem o baile deste ano. — Colocou algumas moedas na mesa — Mas foi ótimo passar esse tempo com vocês.
Após alguns minutos de discussão com Percy sobre a volta do Lord das Trevas, Catarine e Cedrico finalmente retornaram ao castelo, em silêncio, assim como haviam saído.
— Você quer conversar?
— Não — Cedrico respondeu seco.
— Estamos trocando os papéis? Quem faz birra sou eu. — O garoto parou em frente a uma parede, ignorando completamente o comentário da amiga e logo uma porta apareceu — Mas o que?
— Vem comigo?
— Posso saber o que é isso?
— A sala precisa, tem tudo o que precisamos.
— Achei que fosse uma lenda.
— A câmara secreta também era.
— Está parecendo mais uma adega.
— Tem tudo o que precisamos. — Puxou uma garrafa e encarou a amiga — Me acompanha?
— Isso não parece ser uma boa ideia.
— Ah, por favor, o que custa?
Em poucos minutos os lufanos estavam sentados em frente à uma lareira em um sofá completamente preto. Mesmo que odiasse a ideia do colega encher a cara, Ane ficou para lhe fazer companhia e fingir que estava bebendo vinho.
— Eu sou muito i****a — nurmurou Diggory.
— Eu concordo.
— Como eu não perguntei aos outros se Violet namorava?
— É isso aí, os sentimentos são um saco.
— Acha que eu deveria ir lá e contar toda a verdade?
— É uma péssima ideia.
— Somos amigos, você deveria me apoiar.
— Certo, Diggory. — Tomou a garrafa do rapaz e colocou em cima de um balcão — Já que insiste em dizer que somos amigos, toma essa água.
— Eu não quero água. — Apertou os olhos esfregando o rosto com as mãos — Jasper, é um péssimo nome.
— Ele deve ser h******l. — Sentou-se ao seu lado.
— Violet nunca ficaria comigo.
— Foi ela quem perdeu, Diggory.
— Acha isso mesmo?
— Se te faz calar a boca, sim. Você é um cara legal.
— As garotas não querem um cara legal. — Pegou o copo de sua mão e tomou toda a água.
— Quem te disse isso?
— Eu sei.
— Você se acha o dono da razão.
— Eu te magoei? Desculpa. — A abraçou jogando seu peso para cima da garota — Posso te contar um segredo? — sussurrou.
— Vai fundo. — Riu fraco com a situação.
— Estou feliz que Violet tenha um namorado. — Arrumou o cabelo da morena o jogando todo para um lado.
— Ah é? Por quê? — Virou o rosto encarando o loiro.
— Porque eu gostei de te beijar, se ficássemos juntos, eu não poderia fazer isso de novo.
— É, você está muito bêbado. Não se aproxime da lareira ou vai pegar fogo.
— Ah Ane! Estou falando a verdade. — Beijou sua bochecha.
— Está chateado, é diferente. — O rapaz revirou os olhos e encarou seu pescoço.
— Talvez esteja. — Suspirou — Por que nunca nos beijamos antes?
— Ainda nessa?
— Uhum. — Cedrico aproximou-se de seu pescoço e distribuiu alguns beijos — Gosta disso?
— Gosto.
— Posso fazer isso o quanto quiser. — Chupou seu pescoço e sorriu ao ver a garota arrepiada.
— Vamos para a comunal, você precisa de um banho. — Levantou-se.
— Não preciso. — Jogou a cabeça para trás — Achei que fosse gostar.
— Alguém precisa ser responsável agora.
— Não precisa ser você.
— Vamos logo, levanta.
— Não.
— Não me faça te azarar.
— Quero te beijar, me beija que eu vou para onde quiser.
— Eu mereço! Levanta, não estamos negociando.
— Por que não estamos negociando?
— Porque você não consegue ficar parado em pé.
— Claro que consigo. — Apoiou-se no sofá levantando-se com dificuldade — Viu?
— Parabéns, vamos.
— Catarine, um abraço? — Apoiou-se no braço do sofá e a encarou.
— Me lembra de nunca mais te deixar beber. — Foi em sua direção com passos curtos e o abraçou.
— Prometo não fazer mais isso.
— Eu sei como essas promessas funcionam. — O loiro riu e a soltou com calma.
— Obrigado, você tinha razão, Percy Weasley é um porre.
— Deveria acreditar quando eu falo.
O loiro a encarou e respirou fundo, não queria sair tão cedo da sala precisa. Sequer pensou antes de tomar a iniciativa e selar seus lábios novamente. Mesmo que estivesse relutando aos seus pedidos, Catarine queria beijá-lo tanto quanto ele.
Diggory sorriu e mordeu seus lábios com calma, m*l havia notado que as mãos da garota estavam deslizando para dentro de sua camisa.
— Suas mãos estão geladas — murmurou separando seus lábios e a encarando.
— As suas também.
— Desculpe.
— Shi. — Ane finalmente tomou coragem e o beijou novamente, mesmo sabendo que se o rapaz estivesse sóbrio o suficiente não iria propor outro beijo.
Aos poucos a morena deslizou os beijos para seu pescoço e sorriu vendo o garoto se arrepiar.
— Isso é bom.
— Gosta?
— Muito. — Apertou a lufana contra si — Mas é melhor pararmos.
— Tudo bem. — Deu-lhe alguns selinhos e afastou-se — Isso não sai daqui, certo?
— Sim.
...