Capítulo 4

3500 Palavras
As aulas da manhã passaram-se rápido antes que percebesse, Cedrico já estava indo encontrar com Violet na biblioteca. — Olha só quem está indo encontrar a futura senhora Diggory! — brincou aproximando-se do garoto. — Não seja boba, só vamos estudar. — Está nervoso? — Não, por quê? — Porque está suando, vamos eu te ajudo. — Parou na frente do rapaz e afrouxou sua gravata — Precisa cortar o cabelo, mas como é uma emergência, apenas o jogue para o lado. — Abriu os primeiros botões de sua camisa e sorriu analisando o loiro — Agora sim. — Parece que acordei atrasado. - Confia em mim, está ótimo. — O que devo dizer? — Chame ela para ir ao três vassouras nesse final de semana, o pior que pode acontecer é ela dizer não. — Esse é o pior? — Riu fraco — Obrigado, Ane. — Vai logo, Diggory! Nós nos vemos na patrulha. — O lufano assentiu e caminhou para dentro da biblioteca. A morena logo virou-se esperando que Cedrico não estragasse essa chance que ela havia conseguido. Ela caminhou lentamente pelos corredores até ouvir uma frase vindo de um dos armários de vassouras “Malfeito, feito." e em seguida dois ruivos saindo com pressa do local. — Deveriam tomar mais cuidado, rapazes. — Prendeu os braços nos garotos e continuou caminhando — Posso saber o que estão aprontando? — Cat! — disseram juntos. — Como você está? — Jorge perguntou guardando o mapa em sua capa. — Melhor impossível e então? — Não estamos fazendo nada demais — respondeu Fred enquanto acelerava os passos. — Estão querendo enganar quem? — Os rapazes suspiravam e pararam de caminhar. — Promete guardar segredo? — Sim. — Estamos procurando Sirius Black — murmurou Jorge. — O que? Estão ficando malucos? Se ele encontra vocês, não sobra um fio de cabelo para contar história. — Nós sabemos! Não vamos atacá-lo — murmurou Fred. — Mas se ele pisar em hogwarts vamos poder avisar Dumbledore. — Quais flores preferem no enterro de vocês? — O que? — Orquídeas — Jorge respondeu. — Com licença! — disse a voz firme atrás do trio. — O que estão fazendo aqui? — Estamos tirando algumas dúvidas com Catarine, professor. — E por acaso a senhorita Peterson dá aulas? — Snape os encarou. — Não, senhor. — Mas poderia — murmurou a morena. — Saiam do meu corredor, vamos! Enquanto Catarine levava outra bronca rotineira, Cedrico fitava as mesas da biblioteca procurando por Violet. Logo a encontrou e foi em sua direção, mesmo tentando controlar seus sentimentos o rapaz parecia mais nervoso do que costumava ser. — Desculpe o atraso — murmurou sentando-se em sua frente. — Sem problemas, acabei de chegar. — A loira sorriu o analisando. — Por onde quer começar? — Abriu o livro tentando se distrair. — Mandrágoras! Como despetrificar alguém com elas? — Diggory sorriu. — Tudo bem, mandrágoras então. Os lufanos estudaram quase a tarde inteira sobre herbologia, madame Sprout ficaria orgulhosa por seus alunos se esforçarem tanto em suas aulas. Mesmo tentando disfarçar, Diggory ficava encarando a garota a todo momento. Era inevitável não querer admirar a loira que estava a poucos centímetros de distância. — Muito obrigado mesmo, agora parece tão simples. — Fico feliz em poder ajudar, quando precisar é só pedir. — Sorriu simpático. — Você é um fofo — disse Violet guardando seus livros. — Ah... é, Violet! — Sim? — Quer ir ao três vassouras nesse final de semana? — Claro. — Sorriu — Posso levar um amigo? — Ah... pode, pode sim. — É muita ousadia pedir outro favor? — Claro que não. — Você e a Catarine são amigos, não? — Sim, só não diga isso para ela. — É que esse meu amigo sempre esteve interessado nela. Poderia me ajudar com isso? Chame ela para ir conosco. — Sim, só não prometo que ela vai aceitar ir. — Isso é ótimo. — Comemorou sorrindo. — Posso saber quem é esse amigo? — Deve o conhecer, ele também é monitor chefe! A noite logo chegou e com ela uma chuva fraca, mas que ainda assim deixava os corredores gelados. O relógio marcava oito e meia, todos os alunos já estavam reunidos em suas mesas para fazerem a última refeição do dia. — Como foi? — perguntou Ane encarando o rapaz. — O que? — O seu primeiro encontro. — Não foi um encontro, sabe disso. — Sobre o que conversaram? — Sobre as aulas, a escola. — E o que mais? — Você. — Como? O que estavam falando sobre mim? — Terminou? — Sim. — Vem comigo. — O rapaz levantou e saiu do salão. Calmamente os lufanos caminharam em direção à torre de astronomia, Cedrico não sabia como Catarine reagiria com a proposta que lhe faria para o final de semana. Mesmo a morena estando aparentemente mais tranquila nas últimas semanas, ainda sim sua reação era uma grande surpresa. — Então? — Cedrico suspirou procurando as palavras certas. — Eu segui seu conselho e a convidei para ir ao três vassouras. — Isso é bom, não? Está com uma cara de enterro. — É bom sim, mas ela perguntou se podia levar um amigo. — Você negou, não? — Falei que podia. — Isso é péssimo, Diggory! — Eu sei, não precisa me lembrar disso. — Revirou os olhos — Mas ela me pediu outra coisa. — Ela está cheia de pedidos, não? O que é agora? Um dote? — O que? Não. — Riu fraco — Pediu para que eu te convidasse, porque esse amigo está interessado em você. — E quem é esse amigo? — Não surta, Percy Weasley. — Quem? — O monitor chefe da grifinória. — Aquele arrogante? Nem pensar. — Ele tem seus pontos positivos. — Quais? — Está no último ano, é mais velho, terá uma ótima carreira, e a senhora Weasley cozinha muito bem. — Claro, e enquanto você baba na Violet, podemos conversar sobre política e como alcançar a paz mundial. — Ele deve ser divertido, dá uma chance para o cara. — Só diz isso porque quer ficar com a Violet, nunca pensei que daria minha honra pelo primeiro r**o de saia que surgisse. — Suspirou fingindo um choro. — Não estou te vendendo, e a ideia foi sua! — Minha? — Quem induziu a Violet a vir me procurar? Você. Quem me incentivou a chamá-la para sair? Você. — Sim, mas em nenhum momento discutimos que eu teria uma relação com o mais chato dos Weasley! Até os gêmeos são mais interessantes, mesmo sendo mais novos. — Se eu soubesse que gostava de crianças, teria tentado marcar um encontro com Ronald Weasley para você. — Gargalhou com a fúria da garota que logo estapeou seus braços. — Não deveria dizer isso para quem está com seu futuro nas mãos. — Não seja dramática, por favor? — Vai ser muito estranho, Diggory. — Apoiou-se de costas na parede. — Estranho quanto? Só precisa dar um fora sutilmente. — Estranho como se nós dois nos beijássemos. — Não seria estranho. — Como? — O encarou séria. — Nos conhecemos há anos, somos amigos boa parte do tempo, não vejo motivos para não nos beijarmos. — Encarou as gotas que caiam do céu e faziam a torre ficar ainda mais gelada. — Mas eu sim, primeiro, somos quase irmãos. Segundo, não gosto do seu cabelo lambido e terceiro, você deve beijar super m*l. — Como chegou a essa conclusão? — A encarou confuso. — Você nunca esteve com garotas, não praticou. É como andar de vassoura, se você não pratica, acaba escorrendo pelo outro lado. — Eu já estive com garotas, só não precisei ficar me exibindo por aí. — Vamos fingir que eu acredito, tudo bem? — Certo. — Respirou fundo e afastou-se da parede — Vamos nos beijar. — O que? — Isso mesmo, só assim para eu te fazer mudar de opinião. — Não vou te beijar, Diggory. — Vamos fortalecer nossa amizade e provar que está errada. — E por que eu iria querer estar errada? — Está dando para trás? — A encarou com um olhar vitorioso. — Claro que não. — Então está com medo de estar errada? — Estou cogitando te empurrar dessa torre. — O loiro riu e aproximou-se apertando-a contra a parede. — Apenas um e não se fala mais nisso. — Achei que estivesse querendo beijar a Violet. — Virou o rosto tentando ignorar o rapaz. — Eu quero, mas preciso provar para uma teimosa de que não precisa sair beijando todo o mundo para saber beijar bem. — Ah! Feri o seu ego? — Um pouquinho. — Deslizou as mãos por sua cintura e a apertou — Mas podemos fazer isso ser bom — sussurrou em seu ouvindo, Ane sentiu seu corpo arrepiar involuntariamente, odiava se sentir assim. — Sabe que não precisa provar nada para ninguém, não? — Eu sei. — Acariciou seu rosto — Mas sei que não vai acreditar enquanto não fizermos. — Isso é estranho. — Encarou os olhos do garoto que não parava de fitar seus lábios — Se alguém descobrir, eu te mato. — Estamos no nosso lugar seguro, não? Cedrico não esperou por sua resposta, selou seus lábios quase que de imediato. Por mais estranho que pudesse parecer, Catarine estava gostando da situação. O rapaz apertava sua cintura enquanto deslizava sua outra mão para dentro de seu cabelo. Diggory sorriu sentindo as mãos da garota percorrerem por seu tórax e logo se encaixarem em seu pescoço. Qualquer um que os visse naquela situação poderia jurar que eram um casal apaixonado. Em poucos segundos o beijo foi interrompido por pura necessidade de ar, mas o loiro deu-lhe alguns selinhos e até teve a ousadia de morder os lábios da morena que estava um pouco corada. — Então? — Soltou sua cintura com calma. — Nada m*l para um iniciante. — Sorriu debochada tentando disfarçar o quão envergonhada estava. — Vai insistir nisso? — Retribuiu o sorriso. — O que vai fazer? Me beijar de novo? — Você quer outro beijo? — A analisou enquanto a morena lhe dava as costas. — Se me beijar de novo, eu arranco suas coisinhas. Tudo bem? — Você é quem manda. Mas e o encontro? — Saiba que eu te odeio por isso, pode marcar. — Cedrico sorriu — Mas no primeiro ar de sarcasmos dele, eu o transformo em um sapo. — Quem sabe ele não é o seu príncipe? — Está louco para que eu desista, hein? — O que? Não mesmo, vamos temos que começar a monitoria. (...) Os dias passavam se arrastando, Cedrico estava mais do que ansioso para o encontro com Violet. Ao contrário do rapaz, Catarine torcia para que demorasse o máximo possível, aturar Percy Weasley com seus discursos durante toda a tarde não era o melhor programa para um sábado. A morena estava mais incomodada do que nunca, evitava a companhia de Cedrico desde a noite em que beijaram-se, aquela cena não saia de sua cabeça. — Onde vai? — perguntou Josele encarando-a. — Ao três vassouras. — Sozinha? — Não, estou ajudando Cedrico a conquistar Violet O'brien. — E você vai para acender a chama desse amor? — Engraçadinha, não. — Colocou seu cachecol — Ela quer levar um amigo porque ele está interessado em mim. — E quem é esse maluco? — Percy Weasley. — O monitor? Hum que fofinho, imagine só os seus bebês. — O que? Credo, eu prefiro beijar o Diggory de novo. — Revirou os olhos. — De novo? Ah meu Merlin! Quando foi isso? — O que? — Quando você e o Diggory trocaram saliva? — Há alguns dias. — Ele beija bem? — O que? Não. — Não gostou de beijar ele? — Ele é como um irmão. — Não foi o que perguntei. — Foi normal, Josele. Não significou nada. — Mesmo? — Sim — respondeu seca e desceu as escadas com pressa. — Finalmente! — Cala a boca, vamos. — O loiro riu e apenas a acompanhou em um silêncio constrangedor. — Gostei do cachecol. — Obrigado. — Está usando vermelho para conquistar seu pretendente? — Eu ainda posso desistir — murmurou. — Obrigado por vir. — Me agradeça depois, Diggory. Onde eles estão? — Violet pediu para nos encontrarmos no três vassouras. — Ótimo. — Podemos conversar sobre o que houve na torre de astronomia? — Não, aquilo ficou lá. — Só não quero que pense que eu estou confundindo as coisas. — E quem disse isso? — Só não quero estragar a nossa ami... — Sinceramente, Diggory! Aquele beijo não significou absolutamente nada, tudo bem? — Sim. — Abriu a porta para a garota — Eles estão ali. — Oi pessoal — disse Ane sentando-se ao lado de Cedrico. — Como vocês estão? — O loiro perguntou sorridente. — Bem — responderam juntos. — Boa tarde, o que vão querer? — Um elfo aproximou-se para atendê-los. — Quatro cervejas amanteigadas, por favor. — Um pouco de gengibre na minha — disse Percy. — Algo para acompanhar? — Eu quero um bolo de caldeirão, por favor. — Ane encarou o elfo. — Sabor? — Morango com chocolate — Cedrico respondeu com a garota e riu fraco. — Tudo bem, eu já volto. — Então, Catarine — disse Percy um pouco sem jeito. — Qual carreira pretende seguir depois da formatura? — Ainda não pensei nisso e você? — O ministro me procurou oferecendo uma vaga de estágio no ministério. — Ah... e você Violet? — Eu quero trabalhar como medibruxa. — Olha só, teremos consultas de graça. — Catarine riu enquanto Percy e Violet a encaravam. — Com licença — disse o elfo colocando os pedidos sob a mesa. — O que pretende fazer Cedrico? — A loira o encarou. — Ah, uma carreira no ministério seria bom, mas adoro o contato com a natureza. Então acho que pesquisar sobre as criaturas mágicas é uma opção. — Jasper cuida de dragões. — Percy sorriu. — Quem é Jasper? — Ane o encarou. — Ah, é meu namorado, ele estudou em Durmstrang. — Violet sorriu tomando sua bebida. Catarine encarou o amigo que não demonstrou expressão alguma com a descoberta. A morena suspirou e segurou sua mão por debaixo da mesa. — Incrível! — murmurou. — É perigoso, eu vivo pedindo para ele desistir desse meio, mas é a paixão dele. — Querem bolo? — Não obrigado — Percy respondeu sério a analisando. — Eu quero um morango. — O loiro estendeu a mão e levou o morango até sua boca. — Quer um pedaço, Violet? — Ah sim, obrigado. — Sorriu pegando um pedaço. — Esse cara é um maluco — exclamou Percy encarando um cartaz. — Quem? — Violet perguntou curiosa. — Sirius Black, o assassino. — Ele é assustador — Ane murmurou. — Acham mesmo que ele virá para hogwarts? — O ruivo os encarou. — Ele não seria tão e******o para encarar Dumbledore — Cedrico respondeu sério, ainda segurando a mão da amiga. — Papai insiste em dizer que ele quer terminar o que começou, matou os pais do Potter e agora quer m***r o Harry. — Percy revirou os olhos — Tolice, na minha opinião. Todos sabem, aquele-que-não-deve-ser-nomeado está morto há uma década. — Acredita mesmo nisso? — Catarine o encarou, os comentários e a arrogância do rapaz estavam a deixando irritada. — Sim, você não? — Ah meu Merlin! — Violet exclamou encarando o relógio — Me desculpem, por favor! Eu preciso ir. — Está cedo — Percy respondeu. — Eu marquei para ajudar as garotas a organizarem o baile deste ano. — Colocou algumas moedas na mesa — Mas foi ótimo passar esse tempo com vocês. Após alguns minutos de discussão com Percy sobre a volta do Lord das Trevas, Catarine e Cedrico finalmente retornaram ao castelo, em silêncio, assim como haviam saído. — Você quer conversar? — Não — Cedrico respondeu seco. — Estamos trocando os papéis? Quem faz birra sou eu. — O garoto parou em frente a uma parede, ignorando completamente o comentário da amiga e logo uma porta apareceu — Mas o que? — Vem comigo? — Posso saber o que é isso? — A sala precisa, tem tudo o que precisamos. — Achei que fosse uma lenda. — A câmara secreta também era. — Está parecendo mais uma adega. — Tem tudo o que precisamos. — Puxou uma garrafa e encarou a amiga — Me acompanha? — Isso não parece ser uma boa ideia. — Ah, por favor, o que custa? Em poucos minutos os lufanos estavam sentados em frente à uma lareira em um sofá completamente preto. Mesmo que odiasse a ideia do colega encher a cara, Ane ficou para lhe fazer companhia e fingir que estava bebendo vinho. — Eu sou muito i****a — nurmurou Diggory. — Eu concordo. — Como eu não perguntei aos outros se Violet namorava? — É isso aí, os sentimentos são um saco. — Acha que eu deveria ir lá e contar toda a verdade? — É uma péssima ideia. — Somos amigos, você deveria me apoiar. — Certo, Diggory. — Tomou a garrafa do rapaz e colocou em cima de um balcão — Já que insiste em dizer que somos amigos, toma essa água. — Eu não quero água. — Apertou os olhos esfregando o rosto com as mãos — Jasper, é um péssimo nome. — Ele deve ser h******l. — Sentou-se ao seu lado. — Violet nunca ficaria comigo. — Foi ela quem perdeu, Diggory. — Acha isso mesmo? — Se te faz calar a boca, sim. Você é um cara legal. — As garotas não querem um cara legal. — Pegou o copo de sua mão e tomou toda a água. — Quem te disse isso? — Eu sei. — Você se acha o dono da razão. — Eu te magoei? Desculpa. — A abraçou jogando seu peso para cima da garota — Posso te contar um segredo? — sussurrou. — Vai fundo. — Riu fraco com a situação. — Estou feliz que Violet tenha um namorado. — Arrumou o cabelo da morena o jogando todo para um lado. — Ah é? Por quê? — Virou o rosto encarando o loiro. — Porque eu gostei de te beijar, se ficássemos juntos, eu não poderia fazer isso de novo. — É, você está muito bêbado. Não se aproxime da lareira ou vai pegar fogo. — Ah Ane! Estou falando a verdade. — Beijou sua bochecha. — Está chateado, é diferente. — O rapaz revirou os olhos e encarou seu pescoço. — Talvez esteja. — Suspirou — Por que nunca nos beijamos antes? — Ainda nessa? — Uhum. — Cedrico aproximou-se de seu pescoço e distribuiu alguns beijos — Gosta disso? — Gosto. — Posso fazer isso o quanto quiser. — Chupou seu pescoço e sorriu ao ver a garota arrepiada. — Vamos para a comunal, você precisa de um banho. — Levantou-se. — Não preciso. — Jogou a cabeça para trás — Achei que fosse gostar. — Alguém precisa ser responsável agora. — Não precisa ser você. — Vamos logo, levanta. — Não. — Não me faça te azarar. — Quero te beijar, me beija que eu vou para onde quiser. — Eu mereço! Levanta, não estamos negociando. — Por que não estamos negociando? — Porque você não consegue ficar parado em pé. — Claro que consigo. — Apoiou-se no sofá levantando-se com dificuldade — Viu? — Parabéns, vamos. — Catarine, um abraço? — Apoiou-se no braço do sofá e a encarou. — Me lembra de nunca mais te deixar beber. — Foi em sua direção com passos curtos e o abraçou. — Prometo não fazer mais isso. — Eu sei como essas promessas funcionam. — O loiro riu e a soltou com calma. — Obrigado, você tinha razão, Percy Weasley é um porre. — Deveria acreditar quando eu falo. O loiro a encarou e respirou fundo, não queria sair tão cedo da sala precisa. Sequer pensou antes de tomar a iniciativa e selar seus lábios novamente. Mesmo que estivesse relutando aos seus pedidos, Catarine queria beijá-lo tanto quanto ele. Diggory sorriu e mordeu seus lábios com calma, m*l havia notado que as mãos da garota estavam deslizando para dentro de sua camisa. — Suas mãos estão geladas — murmurou separando seus lábios e a encarando. — As suas também. — Desculpe. — Shi. — Ane finalmente tomou coragem e o beijou novamente, mesmo sabendo que se o rapaz estivesse sóbrio o suficiente não iria propor outro beijo. Aos poucos a morena deslizou os beijos para seu pescoço e sorriu vendo o garoto se arrepiar. — Isso é bom. — Gosta? — Muito. — Apertou a lufana contra si — Mas é melhor pararmos. — Tudo bem. — Deu-lhe alguns selinhos e afastou-se — Isso não sai daqui, certo? — Sim. ...
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