Todos estavam animados durante essa tarde, os campeões das três escolas colocariam seus nomes no cálice de fogo, quem os assistiam estavam mais ansiosos do que os próprios voluntários.
— Vai lá, Ced! — Justino gritou puxando aplausos de todos.
— Isso ai amor! — Ane gritou chamando a atenção dos alunos, mas ela os ignorou completamente.
— Ótimo, Diggory! Agora é nossa vez. — Um dos gêmeos Weasley comentou.
— Não vai funcionar — disse a senhorita Beaufort cantarolando.
— Vamos? — perguntou Cedrico para a morena.
— Eu quero ver isso. — Apontou com a cabeça para os gêmeos que bebem uma poção e logo pularam o círculo em volta do cálice.
— É! — Comemoraram.
Rapidamente um flash de luz azul tomou conta de toda a sala arremessando os gêmeos Weasley para longe. Quem viu a cena estava completamente assustado, mas logo notaram que os irmãos estavam bem, exceto pelos grandes cabelos e barbas grisalhos.
— Isso foi incrível — exclamou Catarine saindo da sala.
— Eles são malucos — confirmou Diggory.
— Por que foram juntos para a copa mesmo?
— Nossos pais são amigos e queriam ir juntos, você deveria ter ido — respondeu a abraçou por trás.
— Diz isso ao meu pai, eu tive sorte de poder ter visto a luz do sol neste verão.
— Não deve ter sido tão r**m assim. — Beijou sua bochecha — No próximo ano vai estar livre e vamos poder morar juntos, se quiser.
— E seus pais?
— O que tem eles?
— Já conversou sobre isso com eles?
— Na verdade não, mas eles sabem que desde pequeno eu sempre quis morar fora e agora com você.
— Isso parece loucura — disse a lufana.
...
O dia correu bem, todos alunos e professores estavam animados com os novos “moradores" do castelo, a ideia de uma competição como essa ser feita em Hogwarts deixava todos ansiosos.
O novo professor de defesa contra as artes das trevas era um pouco, digamos que excêntrico não era a melhor palavra para definir o quão biruta Alastor Moody poderia ser, todos estavam em silêncio enquanto o homem mostrava como torturar uma pessoa usando uma aranha como exemplo.
— Estão vendo só? Quanto mais fundo você for, não importa se está torturando a pessoa mais poderosa do mundo! Essa magia é dolorosa, sei de casos que acabariam com seu sono.
— Ele pode ensinar essas coisas? — perguntou Justino enquanto desciam as escadas.
— Dumbledore confia nele — Diggory respondeu sério.
— Isso é bizarro! — Catarine protestou — Deviam trocar o nome para artes das trevas, Dumbledore só pode estar maluco.
— Acham que deveríamos falar com ele? — Justino os encarou.
— Ele não vai nos ouvir.
— Com licença! — Uma voz rouca chamou a atenção do trio — Senhorita Petterson?
— Ah sim, professor?
— Preciso falar com a senhorita, me acompanhe, por favor. — Alastor subiu as escadas mancando de volta para sua sala.
— Ah, vejo vocês depois.
Catarine subiu calmamente, não tinha pressa alguma em chegar na sala que havia acabado de sair. Afinal de contas, o que Alastor Moody poderia querer com ela? Por que não a chamou enquanto todos estavam na sala?
— Entre, por favor.
— Ah, posso te ajudar em algo? — perguntou confusa.
— De fato! Eu estava olhando suas notas em dcat e elas caíram, está acontecendo algo?
— Dcat não é o meu forte.
— Bom Catarine, precisamos fazer algo a respeito! Está pensando em participar do torneio tribruxo?
— Ah, nem pensar! Isso é loucura.
— Vou pedir à professora Sprout que lhe arrume um tutor para essa matéria. Com essas notas você não consegue se formar.
— O professor Lupin me ajudava.
— Bom, o seu professor agora sou eu! Não vou lhe dar nota por pena! Por ser filha de quem é, pensei que se daria melhor nessa matéria.
— Do que está falando? — Ane o encarou brava.
— Sua mãe! Todos sabem que ela era uma ótima bruxa, sabia fazer coisas inimagináveis.
— Desculpe professor, mas o senhor conheceu a minha mãe?
— Sim.
— Quando?
— Há muito tempo! Antes do acidente. — Sorriu cínico.
...
Os dias passaram rapidamente, para o azar de Catarine o seu novo tutor não era Cedrico. Já que a professora Sprout disse que eles se distraíram — o que não era mentira. — O seu novo tutor era alguém que ela conhecia muito bem.
— O Henry? — Cedrico questionou.
— Por incrível que pareça, sim! Eu nem sabia que ele estudava de verdade, achei que só queria dormir em outro lugar.
— Se você quiser, eu posso arrumar outro tutor.
— Não acho que estou em posição de escolha, depois de tudo o que fiz tenho sorte por não ser expulsa. — Suspirou.
— Daremos um jeito nisso, amor. — Cedrico a abraçou.
— E se eu não me formar? Meu pai vai me m***r, nós temos planos.
— Não se preocupe com isso, tudo vai ficar bem.
— Diz isso porque não é você quem vai ter que aturar o Avery. — Ced riu fraco e beijou sua testa.
— Eu posso estudar com vocês.
— E vai dormir quando? Se você for participar do torneio não terá tempo para nada! Tem o quadribol, a monitoria, os seus estudos.
— Eu sei, mas acho que vou sair do time.
— Agora que virou capitão?
— Temos que fazer alguns sacrifícios.
— Já sabe quando vai ser o sorteio dos campeões?
— Hoje a noite. — Suspirou — Nunca estive tão ansioso.
— Esse torneio já é seu! Vai participar das provas por mera formalidade.
— Boba. — O loiro sorriu.
Após um longo dia de aulas, todos se reuniam em um banquete no grande salão, não havia um aluno que não estivesse ansioso para o torneio. Alguns até estavam apostando em quem seriam sorteados.
— Vai querer apostar, Cat? — perguntou Fred sorrindo.
— Não vou gastar meu dinheiro com suas bobagens, Weasley.
— Eu vou! — disse Justino. — Cinco galeões no Diggory.
— Vocês são patéticos — resmungou Catarine revirando os olhos.
— Acham que vai demorar? — Cedrico perguntou ansioso.
— Talvez no final do jantar — disse Josele encarando seu prato.
— Não se preocupe, você é o melhor dessa competição — disse Ane sorrindo.
— Sentem-se, por favor — disse Dumbledore enquanto levantava-se. — E agora, o momento que todos estavam esperando, a escolha dos campeões. — Ced suspirou segurando firme a mão da lufana.
Dumbledore esticou sua mão em frente ao cálice de fogo que soprava chamas azuis, sem parar nenhum instante, fazendo todos o encararem fixamente. Demorou poucos segundos para as chamas mudarem de cor e um pequeno papel voo para a mão do diretor que rapidamente leu o nome escrito.
— O campeão de Durmstrang, é Viktor Krum! — Toda a mesa da academia vibrou, alguns alunos o cumprimentaram e rapidamente o búlgaro seguiu para outra parte do castelo.
— Ele é tão lindo. — Josele suspirou.
O diretor cumprimentou o aluno rapidamente e em seguida o cálice arremessou outro nome para as mãos do bruxo.
— A campeã de Beauxbatons, é Fleur Delacour. — Todos a aplaudiram e logo outro nome voo para fora.
— Boa sorte — Ane murmurou para o namorado que encarava o diretor.
— A campeã de Hogwarts, é Catarine Petterson.
— O que? — O casal perguntou em coro enquanto todos aplaudiam a garota.
— Isso está errado. — Ane protestou sem levantar.
— Catarine Petterson! — Dumbledore a chamou novamente.
— Anda Cat, vai lá. — Josele empurrou a lufana que não sabia ao certo o que estava acontecendo.
— Parabéns, senhorita Petterson. — Alastor a parabenizou enquanto a garota ia para uma sala.
Após alguns minutos Catarine apenas ouvia os outros campeões que comemoram sua vitória, mas ela não sabia como havia chegado ali, afinal de contas, Ane jamais quis participar do torneio, esse havia sido um dos motivos pelo qual brigou com Cedrico.
Rapidamente a sala foi tomada por gritos enquanto Harry Potter entrava mais confuso que Catarine na sala dos campeões, chamando a atenção de todos.
— É uma conspiração! Uma conspiração! — A diretora Olympia gritava enfurecida.
— Por que está aqui? — Ane sussurrou para o grifinório que apenas deu de ombros.
— Silêncio! Silêncio! — Dumbledore pediu à diretora que continuava gritando.
— Eu não entendo, não entendo!
— Silêncio! Eu não consigo pensar. — Os bruxos brigavam entrando na sala enquanto os alunos os encaravam assustados.
— Calma, vamos conversar.
— Eu protesto!
— Harry! Harry, você colocou o seu nome no cálice de fogo? — Dumbledore abordou o garoto com certa brutalidade.
— Não, senhor — o garoto respondeu assustado.
— Pediu a um aluno mais velho para colocar?
— Não, senhor.
— Tem certeza absoluta?
— Sim, sim senhor.
— Claro que está mentindo! — Olímpia protestou.
— É claro que não! — Alastor retrucou — O cálice de fogo é um objeto mágico extremamente poderoso, só um feitiço extremamente forte pode confundir o cálice! Magia além dos talentos de um aluno do quarto ano.
— Parece ter pensado muito no assunto, Olho tonto — comentou Igor Karkaroff firme o intimidando.
— Meu trabalho era pensar como os bruxos das trevas pensam, Karkaroff! Talvez você se lembre.
— Isso não ajuda, Alastor. — Dumbledore respondeu — Deixo a decisão com você — disse o diretor referindo-se ao senhor Crouch que estava tão surpreso quanto todos.
— As regras são absolutas — murmurou o senhor Crouch. — O cálice de fogo é um ato contratual mágico. — Virou-se encarando o grifinório — O senhor Potter não tem escolha, ele é a partir desta noite, um campeão tribruxo.
Todos encararam o grifinório que continuava assustado e sem dizer absolutamente nada! Catarine até pensou em revelar que não havia colocado seu nome no cálice, mas após ver a reação de todos decidiu ficar em silêncio.
(...)
— Você falou com ele? — Josele perguntou enquanto Catarine surtava em seu quarto.
— Ainda não, ele não vai acreditar.
— É do Cedrico que estamos falando! Não acha muita coincidência os dois participantes de Hogwarts não terem colocado os seus nomes no cálice?
— Muito! Quem fez isso só queria me ferrar.
— Mas por que? Quais eram as chances do seu nome ser escolhido?
— Uma em cem?
— Isso é assustador. — Josele entrou no banheiro.
Cedrico estava tentando se concentrar ao máximo em sua leitura, mesmo que fosse em vão. Sentia-se irritado por Catarine ter brigado quase todo o verão para ele não participar do torneio e agora era ela quem participaria, porque ela faria isso com ele?
— Ced? — A voz trêmula o chamou, o rapaz apenas levantou a cabeça e não olhou para trás — Nós podemos conversar?
— Acho que não temos o que conversar, Catarine — Cedrico respondeu levantando e a deixando para trás, para seu azar a lufana não desistiria fácil.
— Por favor! Eu não coloquei meu nome no cálice, você sabe que eu não faria isso.
— Não precisa mentir, só queria entender porque decidiu isso sozinha? — perguntou guardando seu livro e a encarou.
— Eu não fiz! O Potter também não colocou o nome dele no cálice, eu vi a reação dele.
— Por que não disse aos professores que não colocou seu nome? — perguntou desconfiado.
— Você não viu como trataram o Harry, Dumbledore só faltou matá-lo! Todos estavam irritados, com certeza pensariam que eu estava tentando limpar a barra do Potter.
— Foi você quem colocou o nome do Harry?
— O que? Não, ele é uma criança.
— Isso não faz sentido, magicamente seu nome apareceu no cálice?
— É o que estou tentando dizer, alguém colocou meu nome no cálice.
— Você não pode participar então, podemos conversar com Dumbledore.
— Eu pensei nisso. — Suspirou — Mas o senhor Crouch disse que as regras são absolutas, uma vez que seu nome está no cálice, você não tem mais volta.
...
A manhã passou lenta, todos estavam aflitos com a participação de um aluno com quatorze anos no torneio e mesmo que a lufana contasse a todos que não havia colocado seu nome no cálice, ninguém acreditava.
— Senhorita Petterson? — Professora Sprout chamou sua atenção.
— Sim, professora?
— Vá para a ala leste do castelo, os outros alunos estão te aguardando.
— Mas eu não terminei a atividade.
— Poderá terminar depois, vá logo.
Catarine caminhou vagarosamente pelos corredores, o que será que queriam com ela? Pode ser algo grave já que nunca tiravam os alunos da sala de aula, ainda mais fazendo atividades.
— Que bom que chegou, senhorita Petterson! — exclamou Minerva a posicionando ao lado dos outros campeões.
— Sorriam para a foto! — disse uma mulher loira e rapidamente um flash branco tomou conta da sala.
— Alunos, essa é Rita Skeeter, ela está representando o Profeta Diário, vocês responderão algumas perguntas e depois receberão instruções de alguns professores — disse Minerva saindo rapidamente do local.
— Bom, quem quer começar? Que tal por idade? — perguntou a loira puxando Harry por sua capa e desaparecendo com ele pelo corredor.
— Isso é bizarro — disse Fleur sorrindo.
— Você não viu nada — disse Ane sentando-se.
— O que vocês acham que vai ser a primeira prova? — A francesa perguntou os encarando.
— Eu não faço ideia.
— Em Durmstrang nós usamos o corpo para as lutas, queria que isso fosse a primeira tarefa — disse Viktor com um pouco de dificuldade.
— Usam o corpo como? — Ane o encarou curiosa.
— Na luta, o seu oponente nunca vai esperar que você use algo a mais que sua varinha.
— Ah!
— Quem é o próximo? — Viktor levantou-se e foi em direção à loira.
— Isso não deveria demorar um pouco mais? — pergunta Fleur curiosa.
— Ela não deve estar fazendo muitas perguntas.
— É verdade o que estão dizendo?
— O que?
— Que você também não colocou o seu nome no cálice? — Ane suspirou e assentiu.
— Não faço ideia de quem pode ter feito isso.
— Não acha que pode ter sido outro aluno?
— Não conheço ninguém que tenha coragem.
— Bom, pense bem, não pode ter sido um professor — disse a garota tentando sorrir.
— Senhorita? Por favor me acompanhe.
— Boa sorte. — Fleur sussurrou.
— Obrigado.
— Sente-se, Catarine Petterson, dezessete anos representando a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts — disse a entrevistadora enquanto uma pena flutuava escrevendo rapidamente ao seu lado. — Catarine, por que decidiu particular do torneio tribruxo?
— Eu não decidi.
— Acha que a glória eterna pode te ajudar no futuro?
— Ah, sim?
— Sua mãe faleceu quando você tinha doze anos, participar do torneio foi a maneira que encontrou para chamar a atenção de sua família?
— O que? Não.
— Foi você quem colocou o nome de Harry Potter no cálice?
— Não, ele é uma criança.
— Última pergunta, acha que seu pai está orgulhoso por você participar do torneio?
— Acho que ele nem sabe.
Depois de uma longa entrevista, Catarine seguiu para a biblioteca, afinal, ainda tinha suas aulas de reforço com Henry Avery que a esperava impaciente.
...