Capítulo 6

2892 Palavras
As aulas de reforço de Catarine demoravam cada dia mais, mas mesmo que o rapaz fosse um ótimo professor, ele também sabia que ela não fazia questão alguma de estudar para as aulas. — Entendeu? — O que? Não. — Você precisa prestar atenção se quer aprender sobre as maldições. — Mas eu não quero. — Sorriu cínica observando as pessoas ao seu redor — Sabe que horas são? Estou com fome. — Por que faz isso? Eu sei que você é inteligente, não precisa sequer se esforçar para aprender feitiços. — Às vezes você é um porre. — O que você tem? — Fechou o livro derrotado por não conseguir fazer o que haviam lhe pedido. — Fome e estou entediada. — Quer pegar algo na cozinha? — Está quase na hora do jantar, os elfos não vão me deixar passar pela porta — Na comunal dos monitores chefes sempre tem alguns bolinhos, pode ser? — Pode. — Vem comigo. Os lufanos pegaram seus materiais e deixaram a biblioteca mais uma vez naquela semana. Após alguns minutos andando, Cedrico parou em frente à uma pintura e murmurou uma senha. Assim que entraram, Ane analisou todo o ambiente, que era decorado pelas cores da lufa-lufa e corvinal. — É esse o quarto secreto que todos dizem? — Não é tão secreto assim. — Riu fraco pegando alguns bolinhos que estavam sob uma bandeja e lhe entregando — Esse é de chocolate com morango e esse é de nozes. — Hum... Obrigado. — A garota não fez cerimônia alguma para saborear os bolinhos — Mas tem dormitorios mesmo? — Sim, quer conhecer? — Claro. — Vamos então. — Espera — disse Catarine pegando mais dois bolinhos e descendo algumas escadas com o rapaz. — Esse quarto é só seu? — Sim, o outro quarto fica lá em cima — respondeu Cedrico enquanto abria a porta. — Pode entrar. — Você dorme aqui? — Às vezes sim, mas gosto de ficar na comunal com os rapazes. — Podemos trocar se quiser, eu moro aqui esse ano e você fica na comunal. — Nem pensar! — Riu fraco — Eu gosto de estudar aqui, a ventilação é ótima e tem uma bela vista. — Achei que fosse por conta dessa cama, injusto vocês poderem ter toda essa mordomia. — Sentou na cama — É macia. — A cama também é incrível. — Sorriu a analisando — Quer água? — Sim, uma massagem também, por favor. — Deitou-se na cama. — Olha a folga! — Entregou-lhe uma garrafa. — Somos amigos, não? Eu tenho meus privilégios. — Se você diz. — Riu fraco tirando sua capa e a deixou pendurada. — Não somos? — Levantou-se deixando a água sob a escrivaninha. — Somos sim, Ane. — A garota o encarou confusa, mas ignorou a situação — Ainda está com fome? — Bem pouco — respondeu enquanto prendia seu cabelo em frente ao espelho. — Acha que esse penteado combina comigo? — Fica bonito, por quê? — Acho que Henry vai querer ir ao baile, preciso decidir antes. — O rapaz suspirou e a observou. — Vocês vão juntos todos os anos? — Desde que eu me lembro, sim. — Ah, solto fica mais bonito. — Você já foi aos bailes também, com quem foi no ano passado? — Soltou o cabelo e sorriu para o amigo. — Com a Marienne. — Achei que ela fosse mais nova. — Um ano apenas. — Vai ir esse ano? — Não sei, as formalidades são bem chatas, não acha? — Demais, mas é divertido. Posso te ajudar com seu par. — Deveria ir comigo. — A encarou pelo espelho. — Está brincando, não? — Qual o problema? Somos amigos. — Sim, mas todos falariam e seria estranho, não acha? — Virou-se o encarando. — Por que acha isso? Nós já ficamos algumas vezes. — Sim, mas é diferente. — Como? — As pessoas esperam que eu vá com o Henry, se aparecermos juntos vão achar que eu sou boazinha. — Mas você é. — Ninguém precisa saber. — Poderia apenas ter dito não. — É legal quando somos só nós dois. — Tem vergonha de dizer aos outros que ficamos? — Claro que não, sabe muito bem disso. — Então por que não? E eu quero um bom motivo, sem desculpas esfarrapadas. — A morena caminhou pelo quarto analisando as coisas em sua volta. — Não quero confundir as coisas, Diggory. — Então estaria tudo bem eu ir com outra garota? — Foi o nosso combinado, não? Pode ir com quem quiser. — Tem certeza? — Uhum. — Deitou-se novamente — Deita aqui? — Não prefere outra pessoa? — perguntou sério. — Ah por favor, Cedrico! — Vou deitar, mas saiba que me magoou. — Aproximou-se apoiando suas costas na cabeceira. — Eu quero um sorriso. — Vai ficar querendo. — Esse não é o seu papel. — Sentou-se o observando, adorava quando o rapaz ficava bravo e involuntariamente suas bochechas ficavam rosadas. — E qual seria? — Você é carinhoso nessa amizade, posso ver o sorriso agora? — Não. Catarine suspirou, já estava ficando irritada com a situação e então aproximou-se de seu pescoço deixando o garoto em alerta com sua próxima ação. — Por favor. — Beijou sua bochecha — Só um pouquinho, vai. — Não Catarine. — Chato. — Apoiou a cabeça em seu ombro. — Eu? — Está vendo mais alguém aqui? — Me diz você. — Sério? — Revirou os olhos — Você consegue ser pior do que criança. — Somos. — A puxou para perto a abraçando — Só queria me divertir com você. — Podemos nos divertir agora, mas a madame está emburrada. — O rapaz deixou uma risada fraca escapar e Catarine comemorou — Eu disse! Sempre consigo te fazer rir. — Porque você é boba, Catarine. — Vou levar isso como elogio. — Tudo bem. — A garota sorriu e o encarou — O que foi? — Não pode olhar? — Não com essa cara. — Qual? — De boba. — Obrigado por me lembrar o porquê te acho chato. — Disponha. Os dois ficaram em um completo silêncio, apenas trocando carícias com as mãos e até fazendo guerra de dedos. Catarine suspirou e sorriu para o rapaz, Diggory se segurava ao máximo para não beijá-la, sempre esperava a garota tomar iniciativa, mesmo que das outras vezes ele tenha começado. — Eu gosto das suas mãos — Ane murmurou fazendo o rapaz rir. — Como? — Elas são enormes. — Abriu sua mão comparando o tamanho. — Eu tenho que agradecer? — Não, mas se quiser me massagear como agradecimento, pode. — Certo, deita. Temos meia hora até o jantar. — Oba. — Catarine tirou sua capa e ajeitou-se na cama — Faz direito. — Aonde quer que eu comece? — Pode ser só nas costas, elas estão doendo. — Precisa tirar o suéter então. — A morena assentiu e tirou o suéter ficando apenas com a camisa do uniforme — Aqui dói? — Apertou seus ombros. — Mais para baixo. — O rapaz obedeceu e colocou as mãos por dentro de sua camisa massageando o meio de suas costas. — Aqui? — Uhum. — Ane fechou os olhos aproveitando a sensação de alívio. — Está bom? — Você quer casar comigo? — Como? — Riu fraco — Há dez minutos você não queria ir ao baile e agora quer casar comigo? — Tem razão, já estamos casados. — Riu fraco — Se eu soubesse que sua massagem era boa assim, teria voltado a falar com você bem antes. — Quanto interesse, senhorita Peterson. — A garota virou-se para cima e sorriu. — Toda relação tem um interesse por trás. — Às vezes não. — Não estou falando de fama e riquezas, interesse em atenção, afeto e no nosso caso uma ótima massagem. — E qual seria o meu interesse nessa relação? — Eu sou legal. — O lufano gargalhou com sua resposta — E eu dei o seu primeiro beijo. — Não foi o primeiro, sabe muito bem disso. — Mas poderia ser. — Sorriu maliciosa. — Você é maluca, sabia? — Agradeço a observação, tem alguma coisa no meu pescoço? — Deixa eu ver. — Aproximou-se com calma — Não, está doendo? — Nenhum pouco. Catarine puxou o rapaz para perto e o beijou, não estava nenhum pouco preocupada, só queria sentir seu toque. Cedrico tentou tirar seu corpo de cima da garota, mas ela o puxou ainda mais para perto. Logo a morena deslizou as mãos por seu cabelo e mordeu seus lábios com calma. — O que foi isso? — Cedrico a encarou. — Um beijo. — Mas por que agora? — Precisa de motivo? — Não. — Suspirou ainda em cima da garota. — Você é bem pesado. — Você está me segurando. — Riu fraco levantando um pouco de seu corpo. — Te incomoda ficar assim? — Deveria? — Não. — O puxou novamente distribuindo diversos beijos em seu rosto — Qual perfume você usa? — Como é? — Riu fraco. — Eu gosto dele. — Trocou de posição com o rapaz ficando sentada em suas pernas, mesmo que tentasse disfarçar as bochechas do rapaz estavam coradas — Está com vergonha? — Não, é só que... do nada. — Só estamos nos divertindo. — Aproximou-se de seu pescoço e o beijou com calma observando o rapaz arrepiar — Gosta assim? — Sim. — Suspirou apertando a cintura da garota. Ane apoiou seus braços no colchão e sorriu lhe dando vários selinhos — Tem certeza sobre o baile? — Não vamos estragar isso, por favor. — Cedrico acariciou seu rosto e suspirou a observando — Eu gosto do que temos. — E o que temos? — Uma amizade legal. — Deu-lhe outro selinho — Nos divertimos juntos e não temos ninguém palpitando em nossas vidas, não quero estragar tudo isso. — É só um baile. — Riu fraco. — Posso pensar sobre? — O rapaz deslizou a mão por suas costas e assentiu. — Deveria ficar aqui comigo hoje. — Como é? — Não pense bobagem, só quero companhia. O que me diz? — Tentador, mas foi por isso que eu fiquei de castigo. — Um mês a mais, um mês a menos. — Sorriu. — Palhaço. — Riu fraco — Tudo bem, mas eu durmo perto da parede. — Certo, vamos jantar? A monitoria ainda precisa ser feita. — Vamos. O casal se arrumou antes de deixarem a comunal e foram de encontro aos outros alunos que já estavam no salão principal. Logo os dois se separaram e Catarine foi falar com Henry. — Oi. — E aí. — Vai querer ir ao baile? — Estou decidindo ainda, não estou no clima. — Por que? — Porque você terminou comigo para ficar com aquele lufano certinho. — Ane gargalhou. — De onde tirou isso? — Vocês estão sempre juntos e seu pescoço está marcado não deve ser coincidência. — Estamos sempre juntos porque a senhora Sprout queria me expulsar, vai querer ir ou não? — Não mais, seu namoradinho não vai gostar. — Mereço viu? — Revirou os olhos e foi para a mesa da lufa-lufa. — Está tudo bem? — Sim, Josele. — O Cedrico já te convidou para ir ao baile? — Como é? — Sim ou não? — Sim. — Você aceitou? — Primeiro, como está sabendo disso? E não, eu não aceitei. — Quem você acha que deu a ideia? Deveria aceitar, formam um casal lindo. — Nós somos amigos. — Tudo bem, se quer chamar assim. Mas vai me dizer que não se sente nenhum pouco atraída por ele? — É por isso que nunca te conto nada, só estamos nos divertindo. — Então se eu for com ele ao baile está tudo bem para você? — Sim. — Josele riu fraco e observou a corvina que se aproximava de Cedrico. — Deveria parar de bancar a difícil, vai perder seu homem para a Cho. — Como? — Olha lá, eles estão indo para fora do salão, o que será que ela quer? — Deve estar com dúvida em alguma matéria. — Ela não divide a comunal dos monitores com ele? Será que dividem o mesmo quarto? — Não, o dele é embaixo. — Hum... como sabe? — Estávamos lá agora a pouco, Cedrico me pediu para passar a noite com ele. — Me diz que você vai. — Sim, mas não pense bobagens. — Não pensei. — Sorriu maliciosa — Ela está voltando sem o Diggory. — Para de ser paranoica, afinal não temos nada. — Me engana que eu gosto. (...) A patrulha foi feita até às dez e meia da noite como todos os dias, Catarine havia pego roupas para poder se trocar no dia seguinte. — Quer tomar seu banho primeiro? — Cedrico a encarou enquanto desatava o nó de sua gravata. — Pode ir primeiro, vou separar alguns livros. — Certo. — O rapaz pegou algumas roupas e entrou em seu banheiro. A garota não resistiu, ficou mexendo nas coisas do rapaz enquanto esperava ele tomar seu banho. Após alguns minutos ele saiu secando seus cabelos e sorriu para a morena. — Você fica vermelho depois do banho? — Ane sorriu alisando seu rosto — Que fofo. — Eu não acho, vou arrumar a cama, tudo bem? — Sim, eu já volto. — Ane olhou em volta e com certeza o banheiro dos monitores era mais confortável do que o dos alunos. — Relaxou? — perguntou assim que ela saiu do banheiro. — Sim. — Ane o encarou observando cada detalhe de seu rosto antes de se deitar ao seu lado — Posso te fazer uma pergunta? — Claro. — O que a Cho queria com você? — Ela perguntou se eu queria ir ao baile. — Ah. — Catarine prendeu seu cabelo e se ajeitou na cama — Você aceitou? — Falei que já tinha uma acompanhante. — Catarine sorriu encarando o teto. — Se quiser pode ir com ela. — Sim, mas sabe que quero ir com você, vai ser divertido. — Espero que seja mesmo. — Você fica fofa com ciúmes. — Riu fraco. — Não força, Diggory. — Virou-se de costas para o rapaz que sorria com a cena. — Não estou brincando. — A abraçou puxando para perto — Mas te convidei primeiro, não? — Sabe o que lembrei? — O que? — Beijou sua bochecha. — Você está do meu lado na cama. — Ah não, isso é sério? — Claro que é sério, vamos, vem para esse lado. — Ane arrastou-se até o outro lado da cama enquanto o rapaz passava por cima de seu corpo. — Isso só me lembra dos nossos acampamentos. — Eram divertidos. — Sorriu. — Eu concordo, mas garanto que agora está muito melhor. — Ah é? Por quê? — Porque agora... — Aproximou-se — Eu posso fazer isso. — A beijou com calma — Isso. — A abraçou e continuou beijando. — Hum, achei que só queria uma companhia. — Eu também achei que tínhamos benefícios, mas você parece odiar isso. — Sorriu cínico. — Não seja bobo, só estou um pouco cansada. — Quer dormir? — Isso também está interessante. — Apontou para os dois fazendo o rapaz rir. — Vamos combinar assim... — Beijou sua bochecha — Eu te abraço e você dorme, o que me diz? — Ótima ideia. — O beijou mais uma vez enquanto suas mãos deslizavam para dentro da camiseta do rapaz — Hum. — Que foi? — Sorriu a encarando. — Gostei. — Cedrico gargalhou. — Boba. — É sério. — Deslizou suas mãos por seu abdômen o fazendo arrepiar. — É melhor parar aí — murmurou. — Por que? — Não quero fazer nada que possamos nos arrepender. — Não vamos nos arrepender. — Puxou a camiseta do rapaz para cima e a tirou — Falei. — Mordeu os lábios e trocou as posições. — Achei que estivesse cansada. — Sorriu enquanto a garota beijava seu pescoço e deslizava suas mãos por seu corpo. — Estou. — Desceu alguns beijos para seu tórax. — Catarine, meu Merlin. — Suspirou. — Quer que eu pare? — Não, mas não quero que seja assim. — Com sono? — Também. — Sorriu a encarando — Mas se for para continuarmos, quero que seja legal para os dois. — Tudo bem, mas te beijar pode? — Deve. Em poucos minutos os lufanos estavam trocando algumas mãos bobas, o rapaz apertou seu m****o contra a garota, nunca pensou que desejaria tanto alguém. Catarine não se sentiu nenhum pouco envergonhada e fez alguns movimentos com sua cintura, Cedrico deixou um grunhido escapar e arfou. — Gosta disso? — Muito. — Apertou sua cintura e acariciou seu abdômen deslizando sua mão para dentro de seu short, o que fez a garota parar — Quer que eu pare? — Não, só não estava esperando. — O loiro sorriu e beijou o abdômen da lufana que estava sentada em seu colo. Aos poucos começou a movimentar sua mão dentro de seu short. Em poucos segundos Catarine já sentia seu corpo estremecer, ela puxou o cabelo do rapaz o beijando mais uma vez. — Hum... gostou? — Mordeu seus lábios. — Muito. (...)
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