Capítulo 7

3899 Palavras
Catarine suspirou e encarou o rapaz, mesmo gostando da situação ela ainda achava que tudo aquilo era um erro. Ao contrário da garota, Cedrico sentia-se em êxtase observando cada movimento da morena. — Diggory? — Sim? — Acha isso certo? — Você quer parar? — A abraçou ainda em seu colo. — Tudo bem para você? — Sim. — Soltou a garota aos poucos. — Isso é estranho — murmurou sentando-se ao seu lado. — Você acha? — Nos conhecemos desde crianças, nunca pensei que... — Se não quiser mais, podemos parar com os benefícios. — Não é isso, eu gosto, mas deveríamos colocar alguns limites. — Quais? — Sem s**o. — Cedrico assentiu — Tudo bem? — Como quiser, Ane. — Tem alguma outra ideia? — Sem ficarmos com outras pessoas? — Está brincando? — Riu fraco. — Não, mas seria legal saber que somos exclusivos. — Sabe que seria como um namoro, não? E até onde sei, somos amigos. — Não custa tentar. — Se sente mais confortável assim? — Como? — Só nós dois. — Vai rir se eu dizer sim? — Não, você é fofo, está no seu sangue. — Sorriu cínica — Só não quero confundir as coisas. — Posso ficar com outras garotas se isso te deixar mais confortável. — E com quem vai ficar, Diggory? — Tem uma corvina interessada. — Sorriu. — Menos ela! — Quando foi que tivemos o poder de veto? — Não gosto dela. — O Henry também não é legal. — É diferente. — Como? — A encarou curioso. — Ele me ajudou, a Cho só está se aproveitando. — Por que ela faria isso? — Você é inteligente, até pouco tempo era apanhador no time, um pouquinho engraçado e faz uma ótima massagem. — Quantas qualidades. — Sorriu. — Tirando esse topete. — Riu fraco e deitou-se. — Não sabia que me via dessa maneira. — Inclinou-se — Se tenho tantas qualidades, por que não fica comigo? — Estou aqui. — Sabe do que estou falando, só nós dois. — Cedrico. — A lufana acariciou seu rosto. — Tudo bem, eu espero. — Somos amigos. — Você sabe que já não somos só amigos. Ane suspirou e o abraçou, não queria discutir sobre isso. Gostava de ter o lufano ao seu lado, mas isso a deixaria frágil, não suportava a ideia de estar vulnerável. — Posso dormir mais vezes aqui. — Não quer falar. — Suspirou — Vou adorar você aqui. — Mas vou querer bolo. — Soltou o rapaz e sorriu. — Mmm… se merecer. — Deu-lhe alguns selinhos. — Faço a minha parte. A manhã logo chegou, as aulas passaram se arrastando, mesmo chovendo quase todos os dias hoje o sol havia aparecido. — Sabe o que aconteceu com os sonserinos? — Diggory perguntou ao colega. — Não faço ideia, mas estão apavorados desde cedo. — Estranho, eles não costumam fazer isso — comentou Cedrico encarando uma garota que passou chorando. — Ei menina! — Justino chamou sua atenção. — O que? — Virou-se limpando o rosto. — Aconteceu algo na comunal? — Não. — O que houve? — Cedrico entrou na conversa. — Hoje mais cedo, estávamos na aula de criaturas mágicas e... — Suspirou — Draco foi atacado pela b***a, não sei se ele vai sobreviver. — Foi grave assim? — Claro que não. — Uma voz entrou na conversa. — Calado, Weasley! — A garota gritou — Draco pode morrer. — Por favor, Parkinson! Foi só um arranhão no braço. — A morena o ignorou e saiu de perto dos garotos. — Se ele está machucado, como vai ficar o jogo deste sábado? — Justino perguntou sério. — Minerva acabou de nos dizer que a lufa-lufa vai substituir a sonserina. — Jorge sentou-se pegando algumas uvas. — Como? Estamos sem apanhador! — Deveriam ser rápidos então. — Diggory! — O que? — Não vai nos deixar na mão, vai? — Achei que estavam fazendo testes. — Estávamos, íamos decidir no domingo, mas nenhum está pronto para a grifinória. Por favor. — Diggory suspirou. Havia se afastado do quadribol para se dedicar aos estudos e poder realizar a monitoria à noite. Mesmo sendo um ótimo apanhador, seu pai tinha grande influência nesse meio, sempre o incentivava. — Um jogo. — Até conseguirmos outro apanhador? — Certo, mas você faz meus trabalhos. — Jorge riu dos lufanos. — Vou pedir para o pessoal pegar leve com vocês. — i****a. — Justino revirou os olhos. Cedrico terminou seu almoço e caminhou pelo castelo, precisava encontrar Catarine para avisar que não poderia ajudar nos estudos essa semana. Logo chegou ao jardim, onde alguns alunos aproveitaram o pouco sol que havia aparecido. De longe reparou a morena deitada na grama e sorriu indo ao seu encontro. — Suas bochechas estão vermelhas. — Sentou-se ao seu lado. — Está me seguindo? — Não, foi só coincidência. — Deveria pegar um sol também. — Estou bem assim. — Suspirou encarando o lago. — E aí, o que quer aqui? — Não posso só te fazer companhia? — Ane sorriu e sentou-se. — Sabe que não, fala logo. — Não vou poder te ajudar com os estudos essa semana, o time vai jogar no sábado e estão sem um apanhador. Preciso treinar até encontrarem outro. — E quem vai me encher de lições de moral diariamente? — Fez cara de choro. — Boba, está tudo bem? — Sem problemas Diggory. — Apoiou-se na árvore — Mas quero que me prometa algo. — O que? — Vai pegar aquele pomo-de-ouro para mim. — Cedrico sorriu com o pedido e segurou sua mão. — Algo mais? — Não. — Certo, prometo pegar o pomo. — É uma pena ter tantas pessoas no jardim. — Apoiou sua cabeça no ombro do rapaz. — Por que? — Porque você é um fofo. — O que tem a ver? — Bobinho. — Sorriu olhando em volta — Vai ao menos ir na monitoria? — Sim. — Podemos ir no nosso lugar secreto? — Não sei porque ainda pergunta. — Formalidade. — Vai assistir ao jogo? — Estarei na primeira fileira. — Com direito a tinta no rosto? — Não força. — Riu fraco — Eu preciso ir, ainda tenho três aulas hoje. — Aproximou-se do rapaz e rapidamente deu-lhe um selinho, Cedrico sorriu e a observou voltar para o castelo. (...) Todos estão animados essa manhã, o primeiro jogo de quadribol será hoje, mesmo com uma tempestade que não parecia que iria acabar tão cedo. Os times estavam no vestiário se preparando para entrarem em campo, mesmo sendo escalada de última hora, a lufa-lufa estava animada com o jogo. — Diggory? — A voz feminina chamou sua atenção. — O que faz aqui, senhorita Peterson? — Levantou-se indo em sua direção. — Podemos conversar? Prometo ser rápida. — O loiro assentiu e saiu do vestiário. — Então? — A garota não falou nada, apenas selou seus lábios, mesmo estando em público ela sabia que ninguém os veria. — Boa sorte. — O rapaz sorriu. — Se eu soubesse que faria isso, teria voltado antes para o time. — Palhaço. — Riu fraco — Toma cuidado, está chovendo muito. — Não se preocupe. As arquibancadas estavam cheias, todos tinham ido assistir ao jogo, mesmo as casas que não jogaram foram para torcer contra. — Onde estava? — Josele perguntou. — Resolvendo alguns assuntos. — Sentou-se. — Eles já vão entrar. — Atenção! Hoje iniciaremos com nosso primeiro jogo de quadribol deste ano! Lembrando que o jogo só acaba quando um dos apanhadores pegar o pomo-de-ouro — disse Dino no microfone. Os jogadores se preparavam no campo, a chuva não dava trégua, eles se cumprimentaram e logo subiram com as vassouras, as torcidas gritavam incansavelmente, até todos ouvirem o sinal que indicava o início do jogo. — Que comece o jogo! — Uma garota loira disse ao lado de Dino. — Donovan está com o balaço, será que ele vai marcar esse ponto? Ah! Jorge Weasley defendeu! Ou foi o Fred? — O Potter desapareceu nas nuvens, conseguem ver ele? — Diggory está lá também, Luna! — Riu fraco — Quem será que pega o pomo? — O que é aquilo? — Harry está caindo! — Diggory foi acertado por um raio. — Dumbledore levantou-se irritado e conjurou um feitiço expulsando as criaturas de seu campo. Os dois apanhadores estavam deitados no chão, Harry estava desmaiado e Cedrico m*l conseguia se mover. Hagrid aproximou-se dos alunos e viu o pomo na mão do lufano e fez um sinal para a professora. — Não é possível! Cedrico Diggory pegou o pomo-de-ouro e lufa-lufa vence esse jogo! — Dino anuncia um pouco triste. Catarine saiu com pressa das arquibancadas, o rapaz havia caído a mais de seis metros de altura com Potter. Os professores já haviam os levado para a enfermaria, Dumbledore estava furioso. — Ei Cat! Onde você vai? — perguntou Josele a acompanhando — Ah, eu preciso falar com uma pessoa. — Não vão deixar você ver ele agora. — Ver quem? — Sabe muito bem de quem estou falando, vamos esperar um pouco. — Eu vou tomar um banho, estou muito molhada — disse Catarine descendo algumas escadas. Após algumas horas descansando na enfermaria, Cedrico finalmente despertou, sentia dores por todo seu corpo. Sequer reparou a corvina o observando um pouco distante. — Oi, como se sente? — Com dor. — Tentou sentar-se na cama — Que horas são? — Seis horas da tarde, acabaram de liberar as visitas. — Cedrico a olhou confuso, Cho Chang não era quem ele esperava que estivesse ali. — O que era aquela coisa perto do Harry? — Um dementador, Dumbledore, está furioso com o ministro. — Ah. — Parabéns. — Sorriu fraco — Vocês ganharam o jogo. — Mas eu desmaiei. — Mas você pegou o pomo antes de cair. — Diggory sorriu e continuou conversando com a garota. — Espero que encontrem logo um apanhador, se eu for atingido por um raio em todos os jogos, vou acabar perdendo a sanidade. — Cho riu fraco e segurou em sua mão. — Olha, eu sei que tem acompanhante para o baile. Mas estava pensando, nós podemos sair qualquer dia desses. O que acha? — Sorriu esperançosa. — Ah claro, vou adorar sair com o pessoal. — Não é bem isso, é que... Cho sequer completou sua frase, sentia-se nervosa perto do rapaz, ele parecia gostar dela também. Talvez essa tenha sido a única vez que a garota tenha sido impulsiva, mas beijar Cedrico Diggory a deixou muito feliz. O rapaz parou o beijo e afastou-se. — Cho, não posso fazer isso, eu gosto de outra garota. — Mas eu pensei que... Se Cedrico tivesse interrompido aquele beijo alguns segundos antes, se Cedrico não tivesse acordado. Ou se Catarine não estivesse cansada o suficiente para esperar até às seis horas, talvez aquele beijo teria sido dela. Mas a garota só teve o desprazer de chegar na enfermaria e ver a corvina em cima de seu amigo. Ela não esperou respostas, jamais admitiria o quanto doeu ver aquela cena. Ela caminhou rapidamente pelos corredores descendo as escadas com tanta pressa que não caiu por pura sorte. — Avery! — Chamou o sonserino que estava conversando com outras pessoas. — O que foi Peterson? — Aproximou-se. — Vem comigo. — Puxou sua mão o guiando pelo corredor. — Posso saber onde estamos indo? — Catarine parou e observou a parede em sua frente, que foi substituída por uma porta. — Nos divertir. — Entrou. — Depois de quase dois meses? — Estava ocupada. — Empurrou o rapaz para o sofá e debruçou sobre ele. — Com? — Sorriu cínico. — Fica quieto. — Puxou o rapaz para perto e o beijou. (...) Senhorita Peterson estava ignorando Cedrico desde o último sábado, mesmo ele insistindo diariamente ela continuava o evitando ao máximo. Sequer ia para as monitorias terminar de cumprir seu castigo. — Não importa, senhorita Peterson! Ou você cumpre o castigo ou chamaremos o seu pai — disse a professora Sprout já sem paciência. — Pode chamar. — Cruzou os braços inclinando-se para trás — Eu não faço mais monitória. — O que aconteceu? Faltam duas semanas para terminar. — Não aconteceu nada, professora. — Então não vejo motivos para não terminar. — Eu não quero! — Deveria ter pensado nisso antes de se esconder nos armários de vassoura com o senhor Avery. — Você diz como se só eu fizesse isso. — Revirou os olhos. — Por favor, saia da minha sala. Enviarei uma carta para a sua família. Catarine não questionou absolutamente nada, mesmo que não gostasse que seu pai fosse à escola, esse seria o preço a se pagar para evitar Cedrico. Ela caminhava enfurecida pelos corredores, qualquer um poderia ver sua fúria em seus olhos. — Saiam da minha frente! — gritou com algumas crianças que estavam atrapalhando a passagem — Crianças imundas! — O que ela tem? — Josele encarou o colega. — Esperava que você soubesse. — Ela está estranha há dias. — Nem me fale, até mesmo na monitoria ela parou de ir. — Suspirou — Infelizmente eu precisei avisar a professora Sprout. — Você fez algo? — Claro que não. — Josele suspirou. — Eu fiquei tão feliz por ela estar mudando. — Tentou falar com ela? — Em qual momento? Quando ela estava agarrada com o Avery ou quando ela entra apenas para dormir e sai antes do sol nascer? — Ela está com o Avery? — Não sei porque a surpresa, Diggory. — Os lufanos foram interrompidos com várias crianças correndo em direção oposta à que Catarine entrou. — Saiam da frente, corram! — Um garoto gritou. — O que está acontecendo? — Cedrico perguntou a uma garota que corria. — A Peterson, ela está azarando a todos. — d***a! Cedrico caminhou em direção ao corredor, todos pareciam assustados. De longe ele a avistou, a garota estava duelando com uma sonserina e desviando os feitiços para os alunos que assistiam a cena. — Catarine! — O lufano chamou sua atenção. — Cai fora Diggory! — Vamos lá Cat, consegue fazer melhor do que isso. — A sonserina zombou. — Calada, Greengrass. — Parem as duas! — ordenou o professor Lupin, mas foi ignorado completamente. — Diggory me ajude. — Aproximou-se de Daphne. Cedrico apenas assentiu e agarrou Catarine a impedindo de conjurar outro feitiço, o professor fez o mesmo com a sonserina que ria da situação. A essa altura a platéia já estava cheia de professores, alunos e até mesmo Dumbledore observava tudo de longe. — Levem elas para a minha sala. — Minerva ordenou — Os demais voltem para o que estavam fazendo. — Isso é uma vergonha para a escola! Duas alunas duelando nos corredores, o que estavam pensando? — perguntou o professor Snape encarando as garotas sem demonstrar expressão alguma. — Prática? — Catarine zombou fazendo Daphne rir. — Está impossível lidar com sua rebeldia, senhorita Peterson — disse a professora Sprout. — Pensei que estivesse mudando, mas parou de fazer a monitoria, suas notas caíram novamente e agora duelar com uma garota de treze anos? — Fiquem calmos — disse Dumbledore. — Senhor Diggory sabe o porquê da senhorita Peterson desistir da monitoria nas últimas semanas? — Não, senhor — murmurou observando a garota. — Catarine, todos nós queremos o seu bem. Mas hoje foi um estopim, precisamos saber o que está acontecendo. — A garota ficou em silêncio, não diria absolutamente nada. — Se o problema é ela, eu posso ir? — Daphne perguntou. — Na minha sala, agora! — ordenou Snape. — Ah... Eu já volto — avisou a professora Sprout saindo da sala e voltando um pouco depois conversando com um homem alto de cabelos escuros. — Ah senhor Peterson, obrigado por vir tão rápido. — Dumbledore o cumprimentou amigavelmente, Catarine ajeitou-se na cadeira ficando completamente ereta. — Infelizmente as circunstâncias não são as melhores, diretor. — Fitou a garota sentada à sua frente. — Sente-se, por favor. — Os professores ajeitaram-se nos cantos da sala ouvindo toda a conversa — Sabemos que sua filha tem um ótimo potencial, será uma bruxa incrível. Mas essas coisas tem ocorrido com frequência, precisamos da ajuda da família para lidar com essa situação. — Sim, obrigado por me chamarem. Eu sei o quão difícil Catarine pode ser. — A garota sorriu cínica com a cabeça baixa. — Ela estava muito bem nessas últimas semanas, mas algo aconteceu, precisamos saber o que é para ajudar — explicou Minerva. — Claro, creio que podemos ajudar com qualquer problema que Catarine tenha — disse o senhor Peterson. — Podemos começar com o senhor, papai — murmurou. — Como? — A encarou, todos ficaram em silêncio. — Ora, vamos resolver os problemas! Diga a eles como eu matei a mamãe. — Sorriu levantando-se — Não se esqueça de dizer que foi tudo minha culpa, como gosta de lembrar a todo instante. Como eu sou um fardo para o senhor, e como adoraria estar em outro lugar agora. — Calada Catarine! O que está dizendo? — Levantou-se também. — Sobre os meus problemas, papai. — Jamais repita isso, isso não é verdade. — A verdade? — Riu fraco — Não conheço e nenhuma pessoa mais hipócrita. — Como ousa dizer isso ao seu pai? — Agora você é meu pai? Engraçado, há alguns meses vivia dizendo que sou um erro da natureza. — Ficou séria. — Por que está inventando essas mentiras? — A pior parte das férias é ter que voltar para aquela casa e ver como idólatra meu irmão! — O encarou furiosa. — Por favor, vamos todos manter a calma — Dumbledore pediu sério. — Desculpe, diretor, mas eu cansei desse teatro. — Catarine abriu a porta e saiu rapidamente da sala, ela corria em direção ao jardim que não ficava tão longe da sala de Minerva, estava sentindo-se sufocada. A garota parou de correr um pouco antes da floresta proibida, sabia muito bem que ali não era seguro para os alunos. Mesmo tentando segurar suas lágrimas ao máximo, Catarine desabou, não aguentava mais tudo aquilo, só queria poder seguir sua vida sem ninguém para dizer o que fazer. Logo sua atenção foi chamada por um cachorro grande que a observava de longe, ela o encarou por alguns segundos, seus olhos azuis se destacavam em seus pelos escuros. — Oi amiguinho, você deveria estar aqui? — Limpou seu rosto — Vem aqui. — Bateu em uma pedra do seu lado e aos poucos o animal se aproximou — Você está magro, está com fome? — O cachorro sentou e a encarou — Você é fofo, sorte a sua ser um cachorro. — Suspirou, antes que ela o tocasse o animal voltou para dentro da mata a deixando sozinha novamente. — Catarine! — Ouviu a voz gritar seu nome, ela sabia quem era e não queria conversar. — Vai embora! — Não, até você falar comigo. — Já falei, satisfeito? Agora some Diggory. — Não. — Aproximou-se — O que está acontecendo? — Nada. — Nada? Seu pai está falando em te transferir para Durmstrang! — Que faça. — Levantou-se caminhando em direção ao lago. — O que? Você não pode ir. — Por que se importa? Deveria cuidar da sua vida. — Estou tentando. — Segurou em seu braço — Olha para mim, o que está acontecendo? — Está me machucando. — Puxou o braço. — Desculpe, fala comigo. — Sobre o que quer falar? — Virou-se o encarando — Como minha vida é h******l, como a única pessoa que confiei me decepcionou? Ou como você é um traidor? — Do que está falando? — A garota riu fraco. — Claro que o pobre Cedrico não sabe. — Revirou os olhos. — Não, eu não sei! Em um dia você estava me beijando e dando boa sorte, no outro estava me mandando ir para o inferno e voltando com o Avery. — Deveria perguntar para a Cho o que ela acha disso. — Você viu? — Não deveria? — Ela me beijou, eu jamais ficaria com outra garota. — Você é como todos! Um grande mentiroso que trai na primeira oportunidade. — Eu não te trai, Catarine. — Não precisa mentir, eu vi. — Nunca faria isso com você. — O Avery também não. — São situações diferentes. — Como? — Limpou o rosto. — Eu gosto de você. — Sem essa. — Parou em frente ao lago — Como todos que conheci, você foi só mais um que me decepcionou. — Eu não quero te decepcionar, nem te ver assim. — Parou em sua frente e limpou o rosto da garota — Você é especial, Ane. — Não me chame assim! — Empurrou o lufano para o lago. Diggory caiu e afundou, Catarine observou a cena, o rapaz começou a se debater o que deixou a garota apavorada com a situação. — Socorro! — Para de brincadeira. — O rapaz não respondeu e não se movia mais — Cedrico? Para! Ah meu Merlin! — Abaixou-se perto do lago e esticou a mão tentando pegá-lo — Por favor, segure minha mão. Finalmente Catarine encontrou a mão do rapaz, mas não conseguiu puxá-lo para fora. Ao contrário do que a garota esperava, ela foi puxada para dentro do lago e uma gargalhada tomou conta do local. — Um metro e meio Catarine. — Seu i****a! Estou toda molhada. — Diggory sorriu e a encurralou na margem. — Você se preocupa. — Só queria atenção? Parabéns, conseguiu. — O rapaz sorriu e acariciou seu rosto. — Me escuta, o que você viu foi a Cho confundindo as coisas. Eu parei o beijo e disse que não poderia fazer aquilo. — Por que? — Porque gosto de outra garota, teimosa e muito brava. — Sorriu — Mas que é linda, inteligente e eu sou maluco por ela. — Não me venha com elogios. — Já te disseram que fica linda com ciúmes? — Não estou com ciúmes. — Vamos fingir que acredito, podemos voltar ao que éramos? Se Dumbledore convencer seu pai a deixar em hogwarts. — Isso não importa. — Como não? — Depois do que causei vou ter sorte se não for enviada para Azkaban. — Prometo te visitar todos os dias nas férias. — Catarine sorriu e jogou água no lufano. — i****a. — Estamos bem? Exceto por Henry. — Vou pensar no seu caso, vamos sair daqui está congelando. Após um banho quente e horas de reunião com todos os professores e seu pai, Catarine finalmente pode relaxar. Mesmo estando perto da hora do jantar ela não queria deixar a comunal dos monitores. — O que eles disseram? — Que não vão tolerar atitudes dessa maneira, vou cumprir a monitória até janeiro e depois ajudar aos professores. — Revirou os olhos. — Isso é r**m? — Não vou ter vida social. — Ao menos não vai para a Bulgária. — Ah, claro. — Podemos conversar? — Eu não aguento mais conversar. — É importante. — Sobre? — Nós. — Não existe mais nós, Diggory. Seremos apenas amigos daqui pra frente. Cedrico suspirou e deitou-se ao seu lado, mesmo gostando de Catarine ele sabia que insistir em um relacionamento a afastaria novamente, e só queria ter ela por perto.
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