…
— Se vamos fazer isso, quero que seja bom! — Catarine levantou-se encarando o amigo.
— O que está fazendo?
— Vamos ensaiar para o baile, não vou passar vergonha.
— Sério? — Cedrico reclamou.
Mesmo que o acordo entre os dois de ter uma amizade com benefícios tivesse sido um fiasco, os lufanos ainda iriam juntos ao baile deste sábado.
— Vamos Diggory, levanta.
— Não temos música — resmungou, o garoto estava exausto, acordava cedo para as aulas, treinava durante a tarde e dormia tarde todos os dias por conta da monitoria.
— Não precisamos de música.
— Estou cansado, Ane.
— Deixa de moleza.
— Moleza? Estou descansando hoje porque está chovendo, não quero dançar.
— E o que quer?
— Além de dormir? — Sorriu.
— Sim.
— Uma massagem seria ótimo.
— Ah sem essa.
— Por favor, já fiz em você.
— Isso não vale.
— Mas posso tentar. — Riu fraco deitando em sua cama.
— Certo, mas quando eu quiser quero que faça de novo.
— Sem problemas.
— Tira a camisa. — Cedrico sentou-se na cama e com calma tirou sua camisa — Deita. — Sentou-se ao seu lado.
— Isso vai ser ótimo.
— Não faça eu me arrepender. — Cedrico riu e ajeitou-se na cama.
— O que vai fazer no natal? — Suspirou sentindo as mãos da garota em suas costas.
— Ficar na escola, talvez, falta muito até lá.
— Nem tanto, é no próximo mês.
— O que vai fazer? — Apertou suas costas.
— Ah, papai quer ir para o lago.
— Não vai estar congelado?
— Boa parte. — Virou-se a encarando — Quer ir com a minha família?
— Só pode estar maluco. — Sorriu massageando seu tórax.
— Por que? Vai ser divertido.
— Não quero atrapalhar seu natal.
— Não vai estar atrapalhando, vamos relembrar os velhos tempos. — Sorriu.
— Sem essa.
— Se você for, eu ensaio a dança.
— Isso não vale!
— Claro que vale.
— Certo, mas vamos ensaiar agora! Levanta. — Caminhou para o meio do quarto.
— Mandona. — Levantou-se colocando sua camisa e fechando alguns botões — Já decidiu seu vestido?
— Estou entre duas cores. — Estendeu a mão e o lufano a puxou para perto.
— Posso te ajudar com isso?
— Vai vestir eles? — Sorriu.
— Me diz as cores, e a cor que mais combina comigo é a que você usa. — Sorriu girando a garota.
— Vou adorar te ver com os vestidos. — Gargalhou.
— Serei uma ótima dama, Ane.
— Eu não duvido.
Os dias passaram depressa, o castelo estava uma completa confusão. Alunos e professores de um lado para o outro arrumando o grande salão para a noite de baile, alguns se arrumavam desde cedo.
— Cat, o que acha amarelo ou azul? — perguntou Josele mostrando os vestidos.
— Azul, com certeza.
— Não acha que ficaria apagada? Ah, é tão simples para você, só usar um preto e pronto.
— Por que não usa um preto?
— O mais escuro que tenho é esse azul.
— Eu tenho alguns. — Abriu seu armário tirando algumas peças para a garota.
— Merlin, esse é incrível! — Colocou o vestido em frente ao seu corpo.
— Com quem vai ao baile?
— Justino me convidou.
— Hum, então está rolando algo?
— O que? Claro que não!
— Vamos fingir que eu acredito.
— Você fala isso, mas quem está indo com o Cedrico não sou eu.
— Não seja boba. — Fechou o vestido para a amiga — Somos amigos.
— Que se gostam.
— Nós não nos gostamos.
— Ele gosta de você, sabe disso! E desde que voltaram a se falar, tem sido uma pessoa mais calma. Exceto aquele duelo no corredor.
— Aquilo foi apenas um acidente. — Arrumou o vestido — Gosta assim?
— Ele é uma obra de arte. — Sorriu deslizando suas mãos pelo tecido — O que vai usar?
— Estou em dúvida.
— Achei que só usava preto nos bailes.
— Sim, mas quero mudar esse ano.
— O que Cedrico Diggory não faz? — Riu fraco.
— Palhaça. — Jogou-se na cama.
Mesmo que negasse para todos, Catarine sabia que sua reaproximação com Cedrico havia a deixado mais “frágil” como gostava de dizer. Mas não estava mais se importando com o que os outros diriam.
A noite logo chegou, alguns alunos perambulavam pelo castelo já com seus trajes esperando o baile começar. Cedrico já estava quase pronto, decidiu se arrumar no quarto dos monitores já que com certeza a comunal da lufa-lufa seria uma baderna.
Estava ansioso, depois de muita insistência Catarine aceitou ir ao baile com ele. Queria que tudo fosse perfeito, hoje nada estragaria sua noite.
Encarou o relógio que marcava oito e meia e desceu ao encontro da lufana. Após alguns minutos de espera na comunal que estava mais agitada do que nunca, finalmente a senhorita Peterson desceu.
— Nossa. — Sorriu analisando cada detalhe da garota.
Catarine descia com calma, já havia visto o rapaz do topo da escada, seu vestido não era preto como costumava usar em todos os bailes, mas sim um dourado que destacava ainda mais seus cabelos castanhos.
— Podemos ir? — Encarou o amigo.
— Você está incrível.
— Obrigado. — Sorriu sem graça.
Após muita insistência de Josele, o casal esperou que ela terminasse de se arrumar para irem todos juntos. Antes mesmo de entrarem no grande salão todos já encaravam Catarine e Cedrico.
— Isso é péssimo — murmurou Catarine pegando uma cerveja amanteigada.
— O que?
— Todos encarando como se eu fosse um animal em exposição.
— Estão olhando porque você está linda.
— Eu não caio nessa, Diggory. — Riu fraco — Deveria ter vindo de preto.
— E por que não veio? — A encarou curioso.
— Troquei meu acompanhante, troquei o vestido. — O rapaz sorriu.
— Podemos ir dançar, se quiser.
— Não gosto de dançar em bailes. — Sentou-se.
— O que? Por que ensaiamos?
— Estava entediada.
— Nem pensar! Nós ensaiamos e o mundo precisa ver, vamos. — Estendeu a mão.
— Você só pode estar maluco.
— Nenhum pouco, vem. — Riu fraco a puxando do sofá — Juro que vai ser divertido.
— Eu já te vi dançando antes, não esqueça. — Levantou-se.
O casal caminhou para a pista, onde vários alunos dançavam e pulavam com a música agitada. Muitos ali estavam no seu primeiro baile em hogwarts, o que não era o caso dos lufanos.
— Esquecemos de ensaiar músicas agitadas! — Diggory gargalhou pulando e rodopiando com a garota.
— Me lembra de nunca mais vir aos bailes. — Logo as batidas agitadas foram substituídas por um som calmo de harpas e violinos.
— Esse é o nosso momento — disse Cedrico que estava ofegante.
— É o momento de tomarmos algo.
— Só uma música.
— Um ponche primeiro. — Segurou a mão do lufano e caminhou para perto das mesas — Você quer de que?
— Qualquer um.
— Então vai tomar de uva — exclamou servindo a bebida e entregou o copo para o rapaz.
— Hum, isso está ótimo.
Catarine sorriu enquanto servia sua bebida, mas de longe avistou Henry e outros garotos rindo enquanto olhavam a mesa. O sonserino agitou uma garrafa no ar de uísque de fogo, a lufana logo bateu no copo de Cedrico.
— Por que fez isso?
— Vai me agradecer.
— Por me sujar? — perguntou tentando limpar sua roupa que já estava ficando roxa.
— Colocaram álcool ai, eu te ajudo a limpar.
— Como sabe? — Seguiu a garota saindo do salão principal.
— Aqueles babacas estavam rindo.
— Só por isso?
— Estavam com uma garrafa, por favor Diggory!
— Certo, obrigado. — Abriu a porta do banheiro feminino para a garota e entrou.
— Tira seu terno.
— Não me paga um jantar e quer me ver sem roupa? — Fez cara de assustado.
— Não seja bobo. — Riu fraco.
— Graças a Merlin as garotas não entram aqui. — Tirou o terno e abriu sua camisa branca.
— Graças a Murta, você quis dizer. — Pendurou as roupas em um gancho e passou água nelas.
— Será que ela está no baile? — Riu fraco enquanto se limpava.
— Deve estar melhor do que nós dois.
— Poderíamos estar pior.
— Como?
— Estarmos os dois molhados.
— Por que estaríamos molhados? — Balançou a cabeça, sequer viu o rapaz colocar o dedo na torneira para espirrar água por todo o local.
— Cedrico! Está me molhando.
— Apenas devolvendo o favor que me fez. — Gargalhou enquanto observava a garota toda molhada.
— O meu vestido! Para! — Entrou em uma cabine.
Cedrico fechou a torneira e colocou sua blusa que havia secado com magia. Ainda estava rindo e foi até a cabine que Catarine havia entrado.
— Deixa, eu seco para você.
— Não! Estou toda molhada graças ao bobo da corte. — Revirou os olhos.
— Nem foi tão r**m assim. — Agitou a varinha no ar fazendo a garota ficar seca novamente.
— Nunca mais saio com você — resmungou.
— Mas ainda estamos no castelo. — Os dois foram interrompidos com alguém batendo na porta.
— Entra e fica quieto. — Ane o puxou para dentro da cabine e fechou a porta.
— Tem alguém aí? — Uma garota entrou calmamente no banheiro — Acho que não tem ninguém, entra.
— Nossa, isso está uma zona. — Ane reconheceu a voz do rapaz, sabia que se Henry encontrasse os dois na cabine, inventarem mentiras absurdas e ela poderia ser expulsa dessa vez.
— É o Avery? — Diggory sussurrou e Ane apenas assentiu gesticulando para ele ficar em silêncio. O rapaz obedeceu e prestou atenção nos outros alunos.
— O que queria falar comigo? — A garota perguntou.
— Para o que quero fazer, não precisamos falar. — A puxou para perto e a beijou.
Catarine fez cara de nojo, Avery costumava levar as garotas para os seus “esconderijos" durante os bailes, ela já havia sido uma dessas.
— Temos que sair — Diggory murmurou.
— Shi... eles vão entrar nas cabines, saímos assim que entrarem. — Diggory assentiu.
Parecia que estavam esperando há séculos, mas só haviam se passado cinco minutos. Catarine estava impaciente, parecia que Henry sabia que estavam ali, logo saiu de seus pensamentos quando ouviu uma das portas baterem.
Cedrico ia abrir a cabine, mas Ane impediu, esperaram mais um pouco até ouvir alguns barulhos nada agradáveis e saíram correndo do banheiro.
— Pelas barbas de Merlin! — Ane parou de correr, já estava cansada e o salto não a ajudava.
— O que mais pode acontecer ainda hoje? — Cedrico gargalhou.
— Não vou ficar aqui para descobrir.
— Onde vamos?
— Perdemos o baile. — Subiu algumas escadas e o rapaz a acompanhou.
— Ainda podemos aproveitar o baile.
— Como? As coisas legais já acabaram.
— Vamos fazer o nosso próprio baile!
— Sem essa, Cedrico.
— Aceita ir ao baile comigo?
— Já estou aqui.
— Vou levar isso como sim, vamos.
Cedrico caminhou calmamente em sua frente, haviam alguns alunos nos corredores, a maioria aparentava estar bêbado. O rapaz agradeceu mentalmente por Catarine ter impedido que ele tomasse todo o ponche.
— Chegamos. — Sorriu encarando a parede.
— Sala-precisa?
— Sim. — Sorriu observando a porta aparecer.
— Acha mesmo que vai ter um baile aí? — O encarou incrédula.
— Não, nem pensar. — Pegou sua mão e entrou na sala — Mas o suficiente para aproveitarmos e sem álcool. — Riu fraco balançando sua varinha no ar, alguns flash de luz se espalharam pela sala e uma música começou a tocar.
— Fala sério. — Riu fraco.
— Me concede essa dança?
— Só se eu puder dançar descalço. — Cedrico riu fraco e assentiu — Tire seus sapatos Diggory, não quero você sujando meu vestido.
— Mandona. — Os lufanos deixaram os sapatos no canto da sala e foram até o meio.
— Música lenta, sério?
— Ensaiamos para isso.
Catarine segurou a mão de Cedrico que logo apoiou sua outra mão em sua cintura, a puxando para mais perto. Outra música começou a tocar, ecoando por todo o ambiente, lentamente os lufanos começaram a se mover conforme as batidas da música.
(...)
Algumas semanas depois...
— Olha só quem está aqui! Catarine Peterson, há quanto tempo — disse Amos amigavelmente para a garota.
— Oi senhor Diggory, como estão as coisas? — Sorriu um pouco desajeitada.
— Ah está tudo ótimo, estamos felizes que finalmente veio passar o natal conosco novamente.
— Obrigado por me convidarem.
— Catarine! — Senhora Diggory sorriu a abraçando — Como você cresceu! É uma mulher feita.
— Está a deixando constrangida, Thais. — Amos alertou a esposa.
— Ah querida, me perdoe. — Cedrico apenas ria observando a cena de longe — Querido, mostre o quarto para a Ane.
Cedrico assentiu pegando suas malas e subiu a escada, deixando os pais a sós. Sequer esperou saírem da visão dos pais, o garoto gargalhou.
— Aquilo foi incrível. — Abriu uma porta deixando a mala em seu quarto.
— Não faça eu me arrepender, Diggory.
— Você já é uma mulher feita! — Zombou deixando seu casaco na cama — Esse é o meu quarto.
— Eu percebi. — Revirou os olhos.
— E aqui na frente... — Passou pela garota e abriu a porta — É o seu.
— Obrigado.
— Crianças, querem ir patinar no gelo antes do almoço? — perguntou Thais do andar de baixo.
— Eles não são mais crianças, querida.
— Quer ir? — Diggory encarou a amiga.
— Ah, claro.
...
Após colocarem roupas mais quentes, os jovens saíram de casa, Catarine queria conhecer o vilarejo em volta, já que a maioria dos moradores não eram bruxos.
— Essa máquina que eles usam é engraçada. — Cedrico comentou sobre os carros estacionados.
— Se parar para pensar, é como uma vassoura, uma bem grande.
— E mais perigosa.
— Ao menos não caem do céu.
— É uma vantagem. — Pararam em frente ao lago que estava congelado — Deveríamos ter pego nossos sapatos para patinar.
— Íamos apenas caminhar, e dá para deslizar no gelo com esses sapatos. — Caminhos até a borda do lago e deslizou — Viu? Só não dá para frear.
— Vou tentar. — O rapaz fez o mesmo, mas acabou deslizando mais do que devia e caiu no chão.
— Diggory? Você é péssimo nisso. — Ane riu indo em sua direção.
— Obrigado por avisar.
Os lufanos brincaram deslizando e caindo no gelo, por quase toda a tarde, sequer lembraram de voltar para o almoço.
— Está escurecendo, é melhor voltarmos — alertou Cedrico enquanto a garota ainda deslizava no gelo.
— Vamos, estou faminta. — Cedrico levantou-se do gramado e caminhou mais à frente enquanto a garota o acompanhava.
— Mamãe vai reclamar porque não fomos almoçar. — Riu fraco — Ane? — Virou-se procurando a garota, mas ele estava sozinho — Ane!
Cedrico voltou apressado para o lago e viu que o gelo havia cedido, Catarine estava submersa no lago congelado. O rapaz tirou o casaco e mergulhou procurando a garota, a água estava congelante, um minuto a mais e ficariam doentes.
O lufano a puxou para fora do lago, Ane estava completamente molhada, seus lábios estavam roxos e sua pele pálida. Cedrico a ajudou fazendo respiração boca a boca, a garota cuspiu toda a água para fora.
— Diggory?
— Como você está? — Acariciou seu rosto a cobrindo com seu casaco — Vamos voltar para casa.
...
— Pai? Mãe? Me ajudem — gritou Cedrico desesperado, abrindo a porta e acendendo a lareira com a varinha.
— Pelas barbas de Merlin, o que houve? — perguntou Amos encarando a garota deitada em seu sofá.
— Estávamos no lago brincando e ela caiu.
— Me ajudem a levar ela para o quarto do Cedrico, precisamos a aquecer. — Pai e filho obedeceram — Me deixem sozinha, Amos prepare algo quente para eles e tome um banho filho.
Thais tirou a roupa da garota com a ajuda da varinha e a segurou enquanto a água quente esquentava seu corpo.
— Vamos lá querida, acorde, você está segura agora. — A garota arfou e finalmente abriu os olhos — Calma, calma, está tudo bem.
Catarine passou a noite inteira dormindo no quarto de Cedrico que ficou cuidando dela a noite toda até o sono chegar e dormir no sofá perto da parede. Ambos foram acordados com algumas batidas na porta.
— Bom dia crianças — disse Amos sorridente, os jovens sequer tinham aberto seus olhos. — Como se sente Catarine?
— Faminta. — Senhor Diggory riu fraco.
— Isso é ótimo, o café está na mesa. Thais e eu precisamos ir à cidade comprar alguns mantimentos, antes que as lojas fechem. Ficarão bem sozinhos?
— Sim, senhor Diggory. Obrigado. — Sentou-se na cama encarando o rapaz que ainda dormia.
— Vejo vocês mais tarde.
Catarine levantou-se, tomou outro banho quente e agasalhou-se antes de ir tomar café. Estava tão distraída com os cereais que não notou o rapaz descendo as escadas.
— Bom dia. — Sorriu entrando na cozinha.
— Que susto! Bom dia.
— Como se sente?
— Cansada. — O lufano a observou preparando seu café.
— Quer ir descansar?
— Eu te espero. — Os dois conversaram um pouco e sentaram-se no sofá — Foi bizarro.
— Ainda não entendi porque não gritou.
— Não deu tempo, quando percebi já estava lá embaixo.
— Estou feliz que esteja bem. — Segurou sua mão e a acariciou.
— Graças a vocês. — Deitou a cabeça no ombro do loiro.
— Agora sem lago ou colocamos algumas bóias em você.
— Palhaço. — Riu fraco.
— Estou falando sério. — Catarine o abraçou encarando a lareira em sua frente.
— Fiquei com medo de ficar lá embaixo.
— Eu não deixaria, te salvaria até mesmo se fosse fogo.
— Por que eu estaria em um lago de fogo?
— Me diz você. — Riu.
— Fica quieto. — Catarine o encarou.
— O que foi?
— Nada.
A lufana não diria em voz alta o que estava sentindo, quando caiu no lago a primeira imagem que veio em sua mente, havia sido sua mãe. A imagem logo mudou para o dia em que Diggory acenou para ela no jardim.
— Faz sentido, não?
— Ah, com certeza — respondeu a primeira coisa que veio à sua mente.
— Vamos então?
— Para onde? — Afastou-se.
— Não estava me ouvindo?
— Não.
— Dessa vez só vou... — O rapaz sequer terminou sua frase, Ane selou seus lábios em um beijo calmo — Achei que não fôssemos mais fazer isso — murmurou acariciando seu rosto.
— Não importa, só se não quiser.
— Seremos só você e eu?
— Sim.
Cedrico sorriu e a beijou novamente, já fazia quase dois meses que o casal não se tocava novamente, desde o jogo de quadribol. Ane acariciou seu cabelo enquanto o rapaz a puxava para perto.
— Vamos subir? — perguntou a garota mordendo os lábios do rapaz.
— Tem certeza?
— Não vamos fazer nada, fica tranquilo.
...