ANA A luz do quarto invadiu meus olhos enquanto eu acordava lentamente, tentando reunir minhas memórias fragmentadas da noite anterior. Uma sensação de desorientação me envolveu quando percebi que não estava em minha própria cama. Um calafrio percorreu minha espinha ao escutar o barulho do isqueiro e o aroma do cigarro queimando preencheu o quarto. Abri os olhos e me deparei com o homem da boate, sentado na beira da cama, me encarando com um olhar penetrante. Seu sorriso zombeteiro e a fumaça do cigarro dançando entre nós me deixaram nervosa. — Acordou, querida — sua voz era carregada de uma malícia que me fez estremecer. Minha mente tentava processar a situação enquanto eu lutava para manter a calma diante da presença ameaçadora dele. Minha memória começou a se desvendar, e me lembrei

