CAPÍTULO 50 — O CHEIRO DO DONO NA CONFECÇÃO LARISSA O sol já tava alto quando bati o cartão na confecção do Bom Retiro. Eu tinha dormido pouco, brigado com a minha irmã antes de sair de casa e ainda precisava encarar um dia inteiro sentada na máquina. Maravilha. Se alguém me perguntasse como eu tava, era capaz de levar uma resposta atravessada. Prendi o cabelo num coque apertado, ajeitei a gola da blusa preta e fui para minha bancada. O roxo no pescoço continuava ali. E não era um roxinho discreto, não. Rafael tinha deixado uma marca que parecia feita de propósito para me arrumar problema. Passei os dedos pela gola, tentando esconder melhor. — Se essa p***a aparecer, eu mato aquele homem — resmunguei. — Vai matar nada. No máximo dá uns tapas nele e depois pede beijo. Fechei os

