CAPÍTULO 41 — CHUVA NA LAJE Rafael Mandei ela sentar e fazer conta, mas cabeça não tava em número. Tava na cena da guarita dois. No jeito que aquele moleque olhou pra ela. Na calça justa que ela tava. No cheiro doce que ficou na minha camiseta depois dela me abraçar na moto. Ciúme de patrão não é ciúme comum. É ódio. É vontade de trancar ela aqui dentro e não deixar mais ninguém olhar. E céu ajudou. Começou chover forte 20h10. Grosso. Do tipo que alaga ladeira e derruba barro. Barulho batendo na telha de zinco do galpão parecia tiro. Larissa levantou e foi até janela basculante. Larissa: — Meu Deus... Rafael, eu tenho que descer agora, minha mãe... Rafael: — Cê não desce. Ela virou pra mim, brava. Larissa: — Não é você que decide! Levantei da cadeira, fui até janela também. Lad

