capítulo 3

1079 Palavras
Nicole Brigitte Parecia que a minha ligação e a sala de reunião estava em plena sincronia, já que a partir do momento que aquele homem para de falar, a sala inteira fica em total silêncio, assim como Gabriela fica em silêncio na ligação. O homem olhava atentamente para todos, como se tivesse esperando algum se pronunciar e lhe mostrar a ideia do século. – Se ninguém tem mais nada a dizer, é melhor que saiam da minha frente se tem zelo pelos trabalhos inúteis de vocês.– Ele diz em um tom frio. Todos os homens se levantam na mesma hora e começa a ir na direção da saída. A garota loira que estava no canto da sala se aproxima do senhor intimidante, fala algo perto de seu ouvido. Em questão de segundos que ela terminou, o olhar dele se ergue e bate contra o meu. Um choque me tomou, dá ponta dos pés até o último fio de cabelo, me fazendo engolir um seco. Seu olhar era questionador, quase curioso, se perguntando o que uma garota desconhecida estava fazendo na sua empresa. Sinto uma mão no meu ombro, viro rapidamente assustada. – Nick, o que faz aqui, querida?– Senhor colins me interroga com o olhar. Estava tão destraida que nem avia percebido que Gabriela avia desligado a ligação e eu ainda permanecia com o telefone em meu rosto. Guardo o mesmo apressadamente, com meu jeito atrapalhado de fazer as coisas. – Eu... É... Senhor colins... Ah, eu.– Minha cabeça não estava pensando direito, sendo incapaz de dizer uma frase inteira. – O que houve? Você não está se sentindo bem?– Questionou colocando sua outra mão em meu ombro, me deixando de frente com ele. Balanço a cabeça algumas vezes, olho para a sala novamente e ele já não estava mais ali. Solto um suspiro, como se um peso enorme saísse dos meus ombros. – Sinto muito, senhor. A senhora colins me pediu para vir pegar umas papeladas para ela.– Falo quando olho para seus olhos. – As papeladas? Eu não avisei ela que deixei no meu escritório em casa? Que cabeça a minha! Sua viagem aqui foi desnecessária, querida. Sinto muito.– Ele diz finalmente soltando meus ombros. Balanço a cabeça algumas vezes. – Não tem problema, senhor.– Falo na mesma hora para ele não se sentir culpado. – Ok. Então passe em algum lugar e coma algo que goste, assim ficamos quites, ok? Já pedi para me chama de Arthur e não de senhor.– Diz e dá dois leves tapinhas no meu braço. O mesmo me entrega algumas notas e diz que precisava voltar ao trabalho, segundo ele seu chefe estava um pouco " irritado". Ando na direção do elevador, aperto o botão para chama-lo e espero pacientemente. Escuto um barulho de saltos batendo no chão e dessa vez não era os meus, sinto uma presença atrás de mim mas não me atrevo a olhar para trás. – Agenda.– Uma voz grossa e firme diz, fazendo-me apertar meus lábios um contra o outro, nervosa. – O senhor tem mais uma reunião na empresa financeira daqui a três horas, um pouco depois do seu almoço. Terá um jantar de negócios onde iremos conversar sobre o término da compra do aeroporto e sua mãe exigiu que você toma um café da tarde com ela hoje, me disse que se o senhor não aceitasse, ela mesmo iria vir aqui na empresa.– Diz uma voz feminina apressadamente. Ouço um suspiro. – Diga a ela que tentarei ir. vou tirar um tempo agora, pode ir descansar até a próxima reunião.– A voz firme diz. Sinto minhas costas queimando, como se tivesse me fuzilando com brasas super quentes de fogo, ou um olhar penetrante. A mulher agradece o mesmo e ouço seus saltos se afastando, porém, ainda sinto uma presença atrás de mim. Os elevadores se abrem, entro rapidamente, sentindo ser acompanhada para dentro do elevador. Fico de frente com a porta e a presença ainda permanecia ali a alguns centímetros de mim. As portas do elevador se fecham. Com um tranco, o elevador para de se mexer e um sinal vermelho começa a piscar no canto dele. Ah maravilha. Parece que não foi só eu que não fiquei contente com a novidade que esse elevador quebrou. Escuto um farrafar de roupas mais ainda me obrigo a permanecer olhando para frente, fingindo que estou calma com a situação. – Senhora Isabela, o elevador quebrou de novo... Estou com uma senhorita dentro dele, conserte imediatamente.– Ele parecia controlar seu tom nervoso. O barulho da ligação desligando e depois um silêncio. Meus pés estavam já doendo nesse salto e provavelmente estava machucado meu calcanhar por raspar tantas vezes na borda esses saltos. Ando meio que arrastando meus pés até a parede, onde me encosto e deito minha cabeça no mesmo. – Senhorita, seu pé está sangrando.– Ouço sua voz se dirigir a mim. Meus olhos voam até meus pés, tiro um dos sapatos e vejo o machucado no calcanhar. Tiro o outro sapato, faço uma leve massagem no meu calcanhar e coloco os saltos no chão. – Obrigada por avisar.– Digo tão baixo que duvido ele ter escutado. – Posso saber quem é a senhorita e como conseguiu entrar na minha empresa? Eu nunca a vi por aqui e mesmo se não visse, saberia se estivesse trabalhando para mim.– Ele diz rapidamente e em um tom muito formal. Mordo meus lábios, solto um suspiro - não preciso fingir ser formal igual as outras mulheres, preciso? - solto meus cabelos que estavam no r**o de cavalo salto, deixo elas se soltarem e amarro eles em um toque baixo, deixando alguns fios soltos pelo rosto. – Eu sou a babá dos filhos do senhor colins.– Tento falar um pouco mais alto. – E o que uma babá faz na minha empresa?– Questiona. – É tão rico que não aguenta uma garota de classe baixa na sua frente?– Eu e minha boca grande que fala tudo que penso sem realmente pensar antes de falar. Parabéns para mim.– é... Desculpe senhor, eu... A senhora colins me pediu para vir pegar uma papelada para ela, mas o senhor colins disse que não estava aqui e me liberou.– Explico. Finalmente criando uma gota de coragem, viro meus olhos na direção dele e o que vejo é... Um olhar profundo e curioso me observando.
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