capítulo 4

1391 Palavras
Nicole Brigitte As portas do elevador se abrem, faço um aceno com a cabeça querendo sair dali o mais rápido possível. – Senhorita, espere.– Escuto sua voz grossa me chamando. Viro-me na direção dele, o mesmo estava a alguns passos de mim, ele andava firmemente, seus passos sincronizados. – Senhor.– Minha voz sai mais baixa agora, evito olhar seus olhos. – Como se chama?– Questionou. Meus olhos se erguem na direção dele. Seus olhos azuis me dava uma onda de nervoso, como se só a presença dele me intimida-se, chego a me pergunta se todos são assim, mas pela sua performance na sala de reunião a aos minutos atrás, minha resposta é automaticamente respondida. Ele intimida a todos. Sempre me perguntei se a fera de Hollywood era como todos falavam e se era ainda mais bonito do que as fotos, na sua frente parece que as respostas era exatamente como eu sabia. Mais avia algo ali, não sei se era na sua postura ereta e séria como a de um homem de filme que escondia mil segredos, ou sua forma autoritária e dominante de falar que aparentava isso... Ou se eram seus olhos. Azuis escuros e intensos, como se conseguisse me ler facilmente, um livro aberto em seus olhos. Uma garota frágil perto de um homem dominante. Quando ia abrir minha boca para respondê-lo, seu telefone toca, sem tirar os olhos de mim o mesmo pega em seu bolso e finalmente desvia o olhar. – Se me der licença senhorita, já retomamos nossas conversa. Dois minutos.– O mesmo diz em sem tom formal. Ao se virar de costas para mim, vejo-me em um constante dilema: eu fico ali esperando ou vou embora? Meus olhos batem o relógio, me acordando para a realidade. Está na hora de buscar Julia na escola! Sem olhar para trás, agora liberta dos meus saltos de espinhos, corro na direção da saída. Pareço aquelas secretárias que estão super atrasadas para um compromisso com o chefe, correndo pela rua enquanto em sua cabeça pensa inúmeras vezes em qual vai ser a desculpa de hoje e se preparando psicologicamente para a grande bronca que irá levar do chefe. Ao ver sua escola a alguns metros de onde eu estava, forço-me a correr mais um pouco até ficar de frente com sua escola. Que babá mais desajeitada! A garotinha sai de sua casa em fina com seus colegas, se sentam em cadeiras que parecem ser super macias - escola de gente fica - e ficam esperando as professoras os levarem para seus respectivos pais. Assim que a pequena Julia me vê, ela avisa sua professora e corre até mim, má recebendo com seus pequenos braços em volta do meu quadril. – Oi pra você também, pequena.– Falo com um sorriso sincero em meu rosto. – Naná, porquê está vestida assim? Essa roupa não combina com você, parece aquelas mulheres chatas.– A mesma reclama. – Eu também acho isso.– Falo. Vejo o motorista estava perto da esquina nós esperando. Pego a mochila de Julia, a mesma vai saltitando até o carro enquanto em ando atrás dela, observando a mesma. Algo passa pela minha cabeça, fazendo-me olhar na direção de um lugar que avia saído como fugitiva. Será que ele me procurou? Será que não deu importância ao meu sumiço repentino? Que bobeira a minha pensar essas coisas! Entrego a mochila de Julia ao motorista e entro com a mesma na parte de trás. No percurso, Julia fala animadamente tudo que avia feito na escola, se fosse antes eu conversaria animada com ela, mais meus devaneios faziam ela ter que me chamar a cada cinco minutos para chegar se estou prestando atenção. – Estou animada para a festa que vamos amanhã a noite.– Essa frase deixa um alerta na minha cabeça. A primeira coisa que presto atenção. Minha cabeça se vira na direção da menina e com toda certeza meu rosto surpreso e curioso estava aparente, já que quando em viu percebeu que eu não estava sabendo e explicou. – Negócios do papai e da mamãe, ela disse que iria de avisar, já que como sempre você vai com a gente, naná. Ela deve ter esquecido.– A mesma fala. Já estava acostumada com as festas, bailes, jantares e afins dos trabalhos dos meus chefes, e como sempre eu vou junto. Nunca entendi realmente o motivo de eu ter que ir nessas festas, já que as crianças ficavam junto com alguns parentes ou brincado com seus colegas, então minha chefe sempre dizia no meio da festa que não avia necessidade de olha-los e que eu poderia curti a festa. Curtir a festa. Eu não sou classe alta para saber como curtir essas festas, e nem muito animada estou pois sei que Adriana estará lá, provavelmente. Adriana era uma prima mimada, insuportável e ridícula das crianças, além de sempre falar que aquele lugar não é pra mim, não sou do nível deles, nenhum homem de classe alta irá olhar para mim, emfim, essas baboseiras de quem não tem mais nada para fazer. Por mais que meus chefes não percebem isso, as crianças perceberam o modo de ela me trata e não são nem um pouco educadas com ela. Dizem que estou protegendo a naná deles. Entro para dentro de casa junto com Julia, a mesma corre para as escadas querendo ver sua mãe. – Julia, sem correr nas escadas, vai se machucar.– Reclamo com a pequena. – Desculpa naná.– Ela grita quando termina as escadas e corre na direção do escritório de sua mãe. Um sorriso surge no meu rosto, essas crianças faziam minha vida mil vezes melhor. Aproveito meu tempo livre, já que o motorista foi busca sozinho Daniel na aula de francês, pego meu celular e dígito o número do hospital que meu pai estava. Passo a mão em meus cabelos, sento-me no sofá e espero ser atendida. – Hospital central de Los Angeles, boa tarde.– Uma voz feminina fala. – Boa tarde, sou a responsável de Antonyo Brigitte, quero saber como ele está, se possível falar com ele.– Peço. Infelizmente a dias que não consigo visitar meu pai no hospital, fico m*l quando a isso mas meu pai sendo meu pai, diz que tenho que pensar em minha vida e esquecer um pouco ele, como se isso fosse possível. – Ele acabou de passar por mais uma quimioterapia, estava dormindo no momento.– Diz ela. As quimioterapias acabam com ele, o deixando super cansado e cada vez mais com o psicológico mais abalado. – E então?– Pergunto querendo mais notícias. – Iremos precisar aumentar a dosagem do remédio, essa que estamos no momento não está fazendo mais efeito. Isso afetará também o preço dos medicamentos, assim como iremos fazer duas quimioterapias na semana, ou invez de uma, para tentar fazer ele se recuperar e ter uma vida quase normal.– Ela diz. E sempre minha vida se resume a isso: não estou com mais condições de pagar as quimioterapias do meu pai. Meus olhos se enchem de lágrimas, respiro fundo não querendo chorar ali onde todos poderiam me ver. – E como ele está no momento? Sem as duas quimioterapias?– Questiono. A enfermeira faz silêncio por um tempo, sei que as notícias não serão as melhores e tento me preparar. – Se ele não responder mais a essa dosagem maior, infelizmente, não teremos mais o que fazer por ele. Sinto muito, Senhorita Brigitte.– Ela diz com uma voz cautelosa. – Tudo bem, em breve irei visita-lo. Obrigada até mais.– Desligo antes que desabe ali. Saio do sofá, subo as escadas e vou para meu quarto, onde poderia chorar. Sento-me na minha cama, pego meu travesseiro e me permito chorar ali. Sabíamos que tinha o risco de as quimioterapias não darem certo e agora também como irei arrumar mais dinheiro para pagar o resto? Já estava gastando quase todo o meu dinheiro com essas. Escuto a porta se abrir, olho para a mesma e vejo as duas pessoinhas que me davam forças pra continuar. – Naná.– Os dois falam e correm na minha direção. Sou presa por dois pequenos braços de amor me abraçando. – Não precisa chora, naná.– Diz Daniel. – Estamos aqui por você.– Diz Julia. Essa inocência de criança.
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