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A Filha do Pastor - Morro

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Sinopse

Ana é uma moça evangélia que acabou de chegar de uma missão no estrangeiro. Ao voltar para o Brasil, ela de lidar com os conflitos do lugar para onde seu pai se mudou enquanto ela esteve fora. Seu pai um pastor se mudou para um morro bastante perigoso no Rio de Janeiro. Fora os conflitos externos, Ana terá de lidar com os internos, ao se sentir atraída por Ricardo, o tesoreiro do tráfico.

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Capítulo 1
Ana Despedidas eram sempre difíceis. No entanto, eu sabia que era por uma boa causa, mesmo assim, ainda doía. Especialmente ao olhar para aquelas pessoas a quem havíamos ajudado por tanto tempo, dando-lhes apoio, amor e suporte. Todo o suporte necessário para que tivessem uma boa vida. Éramos brasileiros, eu, meu pai, que era pastor, e minha mãe, contudo, há aproximadamente uns cinco anos, por uma decisão do papai, viemos morar na República Centro-Africana, um dos países mais pobres em todo o mundo. Era triste e caótico de ver tantas pessoas, entre adultos e crianças, passando fome, desnutridos, sentindo literalmente a dor da fome, porque sim, a fome doía, e somente quem já sentiu isso, sabia como era. Mas agora, estava na hora de voltar. Meu pai, além de pastor, era missionário, por isso nunca ficávamos em um mesmo lugar por muito tempo. Nosso maior objetivo, especialmente eu e a mamãe, sendo seu alicerce e porto seguro, era levar o amor de Cristo aqueles que necessitavam, e também ajudar os menos favorecidos com alimentos, roupas, e o mais que precisassem. No entanto, não tornava a situação menos dolorosa, ter que deixar aquelas pessoas as quais me apeguei tanto. As abracei durante esses anos como se fossem da minha família, as crianças, como se fossem meus filhos, e agora chorava a dor da despedida. Mas precisava lembrar que era necessário e que isso não era um adeus, e sim, um até logo. Então, terminamos de nos despedir e seguimos para o aeroporto a fim de pegar i avião que nos levaria de volta ao Brasil, ao nosso destino: Complexo do Alemão. Pensar para onde estávamos indo, me dava calafrios. Eu, costumeiramente, assistia os noticiários, via como a bandidagem agia, os assaltos, os homicídios, mas como serva de Deus, tinha a obrigação de abraçar a todos e jamais julgar alguém. Assim meu pai me ensinou. Então, não importava de quem se tratava as pessoas com as quais lidaremos agora, eu precisaria dar todo o amor do mundo, assim como fiz durante os cinco anos em que estivemos na África. Após cerca de 25h de voo, finalmente pisamos no chão brasileiro, sentindo-nos ser acolhidos pelo clima quente, a brisa calorosa que nos abraçava. Seria um novo começo, mas apesar de tudo, de estar um pouco triste por deixar pessoas que eu amava na África, sentia aquele friozinho na barriga me acompanhar. Uma espécie de nervosismo. Mas isso era bom. Eu acho. Pegamos um uber, que nos levaria para o complexo, e ao chegar na entrada, nos deparamos com vários homens armados até os dentes na barreira de contenção. Meu pai foi até eles e explicou que era o pastor da nova igreja que abriria ali, então permitiram nossa entrada. Mas senti os olhares deles sobre mim, provavelmente devido às roupas que eu usava. Uma saia abaixo do joelho e uma blusa de manga até os cotovelos, mesmo no calor escaldante do Rio. Eu não me importava, já estava habituada a esses olhares. Mas não tinha certeza se todos eles realmente achavam graça das minhas vestimentas, ou se, como muitos homens, se perguntavam o que tinha por debaixo de todos aqueles panos. Não me dei tempo para pensar sobre isso, porque acompanhei meus pais à medida que adentravam o lugar. Finalmente chegamos a nossa casa, nos acomodamos, demos uma rápida organizada em tudo, que estava meio empoeirado, mas foi coisa básica mesmo. Estavamos exaustos da viagem, sem a menor coragem para qualquer coisa. Comemos algo e descansamos. À noite, o papai foi até a igreja, ver algumas coisas, mamãe e eu deixamos para ir no dia seguinte. (...) Estava na igreja. Meus pais haviam ido comprar alguns mantimentos necessários para os membros, quando, repentinamente, através da janela de vidro fumê, vi um rapaz, morador do morro, com uma expressão meio assustada, segurando uma mochila nas costas e mancando. Me preocupei, porque ele parecia estar sentindo dor. Ele olhava na direção onde eu estava, mas devido ao vidro ser filmado, não conseguia me enxergar. Preocupada, larguei a flanela com a qual limpava os bancos de madeira e fui até lá, abrindo a porta. — Ei! — chamei sua atenção, percebendo que ele estava olhando para trás. O rapaz me olhou de cima a baixo, como a maioria das pessoas — Está machucado? Não quer entrar? Posso te ajudar, temos um kit de primeiros-socorros aqui. — falei o mais gentil possível. — Tem certeza? Não quero incomodar. — pensei que ele recusaria, mas me surpreendi com sua resposta. Sorri para ele. — Não se preocupe. Vem. — sorrindo, gesticulei com a mão, fazendo menção para ele entrar. Notando que ele estava com dificuldade para andar, fui até ele, apoiando-o com meu corpo e o auxiliando a caminhar. O coloquei sentado num dos bancos de madeira. — Fica aqui, eu já volto. — falei e ele não disse nada, apenas ficou encarando tudo ao seu redor. Me perguntei se ele já havia ido a uma igreja, mas logo afastei esses pensamentos, indo pegar gelo e o kit de primeiros-socorros, retornando até onde o deixei. Sentei-me ao seu lado. — Posso? — pedi permissão para tocar em seu pé e ver o que havia acontecido. O rapaz apenas meneou a cabeça em afirmação e eu segui em frente. Analisei seu pé e, pelo visto, não tinha sido nada de grave. — Não se preocupe, foi apenas uma entorse. Coloque esse gelo e continue fazendo isso por alguns dias, por pelo menos três dias. Logo irá desinchar. — o olhei nos olhos. — Você é enfermeira? — Não. Mas sou voluntária em muitas ações beneficentes. Acabei aprendendo uma coisa ou outra com os médicos com os quais lidei. — respondi com gentileza. Percebi que, enquanto eu falava, aliás, desde o momento em que toquei em seu pé, ele não parava de me olhar. O que estava me deixando um pouco envergonhada. Mas fiz o máximo para desviar dos seus olhares, me atentando ao seu pé, onde eu colocava o gelo. — E o que está fazendo em um lugar como esse? Não quero ser inconveniente, nem grosseiro, mas você é diferente das meninas daqui e também nunca te vi por aqui antes. Eu ri com suas palavras. Ao contrário do que ele deveria ter pensado, suas palavras não me afetaram, afinal, eu já estava bastante acostumada com esse tipo de questionamento. — Não se preocupe com isso, não estou ofendida — falei, enquanto segurava o gelo sobre seu pé — Meu pai é pastor nessa igreja, viemos fazer algumas ações, então você ainda vai me ver bastante por aqui. — Bacana. Você é legal, além de ser linda — ele sorriu ao me elogiar, o que fez meu coração acelerar — Gostei de conhecer você. Será que posso te recompensar por esse favor, te pagando um sorvete ou refrigerante qualquer dia desses? Sem saber o que dizer, eu apenas sorri, meio envergonhada. Não estava acostumada com esse tipo de coisa. — Isso é um sim? — perguntou com um olhar galanteador. — Talvez. Quem sabe um dia possamos nos esbarrar por aí. — fingi desinteresse, quando, na verdade, eu queria dizer sim. — E porque não facilitamos isso com você me passando seu telefone? — Desculpa, eu realmente não posso e também não acho adequado. Mas se for da vontade de Deus, um dia nos encontraremos outra vez. Moramos no mesmo lugar agora, a possibilidade disso acontecer é grande. — Eu espero muito que você esteja certa — sorriu — É melhor eu ir, não quero te atrapalhar. — ele foi se levantando do banco e eu levantei para o ajudar. — Fica tranquilo, eu gostei de conversar com você. Não foi incômodo. Ele foi caminhando para o lado de fora, e antes de sair, me pegando de surpresa, deu um beijo em meu rosto, me deixando completamente boquiaberta e sem reação.

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