Lorena Eu saí correndo pela cozinha igual uma doida. O homem vinha atrás de mim babando ódio, com a mão ensanguentada, e eu só conseguia pensar numa coisa: se ele me pega, eu viro estatística. Atravessei a bancada, pulei uma cadeira, escorreguei num pano de chão molhado, quase caí, mas segurei no armário e continuei a fuga. Atrás de mim, só ouvia o barulho da bota dele no chão e o grito: Morte: Tu vai morrer, sua peste! Lorena: Então corre mais, seu lerdo! Porque a freira aqui é maratonista! Eu virei um corredor apertado, sem olhar pra onde tava indo, só fui. Quando vi, tinha uma portinha aberta no final. Entrei com tudo e puxei a porta junto pra impedir ele de me seguir. O problema? Ele entrou também. E a porta… trancou sozinha. CLÉC! Eu virei devagar, ainda com a mão na maçane

