Capítulo 37 — O mesmo Sangue

1859 Palavras

POV: SAMAEL BLACKWOLF A Glock de Beto estava cravada na nuca do Chacal. O metal frio afundando na pele de Cauã era a sentença que o meu irmão, o braço armado do Estado, estava louco para assinar. Vinte fuzis da Jaguatira subiram em uníssono. Vinte miras laser desenharam pontos de sangue no peito tático do meu irmão. O hospital Eclipse, o templo da elite intocável, agora cheirava a pólvora, suor e morte iminente. — PERDEU! — Beto rugiu, a voz de comando vibrando com a autoridade de quem não conhece o recuo. — Solta o fuzil agora ou eu decoro esse mármore com o seu cérebro! Cauã continuava imóvel. Uma estátua de fúria contida. Os ombros largos que bloqueavam a visão de Aaron e Ava, que tremiam atrás de Maria das Graças. Mayara Delacruz desabou, agarrando-se à calça do filho, soluçando um

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