Capítulo 41 — Máscaras de Seda

1986 Palavras

POV de Samael A base do meu crânio latejava no ritmo do monitor cardíaco. Cada bipe verde da máquina conectada a Hannah era uma agulha enfiada direto no osso do meu pescoço, onde a coronhada do fuzil de Nate ainda queimava. Eu estava sentado na poltrona da UTI há três semanas. Meu terno italiano estava arruinado, rígido com o sangue seco do mercenário que eu matei no térreo. Eu cheirava a pó químico, suor e necrotério. A porta de vidro rangeu. Maria das graças, a mãe de Hannah, parou ao meu lado. Ela não tinha a fúria de uma loba, mas tinha a autoridade de uma mãe exausta. — Vai embora, Samael. Eu ergui os olhos pesados. A luz branca do hospital feria minhas retinas. — Eu não vou sair daqui até ela acordar. — Você vai — a voz dela não deixou espaço para debate. Maria das Graças c

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