CAPÍTULO 40 — O REI DE CORRENTES

1976 Palavras

POV: CAUÃ DELACRUZ O laser vermelho da pistola de Samael Blackwolf estava cravado no peito do próprio irmão. Eu sempre achei que o engravatado fosse um covarde. Um playboy de elite que fugia quando o bicho pegava. Mas o olhar dele agora não era de um advogado. Era de um assassino frio, disposto a derramar o próprio sangue para cumprir uma promessa feita a uma criança. O silêncio na UTI era tão pesado que eu podia ouvir a pulsação nas minhas têmporas. Beto não recuou. O Comandante do BOPE apertou a corrente das minhas algemas, os nós dos dedos brancos. Dois leões prestes a se rasgar. Eu ia falar. Ia mandar Samael abaixar a p***a da arma, porque eu não precisava da caridade de ninguém. Mas eu não tive tempo. Uma sombra imensa surgiu no corredor escuro, rápida e silenciosa como um fa

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