POV: JONAH MONTENEGRO Aurora colocou a taça de Dry Martini sobre a mesa. O cristal tilintou contra o mármore, um som delicado que cortou o ar como uma lâmina. O sol de Costa da Lua castigava o deck da piscina, mas o frio que subiu pela minha espinha não tinha nada a ver com o clima. — Eu vim falar com o Cauã sobre a Hannah — ela soltou, com uma naturalidade que me fez perder o chão por um segundo. O nome da minha irmã na boca dela soou como um gatilho sendo puxado. O sangue nos meus ouvidos começou a pulsar no ritmo de um tambor de guerra. Eu estreitei o olhar. Senti meus músculos se contraírem, a cobra tatuada no meu braço parecendo ganhar vida com a tensão. O ar ao nosso redor ficou subitamente pesado. O cheiro de cloro da piscina foi completamente engolido pelo aroma doce e enjoa

