A calma nunca chega de uma vez. Ela vem em ondas curtas, intercaladas por lembranças que insistem em voltar quando ninguém está olhando. Hana descobriu isso nos dias que se seguiram ao silêncio. O celular já não vibrava com a mesma intensidade. As manchetes diminuíram. As discussões online migraram para outros alvos. O mundo seguia. Mas dentro dela… algo ainda estava em ajuste. Hana acordou no meio da madrugada, o quarto escuro demais, o coração acelerado sem motivo aparente. Não houve pesadelo. Não houve som. Apenas aquela sensação estranha de perigo que já não existia — mas que o corpo ainda acreditava real. Ela sentou-se na cama, abraçando os próprios braços. — Já passou — sussurrou para si mesma. Mas o corpo não respondeu. Ji-Won despertou com o movimento. — Hana? — cha

