Hana percebeu que algo tinha mudado quando o silêncio deixou de incomodar. Não era ausência de barulho. Era presença. Ela estava sentada à mesa, escrevendo sem pressa, quando ouviu Ji-Won chegar. Nenhuma urgência em levantar. Nenhuma ansiedade em se explicar. Ele se aproximou e apoiou a mão no encosto da cadeira. — Você parece em paz — disse. Hana levantou o olhar e sorriu. — Não totalmente. — respondeu. — Mas inteira o suficiente. Ji-Won entendeu. Era diferente de antes. Antes, a paz parecia algo a ser conquistado depois da luta. Agora, ela existia mesmo com cicatrizes. — Quer sair um pouco? — ele perguntou. — Sem destino. — Quero — Hana respondeu. — Mas sem fugir. Eles saíram caminhando pela cidade como duas pessoas comuns. Sem fotógrafos. Sem olhares curiosos. A rua e

