A paz nunca avisa quando está prestes a acabar. Hana sentiu isso ao acordar naquela manhã — não como medo, mas como um incômodo leve, quase imperceptível, no fundo do peito. O tipo de sensação que não grita… mas alerta. Ela ficou alguns minutos sentada na cama, observando a luz entrar pela janela. Ji-Won ainda dormia ao lado dela, a respiração tranquila, o rosto finalmente sem tensão. — Aproveita — pensou. — Não sei por quanto tempo. Levantou-se devagar e foi até a cozinha. Preparou café, abriu a janela, deixou o ar entrar. Tudo parecia normal demais. E era isso que a incomodava. O celular vibrou às nove em ponto. Número desconhecido. Hana hesitou antes de atender. — Alô? Houve silêncio do outro lado. Depois, uma respiração lenta. — Você acha que acabou, Hana Lee? O corpo d

