CAPÍTULO 65 — A CALMA DE QUEM NÃO VAI QUEBRAR

977 Palavras

O boato ainda não tinha explodido. Estava ali, circulando baixo, rasteiro, como fumaça antes do fogo. E Hana sabia disso. Ela sentia no corpo — não como medo, mas como uma quietude alerta, aquela que antecede grandes mudanças. Naquela manhã, acordou antes de todos. O sol ainda não tinha vencido as nuvens quando ela saiu da cama e caminhou até a varanda do lugar seguro onde estava hospedada. O ar estava frio. Bom. Ela respirou fundo, sentindo o peito se expandir devagar, como tinha aprendido nos últimos dias. Inspirar. Soltar. — Eu estou aqui — disse para si mesma, em voz baixa. Não era um mantra de coragem. Era de presença. Ji-Won observava à distância, encostado no batente da porta. Ele tinha aprendido a reconhecer aquele estado nela. Não era fragilidade. Era concentração

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