Yoon-Hee não gritou. Não quebrou nada. Não chorou. A fúria que tomou conta dela naquela noite era fria — e, por isso mesmo, mais perigosa. Ela estava sozinha no escritório escuro, sentada diante da mesa impecavelmente organizada, observando a cidade pela janela como se pudesse dominá-la apenas com o olhar. O reflexo no vidro mostrava um rosto contido, elegante… mas os olhos traíam o caos. — Incompetente — murmurou, sem elevar a voz. O telefone vibrava sobre a mesa havia minutos. Ela deixou tocar. Queria sentir o controle escapar um pouco mais antes de retomá-lo. Quando atendeu, a voz do outro lado veio tensa. — Ela escapou porque houve interferência de vizinhos. Não estava no plano. Yoon-Hee fechou os olhos por um segundo. — Nada estava no plano depois do momento em que você f

