O quarto era seguro. Silencioso. Protegido. Mesmo assim, Hana não conseguia relaxar. Ela estava sentada na beira da cama, envolta em um cobertor grosso demais para a temperatura do ambiente. As mãos seguravam a caneca de chá já fria, como se aquele gesto fosse a única coisa que a mantinha ancorada no presente. Ji-Won estava a poucos passos, falando baixo ao telefone com alguém da equipe de segurança. Ela não prestava atenção nas palavras. Prestava atenção nos sons. Cada ruído parecia maior do que era. Cada silêncio, ameaçador demais. Quando Ji-Won desligou, aproximou-se com cuidado, como quem se aproxima de alguém ferido — não no corpo, mas em algo mais frágil. — Eles reforçaram a segurança do prédio — disse. — Ninguém entra sem autorização. Hana assentiu. Mas o corpo não acom

