Confusão

1071 Palavras
Romana caminhava em direção ao quarto, já certa de Que seu plano seria perfeito. Mas paralisou quando ouviu alguém gritando Carlita, óbvio que ela era esperta, estava naquele ramo fazia muito tempo, então ignorou fingindo que não era com ela, até porque por via das dúvidas, esse não era o seu verdadeiro nome, então não era ela mesmo. Mas os gritos do homem logo atrás a chamando de Carlita acabaram incomodando o chefe daquele bordel ou melhor, o chefe da quadrilha que comandava aquele bordel, com um número imenso de crimes cruéis, entre os principais, obrigando que garotas se prostituissem. O chefe acabou se voltando para Tomás, mesmo quando tudo que Romana tentava era arrasta-lo de uma vez por todas para aquele quarto e acabar definitivamente com aquela quadrilha. Romana também foi obrigada a se voltar para Tomás que gritava feito um maluco por Carlita. Tomás precisava confessar, ela era uma excelente atriz, até ele que viu com seus próprios olhos, duvidava que aquela freira a horas atrás, era a mesma mulher a sua frente, com personalidades opostas. __ Carlita? O chefe perguntou a Tomás. __ Não sei, pergunte a ela , Carlita ou Cassandra? Romana implorava com o olhar para que Tomás Grilmadi se calasse, mas ele estava cego de ciúmes e não a deixaria entrar naquele quarto, não mesmo. O chefe se voltou para Romana. __ Pode me explicar. A mão na cintura foi brutalmente para o braço de Romana. __ Ele deve está enganado senhor, vamos conversar. Disse Romana, que ainda pensava em assumir o controle da situação, mas percebia a tensã0 e o ciclo se fechando. __ Solta o braço dela agora. Tomás exigiu e Romana deu um olhar ameaçador para ele, mas ela continua sendo ignorada. Tomás estava disposto a sair dali, com Romana ao seu lado. O chefe do bordel deu um sorriso, que para muitos presentes, que o conhecia, significava que o sangue de Tomás seria derramado por tamanha audácia. Ninguém desafiava o chefe em sã consciência, mas o que eles não sabiam, era que um desafio também não era feito a Tomás Grimaldi. __ Nada senhor. Romana continuava olhando para Tomás pedindo que ele fosse embora, ele entendia pelo olhar dela, mas não sairia de lá sem ela, Já estava decidido. __ Repita. Pediu o chefe, porque queria usar Tomás como exemplo, para que jamais alguém ousasse a desafia-lo novamente. __ Mandei soltar o braço dela, pra que não tenha problemas. __ Problemas? Eu? O chefe sorriu audacioso, e m*l sabia ele que estava sorrindo para a morte em pessoa. __ Senhor, posso explicar, ele... __ Cala a boca sua vadiä. O chefe deu um empurrão em Romana, que se desequilibrou por conta dos saltos. Ela queria revidar? Sim, mas se revidasse, colocaria de uma vez por todas seu plano a perder. Mas Tomás não sabia de plano nenhum, e partiu pra cima do homem. Romana Entrou na frente como barreira. __ Parem, deixa eu falar, esse homem a sua frente, é meu marido. Mentiu Romana. Ela dizia olhando nos olhos do chefe. __ Marido? Tomás e o homem falaram juntos. __ Ele está descontrolado, não aceita o fim do relacionamento, me dê um segundo somente. Romana caminhou em direção a Tomás e pegou no rosto dele, com as duas mãos, olhando fixamente nos olhos dele. __ Amor, vai pra casa antes que aconteça o pior, é só você virar a esquerda. Ela estava se odiando por fazer aquilo, dia vontade era deixar Tomás ali para morrer, afinal ele tinha estragado uma missão, mas alguma coisa lhes dizia que eles deveriam sair juntos. Ela detestava sexto sentido, mas estava seguindo naquele exato momento. Ela fez sinal com os Olhos. __ Esquerda? Tomás perguntou, não conseguia entender o enigma por nome Romana. __ É amor, a esquerda. Felizmente Tomás entendeu, o que salvou a vida deles dois. Romana atirou acertando Rômulo e foi o tempo de Tomás pegar sua arma com agilidade, atirando no chefe. Iniciou- se um tiroteio. Ramona puxou Tomás para um quarto, tinha um casal Transad0. __ Uouuu, vai desculpando aí pessoal. Disse Tomás, em tom divertido, enquanto Romana engatilhava a arma dela. __ Melhor vocês procurarem outro lugar, acho que a bala vai comer por aqui. Começaram a dar tiros na porta do quarto. O casal correria para o banheiro, mas Romana matou o homem antes. Sex0 por obrigação, era estrup0 e Romana não perduava. Tomás não fazia ideia do que estava acontecendo ali, mas não disse nada a Romana. __ Se veste garota e se esconde. Romana exigiu a garota. __ Você tem munição? Romana perguntou a Tomás que verificou a arma. __ Suficiente para derrubar somente quatro. __ Vamos ter que pular a janela então. Eles olharam a altura. __ Tá maluca? __ Quer ficar e morrer? Se quiser, fique à vontade. __ Pensando bem, acho que não é tão m*l assim pular essa janela. __ Boa escolha. Romana analisava por onde pular. __ Os lençóis. __ Não da tempo, vem comigo. Ela abraçou Tomás e pulou o puxando. Caíram na varanda de outro quarto, que tinha outro casal, mas não transand0 porque os tiros tomaram de conta do ambiente. __ No próximo andar, tem um quarto que dá acesso a uma rua. __ Meu carro está logo na entrada. __ Eles devem estar te aguardando lá com dose de whisky e quem sabe um charuto. Romana era irônica. Ela atirou contra o homem e fez sinal pra menina não gritar. __ Se veste garota, daqui a pouco isso aqui está lotado de policiais e vocês vão voltar pra casa. A moça quis retribuir o favor. __ Ele tem uma arma. Tomás pegou a arma do homem morto. __ Está carregada. Ele avisou a Romana. __ Então temos mais uma chance de não sairmos pelo esgoto, Tomás Grilmadi. __ Eu não ia sair pelo esgoto. __ Ah, ia sim, e ainda não está livre. Eles pularam novamente, só que dessa vez, com Tomás a puxando para ele e grudado na cintura dela. __ Se você grudar na minha cintura mais uma vez assim, eu dou um tiro em você. __ Não vai dar não, não temos bala o suficiente e você gostou. __ o que te salva é que não temos bala. Eles conseguiram sair em meio a confusão de meninas e homens que fugiam ao mesmo tempo, mas não antes de Tomás vestir um roupão em Romana.
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