Espartilho

1090 Palavras
Romana e Tomás caminhavam a passos largos pela rua. __ Diminua as passadas Tomás, só suspeitos andam rápidos. __ E não somos? __ Cala a boca. Ele gostou de seu nome Sendo pronunciado por ela. Ela diminuiu as passadas e Tomás também. Romana pegou na mão dele, e ele sabia qual era a intenção exata dela. Apenas usá-lo e ele pouco estava se importando com isso, queria mesmo era ter utilidade na vida dela. Caminharam por alguns minutos como casal de mãos dadas. __ Droga. Disse Romana. __ O que foi? __ me beija. __ Quê? __Tá surdo caramba? Me beije logo. Tomás enfiou a enorme mão por baixo dos cabelos de Romana. Ele olhou dentro dos olhos dela e Romana se esqueceu por alguns segundos que estavam em uma fuga, que dependia tanto da liberdade deles, se fossem legais estariam encrencados, tudo deveria está gritando perigo, mas foi substituído por vontade e ela se perdeu na intensidade dos olhos de Tomás. Os lábios de Romana foram tocados com delicadeza, mas o beijo se aprofundou. Eles ouviram buzinas, ela saiu do transe que estava, e se lembrou da importância de se livrarem de tamanha encenada, tinham deixado uma bagunça para trás. Romana sabia exatamente quem era, mas fingiu não ver e muito menos ouvir. Era a polícia. Ela interrompeu o beijo pra fingir morder o pescoço dele, quando só queria passar um recadinho a Tomás. __ Desce a mão na minha bundä. Tomás sorriu descendo a mão e apertando a bundä durinha e redondinha dela. __ Delícia. __ Cretino. Mais buzinadas próximo a eles que estavam em uma calçada. Ela e Tomás se viraram juntos. __ Estamos procurando por um casal. Disse o policial que conduzia a viatura. __ Como podemos ajudá-los? Tomás quem perguntou. O policial abriu a porta do carro e desceu, abrindo a porta do banco de trás. Romana apertou a mão de Tomás quando viu quem estava sentada logo no banco de trás, junto a uma policial feminina. Era uma das jovens do bordel, bem a moça que Romana tinha mandado se vestir que o socorro estava chegando. __ Tivemos um tiroteio no bordel, quatro homens foram mortos e tem mais cinco baleados, segundo os presentes, foi um casal que os matou, desculpe mais achei estranho a sua esposa vestida de roupão no meio da rua. Romana interveio, não sabia se Tomás se sairia bem. __ Somos amantes, mas estamos apaixonados, meu marido quase nos pegou em flagrante, talvez isso explique o roupão, mas sobre a sua pergunta, será se a mocinha que está no carro não conseguiria identificar o casal? Romana olhava pra jovem assustada sentada no banco, ela não podia fazer nenhum gesto porque os olhos estavam voltados exclusivamente a sua pessoa. __ Boa ideia querida. Disse Tomás dando um sorriso e beijando os lábios de Romana em um selinho. __ Aproveitador. Ela disse baixinho. A policial tirou os olhos de Romana, se voltando para a jovem que estava logo ao lado. __ Conseguiria reconhecer o casal? __ Sim, mas não é eles, eu me lembro bem do rosto. A menina mentiu, estava retribuindo o favor da liberdade que Romana havia lhes dado, ela tinha família, embora de outra cidade, que pensavam que ela estava morta, e agora poderia recomeçar sua vida do zero. Romana ficou aliviada, mas sem expressar emoção. __ Esse bordel que estão falando é o mesmo que obriga as adolescentes a se prostituir£m? __ Estamos em investigação sigilosa. __ É esse mesmo, inclusive minhas amigas ficaram para trás, algumas estão machucadas, enquanto estou aqui como suspeita, e os verdadeiros bandid0s fugindo a essa hora. Disse a jovem indignada, chamando atenção da polícia feminina que pareceu se solidarizar e ficar enraivada com o colega de trabalho. __ Estão liberados, mas procurem outro lugar para viver a paixão de vocês. O policial não perdeu tempo e deixou sua reclamação, partindo Dali. __ Que merda foi aquilo? Romana perguntou irritada a Tomás, assim que os policiais saíram. __ O que foi que eu fiz? além do beijão que te dei. __ Quem é a criatura que chama uma mulher de querida? Tomás passou a mão pelo rosto, teve vontade de sorrir, ele tinha um filme para narrar ao lado de Romana em poucas horas de convivência e ela estava brava por causa de ter sido chamada de Querida. __ Meu pai chama minha mãe de querida. __ São casados? __ Sim, a muitos anos e vivem muito bem. __ Isso explica muita coisa porque desconheço amante sendo chamada de querida. Ela começou a caminhar e ele a seguiu. __ Ao menos gostou do beijo? Ele perguntou todo convencido porque também percebeu que ela estava entregue. __ Horrível. __ Horrível? que Mentirosa você Carlita. Romana olhou pra ele adequando uma sobrancelha. __ Ou seria Cassandra? __ Sem nomes tá legal?! __ Não é justo, eu te livrei de uma enrascada e você sabe meu nome. __ Você não tem idéia da enrascada que me colocou Tomás Grilmadi, nem imagina o tamanho da merda que fez. __ Tinha um plano? __ Completo, plano de meses você destruiu em minutos. Ela aumentou as passadas. __ Tem um telefone? __ Sim. Ela esticou a mão para receber. Romana ligou para Jasmine, mas quem atendeu foi Raoni, ela perguntou se poderia passar alguns minutos em um dos hotéis da família Bessa e óbvio que Raoni autorizou, porque não sabia onde Carlita estava metida, mas sabia o mais importante, ela havia protegido Jasmine e era alguém de confiança. __ Vamos para um hotel que fica perto daqui. Romana avisou a Tomás assim que desligou o celular e devolveu a ele. __ Já? Ele sorriu. __ Não estou acostumado com tudo tão rápido assim, mas se tá bom pra você, pra mim tá ótimo. Romana fechou os olhos e coçou os cabelos. __ Não está achando que estamos indo t*****r em um hotel né Tomás? __ Não? __ Meu Deus, ele está achando, me dê paciência Senhor. Romana pegou nos fortes e musculosos ombros de Tomás. __ Criatura, ainda estamos fugindo, tem sangue nessa merda de espartilho que está me apertando feito uma condenada, preciso me livarra dessa merda. __ Posso te ajudar. __ A fazer o quê? __ A se livrar do espartilho uai. __ Eu vou dar um tiro em você. __ Sabe Cassandra, gostei de você, as mulheres dizem que vão dar tapas, você ameaça logo dar um tiro. Tomás estava adorando ficar com ela, só ainda não sabia o nome daquela mulher misteriosa e m*l humorada.
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