Literalmente Montada

1365 Palavras
Romana e Tomás entraram em um dos hotéis dos Bessa, eles tinham uma rede de hotéis espalhados por toda a cidade, inclusive no exterior. __ Olá, sou Carlita. A atendente entregou uma chave. __ O senhor Raoni ligou avisando que vocês viriam, vejo que não tem bagagem, mesmo assim quer que alguém os acompanhe até o quarto doze? Romana tinha passado a localização para Raoni de onde estava e ele instruiu o hotel mais próximo, ligando para avisar da chegada e que não era pra deixar faltar nada e tudo seria por conta da casa. __ Não precisa. __ Sua encomenda está aqui. Era uma roupa se camareira, também pedido de Romana a Raoni. obrigada. __ Nós que agradecemos. Tomás e Carlita subiram para o quarto indicado. __ Então seu nome é Carlita mesmo? Ele estava curioso para saber o nome dela, mas ela exalava mistério. __ Sem Nomes, assim você estará seguro. __ Mais uma vez confessando que se preocupa comigo. __ Quando eu digo que vou te dar um tiro, você parece não acreditar. __ Adoro um perigo e quero saber seu nome. Romana pegou um roupão limpo do hotel. __ Vou tomar um banho e... Tomás já estava desabotoando a camisa. __ que isso? tá fazendo o quê? __ Não foi um convite? Ele sabia perfeitamente que não tinha sido um convite, mas queria provocá-la, vai que colasse. __ Claro que não foi, eu tomo banho primeiro, vou fazer uma ligação e alguém vem aqui me trazer uma peça de roupa, mas não vou pedir para você, não sei exatamente em quem confiar, por vias das dúvidas é melhor não arriscar, pode ser que isso coloque sua segurança em risco. __ Então se preocupa comigo? tô dizendo. Ele sorria e ela estava com o m*l humor ainda pior. Mas Romana vacilou com o sorriso dele, teve vontade de esbofetar a própria cara por acha-lo tão bonito. __ Claro que...que não né, porque me preocuparia com você? __ Me salvou mais cedo. __ Mas já estou arrependida. __ Quem vem pegar você? __ Tomás, quanto menos saber de mim, melhor pra você, já te falei isso. __ Só tem um problema? __ Qual? __ Eu quero saber tudo de você. __ É rico né Tomás? __ Porque a pergunta? Seria ela uma interesseira? Pensou ele, porque se fosse, ele continuaria tendo interesse, ainda assim. __ Só responde, não seja m*l educado, te fiz uma pergunta e você deve responder, não fazer outra pergunta. __ Que mulher mandona. __ Tomás... sua sorte é que estou economizando minhas últimas duas balas, não vou desperdiçar tão fácil assim. __ E ainda atira, meu Deus, eu não merecia tanto. __ Responda, é Rico? __ Tá legal, respondendo sua pergunta, eu tenho suficiente pra viver confortável. Mentira, ele era podre de rico e Romana imaginava pela quantia de dinheiro que entrava no caixa do orfanato todos os meses dos Grilmadi. __ Ótimo, vai encontrar um clube de mulheres que querem viver confortavelmente, mas essa não sou eu, não estou disponível, não tenho interesse e muito menos paciência pra brincar de príncipe e princesa, então fique longe e repito, quanto menos saber de mim, mais seguro estará. Romana foi tomar banho, mas não antes de avisar a Tomás que se ele chegasse perto daquela porta de banheiro, ela atiraria sem pensar duas vezes. Ela saiu do banho vestida em um roupão e cabelos molhados. Tomás se assustou com a beleza dela, ela era ainda mais linda sem maquiagem. A primeira vez que Tomás se encantou por ela, Romana dançava em um pole dance, ele nunca tinha visto tanta perfeição em toda sua vida. Tomás Grilmadi voltou no bordel outras vezes para vê-la dançando e quase teve um colapso quando se deparou com ela no convento, o que o confundiu, foi a mantilha que cobria os cabelos, mas ele poderia jurar que era ela, pelos olhos, lábios carnudos, nariz pontudo e tantas outras qualidades. Tomás sentia que as coisas para o lado dele só piorava, porque Romana em ação com uma arma na mão, era fora de série, mas ela de roupão e cabelos molhados, era algo indefinido, ele precisava criar uma palavra para definir tamanha perfeição daquela mulher. __ Preciso me livrar do espartilho, está com sangue, deixa eu ver se encontro uma sacolinha. Ela começou abrir as gavetas do móvel que tinha no quarto luxuoso em que estavam, até encontrar uma com logomarca dos Bessa e colocar o espartilho dentro. __ Não vou tomar banho. Ele não tomaria porque tomou banho antes de sair de casa e também não tinha uma roupa limpa pra usar. Romana fez sinal de silêncio pra Tomás, enquanto discava um número no telefone fixo do hotel. __ Sou eu. Ela disse e Tomás não conseguia ouvir o que a pessoa do outro lado da linha falava, embora ele estivesse muito curioso para saber quem era. __ Eu sei, mas preciso sair daqui, não posso voltar ao convento. Mais alguns segundos e Romana encerrou a ligação com ok. __ Parece que tem problemas. __ Talvez, escute Tomás, vou me vestir e saímos pelos fundos. __ Já? __ Não podemos nos demorar aqui. __ Como vamos conseguir sair daqui? __ Uma planta desse hotel foi enviada no seu número de telefone, tem as saídas e entradas, será algo fácil sair. Raoni tinha enviado a pedido dela e o bom, que sem fazer perguntas. __ Tudo bem. Romana fez sinal com o dedo girando. __ Que foi? Tomás não era nada lerdo, mas ele fingia ser, foi tamanha astúcia que o fez fugir dos homens de Klaus, sem ser notado e percebido. __ se vire Tomás, vou me trocar. Ele se Virou, mas por sorte ou desgraça, tinha um espelho na frente de Tomás, o que fazia com que ele visse Romana inteirinha. Romana também se virou de costas, ela deixou o roupão cair e Tomás a viu de costas. Ele quase teve mil minis infartos com a visão da bundä dela. Foi inevitável e muito mais forte que ele, não resistiu e espiou sím pelo espelho. Nunca tinha visto um bumbum tão lindo como o dela. Romana vestiu um uniforme de camareira que era um vestido e que ficou bem curto nela, devido ela ser alta e provavelmente a peça era pra uma mulher de estatura mais baixa que ela. Quando ela se virou, percebeu que Tomás havia espiado. __ Não acredito que você olhou, eu não acredito. __ Eu não olhei, não vi sua bundå perfeita. Ele se entregou porque estava zonzo da magnífica visão que havia tido. __ Seu infeliz. __ A culpa é do espelho, eu juro que não tive intenção, mas aconteceu. Ela avançou em Tomás e ele precisou ser rápido, mas também não podia machucá-la para se defender dos ataques. Caíram os dois na cama, com Romana por cima dele de tapas e os tapas doíam de verdade, ela não alisava na mão. __ Espere, espere, espere Carlita, espere por favor. Ele tinha as mãos defendendo o rosto. __ É só uma pergunta e depois você pode continuar seu massacr£ sem interrupções, eu serei esmagado sem reclamar. Ela parou. __ Que merda é? Que dia péssimo esse, nem bater em paz eu posso. __ é só uma pergunta, só umazinha. __ Faça logo. Ela continuava literalmente montada em cima de Tomás. __ Pelo amor de Deus, Cassandra ou Carlita, seja lá quem você é, me diga que está de calcinha, por tudo quanto é santo, porque juro que tudo me diz que você não está. Bingo, ela realmente não estava. Ela havia recebido uma peça de roupa e não roupas íntimas. Carlita Saiu rapidamente de cima de Tomás, na hora da raiva, havia se esquecido desse detalhe. Ela passou as mãos nos próprios cabelos, ajeitando, tinha ficado desconcertada ao ser lembrada que estava em cima dele, sem calcinha. __ Eu não mandei você sair, só... __ Cala a boca, nunca implorei nada a ninguém, mas se preciso te imploro pra que você cale a boca. __ Eu fico mudo se você quiser, se você me responder uma última coisa. __ Fala Tomás. __ Seu nome, eu quero saber seu nome.
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