— Victor... — tentei falar, mas as palavras não saíam. Ele se aproximava, e quanto mais perto ele chegava, menos controle eu sentia sobre o que estava prestes a acontecer. Ele se sentou na beirada da cama, o olhar intenso. Seus olhos desceram para o baby doll, e um sorriso apareceu no canto de sua boca. — Você fica linda assim. Eu corei. O tecido fino me fazia sentir exposta, e ele sabia disso. Seu olhar parecia me despir ainda mais, e eu não conseguia decidir se queria mandá-lo embora ou puxá-lo para perto. — Victor, isso não é... — Eu tentei protestar, mas ele me interrompeu. — Não vou a lugar nenhum, Vitória. — Sua voz era baixa, firme. — A gente tem muita coisa inacabada entre nós, você sabe disso. Eu tentei desviar o olhar, mas ele já estava se aproximando. Seus dedos tocaram de

