Capítulo 42

1025 Palavras

Finalmente em casa, a sensação de familiaridade era amarga. Cada objeto na sala parecia um lembrete c***l do que havia perdido. Desde que vim para cá, só tinha que lidar com a dor das perdas. Primeiro os meus pais, depois os meus irmãos e depois um filho. Mesmo não sabendo dele, ainda doeu em mim como o inferno saber que o perdi. Sei que não tenho tanta estrutura, mas a sensação de culpa me corrói. Se eu não tivesse reagido... Puxei o telefone e liguei para Coringa, minha mão tremendo enquanto o fazia. A espera foi agonizante, mas quando ele atendeu, a voz dele me pareceu distante, como se ele já soubesse o que eu estava prestes a dizer. — Alô? — A voz dele estava tensa, e eu sabia que ele estava tão ansioso quanto eu. — Coringa, é Vitória. Eu preciso falar com você. — Minha voz so

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