Matheus (Bala) A sala tava um caos. Fabrício largado no chão como se tivesse corrido uma maratona, o Bruno pulando de um lado pro outro com uma fralda de pano amarrada como capa, gritando que era o rei da casa. E o Coringa… o Coringa sorrindo daquele jeito que ele tenta disfarçar, mas a gente sabe que é de verdade. — “Faxineiro virou babá. Eu não aguento essa vida, não!” — Fabrício reclamava, todo suado. — “Esse moleque tem mais energia que a boca funcionando em dia de baile.” Coringa nem respondeu. Só levantou o copo como quem diz “bem-vindo ao lar, o****o”. Eu encarei a cozinha. Ela tava ali. Priscila. Com o cabelo preso de qualquer jeito, camiseta larga e a mão mexendo alguma coisa na panela. Tão simples. Tão real. Tão… casa. Olhei pro Coringa. Ele nem falou. Só fez um movimento

