capítulo 31

1465 Palavras

Fiquei olhando pra ele, calado. O silêncio entre nós não era paz. Era o tipo de silêncio que precede tiro. — “Tu quer ir lá?” — minha voz saiu seca, carregada. — “Vamos, porra.” Dei um passo à frente, encarando firme. — “Vamos agora. Eu boto terno de novo, arrumo essa cara, entro no coquetel, finjo ser CEO de merda... e no meio do champanhe, eu meto bala no juiz. No meio da testa. Com o nome do filho que ele jogou fora cravado no gatilho.” Me aproximei mais, os olhos queimando direto nos dele. — “A gente acaba com essa farsa toda hoje, Bala. Sem discurso. Sem perdão. Sem novela.” Ele arregalou os olhos, respirando pesado. — “Não.” — “Não?” — soltei, entredentes. — “Agora cê vai amarelar?” — “Não é isso.” — “Então o que é, c*****o?!” Ele firmou o pé no chão, o rosto carregado de

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