Me levantei, sacudindo a calça, a arma pesando na cintura como promessa. — “Tem alguém querendo abrir o bico sobre o morro.” — falei, olhando direto pra Tatu. — “Cês acham que eu não vejo, mas eu sinto.” Ele ficou em silêncio, tenso. O riso de antes já tinha sumido. — “Tem n**o querendo bancar o informante. Passar fita pra polícia, pra político, pra juiz… achando que vai sair vivo dessa.” Dei um passo à frente, devagar, até ficar cara a cara com ele. — “Descobre quem é. Escuta a rua, puxa fio, olha nos olhos. O primeiro que gaguejar, tu me chama.” Parei. A voz desceu um tom. — “Tô doido pra torturar alguém, Tatu.” Soltei a fumaça no rosto dele. — “Quero sangue no chão da laje. Quero grito. Quero confissão na marra.” Ele engoliu seco, assentiu. — “Pode deixar, Coringa. Se tiver t

