Voltei pra sala no silêncio que só quem aprendeu a sobreviver sabe fazer. As botas batiam firmes no chão, mas o resto… era sombra. Presença muda. A p***a do Coringa na essência. Parei no corredor quando ouvi a voz da Priscila, baixa, doce, passando a mão no cabelo do Fabrício como se ele fosse mesmo o caçula da casa. — “Fica tranquilo, Fabrício. Eu cuido de você também.” Ele soltou um “fechou” preguiçoso, rindo contra a perna dela, como se tivesse ganhado na loteria. E eu só fiquei ali, de canto, ouvindo tudo calado. O peito cheio de uma coisa que eu nem sei se era paz ou medo de perder isso um dia. Ela levantou, avisou que ia fazer café. Eu entrei. Me joguei no sofá ao lado do Fabrício, que nem disfarçou o baque ao ver o moletom preto, a arma presa na cintura, e o olhar já sem nenhu

