capítulo 28

1140 Palavras

Ramon A porta se abriu devagar, e os passos leves denunciaram antes da voz suave. — “Desculpa... ele saiu correndo do quarto.” Priscila apareceu ali, no batente, com o moletom amassado e o cabelo preso de qualquer jeito. Tava com aquele olhar de quem não sabe se pede desculpa ou licença. Bruno no meu colo se encolheu ainda mais, os braços rodeando meu pescoço. — “Tá tudo bem.” — falei, encarando ela com aquele tom que só uso quando é com ela. Mais baixo. Mais seguro. — “Acho que ele sentiu que eu tava aqui.” Ela sorriu de canto, meio tímida, meio aliviada. — “A febre passou?” — perguntou, se aproximando. — “Tá mais frio. Mas o coração dele… parece que sossegou.” Ela encostou de leve na cabeceira do sofá, o olhar preso no filho. Depois virou pra mim. — “Ramon… eu sei que você tá

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