Por trás das lendas

3577 Palavras
Pov Camila Cabello O resto da semana tinha passado rápido, depois daquele episódio dos Jauregui atrapalhando meu lanchinho, não falei mais uma palavra com eles. Ally bem que tentou falar comigo, mas a ignorei. Eu posso amá-la muito, porém esses vampiros tem muito que aprender e se eu voltasse a falar rapidamente com eles, talvez desconfiassem que eu não estava falando sério. Desse jeito eles voltariam ao início, como se nada tivesse acontecido e continuaram a agir como idiotas. Depois desse fim de semana eu volto a falar com eles, dará tempo suficiente para refletirem. Agora eu estava sentada no galho de uma árvore apoiando as costas no tronco da mesma esperando Sofia terminar de se alimentar, minha filha adorava que eu viesse nas caçadas com ela, mesmo que eu não cace animais eu sempre espero ela saciar sua sede, quando ela voltar a se alimentar normalmente poderá acompanhar-me. Ela estava quase a um quilômetro de mim. Eu podia ouvi-la drenar o sangue de um puma que tinha acabado de caçá-lo. Fiz careta de desgosto, o cheiro era repugnante comparado com o cheiro de sangue humano, mas ela tinha que se alimentar já que ainda era de madrugada e estava quase amanhecendo, nessa noite iriamos para La Push e contar uma parte das lendas para os lobos Quileute. Aproveitei que não estava fazendo nada, então resolvi ligar para meu amigo. No segundo toque ele atendeu o celular. – Alô? – Ouvi sua voz. – Machine, como está? – Perguntei por educação. – Mila! Que ótimo ouvi-la novamente. Estou bem e você? – Sua voz soava tranquilo. – Tudo certo, quero saber como está indo as coisas. – Eu fui direto ao assunto. – Está tudo como planejado. Eu encontrei “coincidentemente” um dos capangas de Riley, ele veio falar comigo e me fingindo não saber nada consegui driblá-lo e fiz com que ele me convidasse para entrar no seu suposto “clã”. – Perfeito! Quero que você me informe tudo o que for descobrir assim que fizer parte deles, quero saber cada passo que eles derem. Qualquer problema me avise. – Claro, Srta. Cabello. – Falou com um tom de diversão. – Que tal eu ganhar um presentinho especial depois que eu te dar as informações? – Ele soou com a voz sexy. Machine realmente não tinha jeito. Ele é um vampiro que mesmo não sendo parte da minha família, valorizo muito sua amizade, sei que posso confiar nele e mesmo com suas gracinhas para cima de mim para apenas me provocar ele sempre faz o que eu peço, mas ele sabia que não passava mais do que uma amizade e não se importava que não acontecesse nada a mais entre nós. – Você verá o presentinho que vou te dar. Até logo Machine. – Falei me fingindo irritada, consegui ainda ouvir sua gargalhada antes de desligar o celular. Sorri pensativa. Definitivamente eu adorava Machine, ele era muito engraçado e fazia tudo por mim, nossa amizade cresceu ao longo dos séculos e se eu precisava de um favor ele fazia para mim sem pensar duas vezes, isso valia o mesmo para mim. Machine tinha um espirito aventureiro adorava desafios assim como eu, então quando uma nova aposta surgia entre nós era uma zona. Ainda bem que eu o considero meu amigo, se não já teria o agarrado faz tempo para depois dispensá-lo, não que exatamente isso já não tenha acontecido, mas por causa de um desses desafios tivemos uma única noite juntos e obviamente foi uma vitória minha. Eu pensei que talvez nesse desafio tivéssemos ido longe demais, as coisas entre nós mudaria e por fim eu acabaria perdendo sua amizade, mas não foi o que aconteceu, ele soube perfeitamente diferenciar, digamos, que essa transa casual do que um relacionamento envolvendo sentimentos. Às vezes ele insistia nesse assunto para ter uma revanche, mas não fiquei afim já estava provado que ganhei. Escutei Sofi se aproximando e me virei em sua direção. Era incrível que desde a última vez que a acompanhei numa dessas caçadas, já tinha aprendido a se alimentar de um animal sem se sujar ou rasgar uma roupa. No começo eu lembro que ela surtou quando um urso destruiu uma roupa nova que amava, depois disso passou a usar roupas simples nas caçadas. – Pronta, filha? – Perguntei assim que ela pulou no galho se sentando em minha frente só que de lado. – Sim, era impressão minha ou você estava conversando com alguém? – Me olhou curiosa provavelmente ela não prestou atenção na minha conversa porque estava se alimentando. Pulei do galho pousando suavemente no chão. Ela fez o mesmo e me acompanhou na corrida para casa. – Eu estava falando com Machine. – Oh... Que saudades dele. – Vi seus olhos brilharem. – Faz tanto tempo que não o vejo. Por que não me esperou para que eu pudesse falar com ele? – Eu falei rápido com ele. Logo eu falarei com ele de novo. – Dei de ombros. Ela ficou em silencio por alguns segundos antes de me encarar. – Vai falar com ele de novo? – Perguntou desconfiada. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa ela parou abruptamente. Parei um pouco mais a frente. – Qual serviço que ele está fazendo para você? Encarei-a tentando entender sua atitude. – Ele está fazendo uma investigação para mim. – Falei calma. Ela estava ficando nervosa. – Ele está investigando sobre o Riley? – Ah então era por isso que ela estava irritada, só porque ela queria tanto investigar e eu no fim dei esse assunto para Machine descobrir pra mim. – Sim, é exatamente isso. – Tenho que manter o tom de voz seguro e sério, para ela não começar a fazer birra como quase sempre faz. – Mas mamãe, era nós que iriamos resolver isso. – Ela bufou indignada. – Falou certo: era, não é mais! Eu pensei melhor e nós acabamos de nos mudar para cá seria muito r**m se saíssemos agora daqui. – Nós duas sabemos que não é por esse motivo. Suspirei. – Tem razão, você sabe que o motivo é por causa da sua segurança. – Ela ia protestar, mas continuei agora com a voz um pouco mais de autoridade. – Não adianta retrucar porque não vou mudar minha opinião se por acaso eu pessoalmente tiver que me envolver, eu te aviso e chegaremos a um acordo. Ela bufou e revirou os olhos. Me pus a correr e ela me seguiu carrancuda. – Eu falei com Machine e ele fez questão de investigar sobre Riley. – Tem vezes que ele parece mais um capanga do que um amigo fazendo todas as suas vontades... Quando eu vê-lo vou dar uma boa surra naquele bastardo. Ela ainda ficou mais um tempo dizendo varias formas de acabar com Machine, e eu apenas sorria. Era engraçado vê-la ficar brava com ele, já que o adorava tanto quanto eu. O restante do dia passou tranquilo eu fiquei o dia inteiro em casa com Sofi. Resolvi não sair já que a noite teria que ir a La Push. Vesti um agasalho de frio e calça jeans, acho que mesmo assim estava vestida bem demais para uma fogueira, mas não me importei pelo menos essas roupas cobriam todo meu corpo. Sentei-me no sofá esperando minha filha terminar de se arrumar. – Acho que os Jauregui não estão muito felizes por nós podermos pisar na terra dos Quileutes e não eles. – Ela falou quando apareceu na entrada da sala. – Bom, se tiverem ou não felizes eu não tenho culpa. Não somos nós que temos um tratado com os Quileutes. – Minha filha havia me explicado que na primeira vez que viu os Jauregui, eles explicaram a ela sobre o tratado que tinham com os lobos. A questão é que não fazíamos parte da sua família então às mesmas regras não valiam para nós. Me levantei indo em direção ao carro. – Falando sobre eles, eu não acredito até agora que eles acreditaram que você estava furiosa com eles. – Ela riu se lembrando da cara de medo deles no dia que eles atrapalharam minha refeição, ri junto não pude evitar. – Lógico, foi à única maneira que encontrei para adiar suas perguntas sobre o que fiz com aquele garoto. – Entramos no carro e sai seguindo para La Push. Eu não estava afim de dizer que apaguei as memórias do garoto e implantei outras no lugar. – Foi muito engraçado vê-los todos temerosos. Você fingiu muito bem, porém mais cedo ou mais tarde eles vão questionar sobre seu dom. – Eu sei, direi a eles quando for oportuno. Naquele momento eu fiquei um pouco irritada por interromperem minha refeição, então estava de saco cheio e sem paciência para ficar discutindo com eles. – Sem falar que você também aproveitou para falar umas boas verdades para eles. Duas tacadas em uma. – Concluiu. Acenei concordando com ela. Assim que estávamos próximos a La Push já consegui sentir o cheiro dos lobos. Quando estava adentrando o território deles, vi Shawn encostado no seu carro esperando por nós, parei o carro ao seu lado e abaixei o vidro. – Eu não tinha comentado antes Mila, mas que carrão, hein. – Ele olhou para o carro maravilhado. – Tenho certeza que sim, eu amo meu bebê. – Passei a mão no painel do carro. – Ótimo! Eu fui trocada por um carro. – Sofi fez birra. Revirei os olhos talvez eu pense em trocá-la por ele mesmo. Assim que Shawn escutou a voz de Sofi parou de encarar meu carro e a olhou. Um sorriso alargou-se em seu rosto, minha filha olhava para frente tentando ignorar inutilmente a presença dele. – Que bom que veio, Sofi. – Falou abobalhado. – É. – Foi só o que ela murmurou. Ele abaixou a cabeça e seu olhar ficou arrasado. Eu imagino o que ele deve estar passando e não deve ser nenhum pouco bom, mas eu sabia que tudo iria se resolver mais cedo ou mais tarde. Quem sabe eu não posso dar um empurrãozinho. – Então Shawn você nos guiará até lá? – Perguntei no momento não estava afim de ficar vendo esse drama. – Sim, nós vamos até minha casa primeiro para você deixar seu carro lá. – Ele saiu e entrou no seu carro. Observei e seu carro comparado com o meu era uma judiação. Não devia mais existir carros antigos assim, faz uma destruição para a camada de ozônio com toda a poluição que saí da fumaça de um desses aí. Fui seguindo o caminho atrás de Shawn. – Sabe, você não precisa ignorá-lo assim. – Comentei prestando atenção no carro de Shawn. – Eu não estou ignorando... Eu só não tinha nada para falar. Ri. Ela não consegue nem mentir para si mesmo. – Sabe, vocês não precisam conversar em certos momentos demonstração é melhor que palavras. – Falei inocentemente. Ela me encarou estreitando os olhos. Eu virei meu rosto para olhá-la e sorri maliciosa. – Oh, meu Deus mamãe, você está tão maliciosa nos últimos dias, ficou me enchendo o saco o tempo todo depois da última vez que vimos ele. – Ela falava séria. – Vamos filha, por que não dá uma chance para ele? Ele fará tudo por você se é que ainda não percebeu. – Vi Shawn parando o carro em frente a uma casa e estacionei ao lado dele. Antes de sair olhei-a. – Só porque sofreu uma vez não quer dizer que acontecerá de novo, pelo menos não com Shawn. Ele é um bom rapaz e apoio qual for sua decisão. Sofi quando humana teve uma grande paixão por um garoto errado que partiu seu coração. Aquele maldito, seus ossos já devem até desintegrados. – Sem cabeça rolando pelo chão? Sorri me fazendo de inocente com sua pergunta. Os vampiros que ela se envolveu e não valiam nada eu os decapitei, pois mereceram, nunca tive culpa. Isso inclui o humano pelo qual se apaixonou perdidamente. Nem mesmo o sangue dele prestava. – Sem cabeças rolando! Saí do carro me segurando para não rir e Sofi logo em seguida saiu. Parei para observar a casa de Shawn. Era bem simples e pequena, mas dava para perceber que era um verdadeiro lar. Olhei os detalhes dela, já não era mais nova tinha algumas falhas de tinta, mas ainda assim parecia aconchegante aquele tipo de casa que diz “sempre cabe mais um”. Escutei Shawn pigarrear, olhei-o e ele parecia meio constrangido. – Aqui é onde eu moro com meu pai é... Simples, mas por favor entrem. Eu só vou apenas trocar de roupa. Assenti e eu com Sofi entramos na casa. Nós esperamos na sala enquanto Shawn foi trocar de roupa. Fui caminhando olhando o ambiente, era simples mesmo, alguns móveis velhos, mas também tinha algumas coisas indígenas que pela sua tonalidade e estrutura devem ter sido passados de geração a geração. Sofi estava sentada no sofá e olhava a sua volta várias vezes com olhos curiosos e outras com caretas. Eu realmente gostei daqui, apesar de estar acostumada com a riqueza por toda a minha eternidade. Agora, olhando para essa casa me fez lembrar de flashes da minha vida humana praticamente quase inexiste em minhas memórias, mas que me relembrou a minha casa com momentos bons e ruins. Me senti triste pela primeira vez depois de anos de milênios por saudade da minha vida humana. – Mamãe, está tudo bem? – Nem tinha reparado que Sofi estava ao meu lado me observando tristemente. No momento que encarei seus olhos no milésimo de segundo seguinte que a tristeza apareceu surpreendendo-me sumiu tão rápido quanto, então voltei ao meu sentimento frio e vazio não aceitando essas memórias voltarem. – Está. – Falei friamente e me afastei da minha filha, eu sabia que ela não tinha nada haver com esse meu sentimento, mas se eu compartilhasse me faria pensar em coisas que simplesmente apaguei da minha memória há muito tempo atrás. Desviei meu olhar dela quando vi Shawn em silêncio observando nós duas, mas por incrível que pareça estava mais olhando para mim do que para Sofi como se quisesse me entender. Me senti desconfortável com seu olhar, mas não demonstrei e mantive meu semblante vazio e meu sentimento frio. – Vamos? – Não esperei suas respostas e saí caminhando firme para fora da casa e não ousei olhá-la de novo. Passou alguns segundos e os dois saíram. – Daqui vamos a pé, mas antes Mila o sábio pediu para que você o encontrasse antes de irmos para a fogueira, depois ele vai nos acompanhar até lá. – Ele me olhava ainda me estudando, mas eu não olhei em seus olhos. – Tudo bem para você? – Sim. – Murmurei. Fui seguindo-o até a casa do velho. Eu apostava que Shawn estava com pensamentos martelando em sua cabeça, mas não me abriria para ele. Ele podia ser um bom garoto, porém não quero falar sobre esse assunto com ninguém. Continuei caminhando e pensei sobre os Quileutes e suas histórias, sim eu conhecia algumas coisas, pelo menos o principal das lendas. Um pensamento me chamou atenção achei estranho só ter Shawn com a gente desde quando chegamos, não é de costume os outros do seu bando não estar aqui, deixando-o sozinho com vampiros mesmo o velho ter mandado me chamar. Shawn antes de entrar na casa pediu para que nós esperássemos do lado de fora. Levou só um tempo até ele aparecer com uma cara nenhum pouco satisfeito. Eu tinha escutado sua conversa para saber o porquê dele estar assim, o velho proibiu qualquer um além de mim ou Sofi entrar. – Ele pediu para vocês entrarem. – Assenti e assim que passei por ele, segurou meu braço. Não gostei de sua atitude mesmo que ele tenha motivos. – Por favor, Mila. – Vi seus olhos suplicando para que eu não fizesse nada. – Não se preocupe, Shawn. Expandi meus sentidos para ver as mentes que estavam por ali, eu estava atrás da mente dos lobos. Era difícil de saber pelo som já que tinha muitos corações de pessoas das casas próximas batendo ou pelo cheiro já que o lugar estava completamente cheirando a cachorro molhado. Na floresta um pouco afastada da casa senti a mente deles. Eles estavam completamente em silêncio, agora vendo em suas mentes eu entendi, eles não queriam ser vistos para que se precisassem dariam um ataque surpresa se eu tentasse algo, eram espertos... Muito espertos, mas não o suficiente para mim. Desviei o olhar de Shawn e olhei em direção a floresta onde eles estavam afastados e escondidos o suficiente para que eu não os visse, mas eu sabia que estavam ali, sorri abertamente. Pelo canto do olho pude ver Shawn tenso, ele sabia que eu descobri que os outros estavam aqui e que seu plano estava perdido se eu quisesse. Encarei-o novamente e sorri debochada. – Se me der licença Shawn, tenho assuntos para tratar e eu espero realmente não ser incomodada. – Mudei meu tom para sério. – Eu não gosto que se metam em uma conversa particular minha. Saiba que se isso acontecer não vou ficar nenhum pouco satisfeita. Vou dizer pela primeira e última vez, pode confiar em mim darei minha palavra que não farei nada de r**m com ninguém da reserva que não mereça, respeito vocês e se eu fizesse algo teria que quebrar uma promessa e eu sempre cumpro com minhas palavras. Olhei firme em seus olhos para mostrar a sinceridade de minhas palavras, sei que era difícil para ele aceitar a idéia, mas se ele não começasse a confiar em mim eu iria embora e me recusaria a contar o que eles precisavam saber. Suspirando resignado ele concordou e se afastou dando permissão para eu entrar na casa. Sofi foi junto comigo. Ela ficou calada o tempo todo não abriu nenhuma vez a boca. Entrei na casa e um senhor bem velho com rugas pelo rosto marcadas pelos anos de vida. Pele morena, cabelos ralos grisalhos e bem magrinho, mas com um sorriso acolhedor me olhava. Aparentava ter a idade entre os oitenta aos noventa anos. Ele estava sentado em uma cadeira de balanço e ao seu lado encostado na parede tinha uma bengala. Eu não o conhecia, mas ele era o único da reserva que sabia sobre mim. Ocultei os sons de dentro da casa, pois não queria que ninguém ouvisse nossa conversa caso um de nós falasse algo mais do que devia. – Sentem-se, sentem-se, por favor, adoráveis mulheres. – Sua voz era rouca e animada. Ele apontou para o sofá velho ao seu lado e eu fiz o que ele pediu. Vendo suas feições tranquilas e feliz me fez sorrir carinhosamente. – Que belo sorriso, Mila. Uma menina como você tem que sorrir sempre assim. – Ele comentou. – Acho que não sou tão menina assim, sendo um dos seres mais velho desse mundo. Ele arregalou os olhos surpreso por um segundo, mas voltou a sorrir. – Você tem razão, eu mesmo sendo um velho caduque ainda devo ser uma criança perto de você. – Ele tinha a voz de uma pessoa sabia. – Não pense assim, é o ciclo da natureza e tenho certeza sou tão mais velha, a diferença é que estou mais conservada. – Falei. Ele soltou uma risada gostosa batendo uma mão na coxa. – Esse pobre homem que sou, conseguiria uma namorada como você? – Ele piscou um olho. Não respondi apenas dei um meio sorriso. Ele depois de uns segundos olhou para Sofi e mantinha aquele semblante acolhedor. – E você Sofia realmente é uma menina encantadora. Shawn tem sorte de ter um imprinting com você. – Se pudesse tenho certeza que minha filha teria corado nesse momento. – Obrigada. – Ela franziu o cenho e o olhou. – Acho que o senhor é o único que acha isso. – Querida, tenho certeza que vocês não são pessoas más. Não há ninguém melhor do que você para fazer parte da vida de Shawn assim como digo o mesmo para ele. – Ele completou. – Vocês foram feitos um para o outro. Eu sabia que Sofi não iria responder para não contrariá-lo, então achei melhor saber mudar de assunto. – Desculpe, você sabe os nossos nomes, mas não sabemos o seu. – Eu me pronunciei. – Oh claro. – Ele arqueou as sobrancelhas. – Que falta de educação a minha. Meu nome é Erê Akalet, mas todos só me chamam pelo sobrenome fique a vontade por me chamar como desejar. – Obrigada. – Preciso confessar que fiquei muito feliz quando Shawn falou seu nome estou honrado em poder conhecê-la. Gostaria de agradecê-la por ter nos salvado. – Imagina, TahaAki era um grande amigo. Fiz o que precisava para ajudá-lo a cuidar de sua tribo. – E graças a você conseguimos viver em paz quando algum vampiro aparece. – Não foi nada. Acho que temos algumas lendas, ou melhor, dizendo histórias sobre vocês para contarmos. – Ele sorriu assentindo. Ao longe escutei rosnados bem baixo, os lobos não estavam muito pacientes com a demora e principalmente por não ouvir um único som sequer de dentro da casa. – Os garotos não estão nada satisfeitos, a qualquer momento vão entrar dentro dessa casa se não sairmos agora. O velho revirou os olhos e riu. – Essas crianças, tenho que dar um puxão na orelha neles para serem mais receptivos... Peço desculpas pelas atitudes deles. Ele esticou o braço para pegar sua bengala e para não deixa-lo fazer muita força ajudei-o a se levantar. – Obrigado! Você acompanharia um velho como eu até a fogueira? – Akalet perguntou sorrindo. – Seria uma honra. – Respondi sorridente. Ele estendeu seu braço que prontamente aceitei entrelaçando nos meus. – Sabe, faz muito tempo que não vou à fogueira pra falar sobre as lendas. Esse assunto passou a ser do conselho, mas com sua presença hoje aqui não perderia nada por esse mundo. – Ele esboçou um sorriso aberto. – Tudo bem contar a eles sobre a lenda? – Não há nenhum problema.
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