Nada mais do que uma refeição II

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Pov Lauren Jauregui Definitivamente Camila e Sofia estavam nos preocupando, tentei conseguir paz entre nós para que não houvesse problemas, mas acho que minha teimosia do primeiro dia estragou tudo. Camila não acredita que sou capaz em confiar em alguém como ela, para falar a verdade ainda não a conheço, porém tenho que pensar primeiramente no bem estar da minha família e se for necessário fazê-la confiar em mim para proteger minha família, faria o que fosse necessário. Seria bom conhecê-la, já que comecei com o pé esquerdo e a julguei desde o começo, mas ainda tenho minhas suspeitas contra elas. A chegada delas aqui no primeiro dia foi um caos, me fez lembrar do primeiro dia que eu e meus irmãos entramos na escola, por um tempo os alunos pior ainda a cidade inteira ficaram nos enchendo, na verdade alguns ainda enchem o saco até hoje não sabem a hora de parar e isso é extremamente irritante. O sinal tocou indicando o fim da aula, finalmente pelo menos deu o horário do intervalo. Saí da sala e passei na fila só para pegar um lanche qualquer não iria comer mesmo, então pouco me importava o que eu pegava, assim que peguei a bandeja com a comida segui até a mesa que sempre sento com meus irmãos. Ninguém havia chego, mas em poucos minutos todos estariam aqui. Fiquei sentada em meu lugar até meus irmãos chegaram e se acomodaram nas cadeiras. – E aí irmãozinhos, como foram o dia de vocês? – Perguntou Dinah toda sorridente. – O mesmo de sempre. – Respondeu Mani desinteressada. Dinah ia perguntar mais uma coisa quando Sofi apareceu pelo corredor do refeitório. Estreitei o olhar em sua direção e Mila não estava ao seu lado e muito menos em algum lugar pelo refeitório. Onde será que tinha se metido? Escutei os pensamentos de meus irmãos fazendo a mesma pergunta. Sofi entrou na fila e nos encarou. Seu olhar me intrigou, mas tão rápido como nos encarou desviou o olhar. Me virei para Ally em uma pergunta muda, mas com apenas meu olhar iria entender, pedi para que visse onde Camila se encontrava. Não demorou nada e vi sua visão começar. Camila estava com Mike atrás do ginásio em seus braços e com a boca em seu pescoço. Eu não acreditei que ela estava dando bola para aquele garoto patético. Uma sensação estranha e profunda surgiu dentro de mim e a raiva foi intensa. Trinquei os dentes e evitei ao máximo que um rugido saísse por minha boca. Aquela ordinária disse que pouco se importava com humanos e agora estava se jogando nos braços de um? É muito raro um vampiro se envolver com humanos e impossível na forma física a não ser que encontrasse nele um amor tão profundo que fosse capaz de se tornar seu companheiro, foi assim que aconteceu com Michael quando se apaixonou por Clara ainda humana. “Você está sentindo ciúmes?” Troy pensou espantado. “Por quê?” Então era isso que eu estava sentindo? Ciúmes? Impossível, eu nunca senti isso antes e por que raios eu estaria sentindo isso agora ainda mais por ela? Ia questioná-lo dizendo que estava errado quando a continuação da visão de Ally me interrompeu. Assim que Camila tirou os lábios do pescoço de Mike vi na garganta dele muito sangue escorrendo da mordida que tinha acabado de receber. Suspirei aliviada, ela não estava tendo nada com ele estava apenas se alimentando, nada com o que se preocupar. Um pequeno sorriso surgiu em meus lábios, mas logo foi desfeito quando caí na realidade. Ela estava se alimentando de Mike, por mais que eu não o suportava não podia deixá-la matar ele, seria contra o principio de mim e de minha família. Mais que merda, ela poderá nos expor, que imprudência sua! Se mostrou muito fodona antes para agora agir como uma recém-criada. Com certeza ela queria arrumar problemas para minha família e principalmente para ela mesma. Fiquei tensa, tínhamos que agir logo e bem rápido. Todos meus irmãos perceberam a aflição em meu olhar e de Ally. – O que aconteceu? – Questionou Troy – Camila. – Eu e Ally sussurramos ao mesmo tempo. – O que tem ela dessa vez? – Dinah perguntou interessada. Antes que falasse qualquer coisa procurei Sofi na fila, mas ela já não estava mais lá. – Merda. – Sussurrei nervosa. Fui me levantar para ir atrás da Camila, porém uma mão me puxou impedindo que eu saísse do lugar. – Oi, gente. – Reconheci a voz. Olhei para mão e segui o caminho até ver o rosto de Sofi com um sorrisinho cínico no rosto. Ela estava sentada ao meu lado. – O que faz aqui? – Questionou Troy ríspido. – Um oi primeiramente mostraria respeito, sabia? – Falou ofendida. – Mas tudo bem, duvido que a palavra respeito exista no vocabulário em muitos de vocês. Dinah me olhou em busca de alguma resposta, mas antes que eu pudesse falar o que estava acontecendo Sofi continuou a explicar. – Eu só estou aqui para impedir sua irmã de fazer uma burrada e consequentemente todos vocês. – Burrada? – Falei debochada, mas ainda tensa. – Não sou eu quem estou cometendo idiotices aqui e sim sua mãe. Seu aperto no meu braço foi esmagador, ela praticamente estava triturando-o e com um pouco mais de força o arrancaria fora facilmente. Encarei-a e vi sua expressão se tornar sombria. – Nunca mais ouse falar assim de minha mãe! – Falou pausadamente e fria. Meus irmãos fizeram movimentos para impedir Sofi de fazer qualquer coisa, mas foram impedidos por Ally. – Por favor, Sofi. Solte o braço da minha irmã, não queremos causar problemas com nenhuma de vocês. – Será mesmo? Porque não é o que parece. – Você tem que entender que não podemos deixar que Mila simplesmente se alimente de um aluno daqui. – O que? – Escutei as vozes altas e alteradas de meus irmãos que até então não sabiam do assunto que tratava. Olhei-os repreensiva, mas ninguém me deu bola. Observei em volta e todos no refeitório nos olhavam curiosos e tentavam ouvir alguma coisa de nossa conversa que felizmente só conseguiam ouvir sussurros. – Lauren está certa, sua mãe não pode por tudo em jogo, ela está sendo inconsequente. – Mani falou furiosa. – Onde ela está? – Perguntou para mim e para Ally sem tirar os olhos de Sofi. Sofi afrouxou um pouco o aperto no meu braço e se inclinou um pouco para frente para encarar Mani. – Você não faz ideia das atrocidades que estão dizendo. Minha mãe sempre sabe muito bem o que faz, suas atitudes nunca seria capaz de nos expor. – Não é o que parece, sua mãe se alimentando dele só trará problemas. – Retrucou Mani. Droga nós estávamos perdendo tempo, a qualquer momento Camila se alimentaria do pirralho se já não tivesse se alimentado. A expressão de Sofi se suavizou e se recostou na cadeira de novo. – Eu enfrentaria todos vocês para não importunarem minha mãe no momento. – Você não pode estar falando sério. – Riu Dinah. – Não na frente de todos esses humanos. – E quem disse que eu me importo com eles? – Ela fez careta. – Usaria minhas forças e acabaria com todos dessa escola para não nos expor. – Falou como se não importasse. Eu e meus irmãos arregalamos os olhos em sua direção, estávamos espantados. – A questão é o seguinte: não estou a fim de sujar minhas mãos com tanto sangue e sinceramente não sei se seria capaz de acabar com todos vocês de uma vez, mas minha mãe não iria gostar nada de vocês a interromperem no momento, alias, ela já deve ter acabado. Por que tanta aflição ainda? – Sofi falou despreocupada e ela já não segurava mais meu braço. – Não iremos permitir isso, Dinah! – Gesticulei o indicando com o olhar para Sofi e ela por sorte entendeu perfeitamente. Sem muitos movimentos minha irmã prendeu os braços de Sofi por debaixo da mesa, para que ninguém desconfiasse de nada. Sofia Isabela estreitou o olhar para Dinah e a encarou sarcástica. – Você acha mesmo capaz de me impedir? – Riu debochada. – Acho que sim Sofi, você é muito baixinha e não parece ter tanta força assim. – Dinah respondeu também rindo. – Que tal uma luta? – Perguntou interessada. Ela estava tão entretida com Dinah que não percebeu Ally e Troy saindo de fininho. – Valendo o que? – Inquiriu do mesmo jeito. – Creio que dinheiro não fará diferença para nós, tem que ser algo que valha a pena. – Ela fez uma cara pensativa era incrível que ela não se preocupasse nenhum pouco com o que estava acontecendo a nossa volta. – Já sei, quem perder será o serviçal do outro por ima semana – Fechado. Só me dizer quando e que horas. - Ouvi um rosnado de Normani. – Calma... Vou querê-la simplesmente para fazer minhas necessidades como me levar para onde eu quiser, carregar minhas coisas ou melhor ainda. Maravilha! Ela será uma ótima amiga . – Ela disse sonhadora. Se não estivéssemos na situação em que encontrávamos teria gargalhado muito, mas pela visto isso não impediu o humor de minha irmã que acabou rindo, até me surpreendi com seus pensamentos, observei quão tranquila estava, pois viu que Sofi e Camila não estariam interessadas em Dinah como praticamente todas as mulheres ou as vampiras solteiras estavam, de alguma forma acreditou e tinha certeza disso. Minha irmã ia retrucar quando Sofi mudou sua expressão para séria. – Cadê Ally e Troy? – Olhou em volta a procura deles, por não ter encontrados me encarou. – Não me diga que eles foram atrás de minha mãe? - Ninguém respondeu. – Mamãe não vai matá-los por interrompê-la a refeição, mas acho que ela não ficará contente pela intromissão deles. – Ela se soltou de Dinah facilmente e se levantou. – Acho melhor irmos até lá. – Ela me encarou. – Qual o melhor caminho para chegarmos mais rápido? Procurei pela mente dos humanos e onde não seria nenhum problema para encontrar alguém . – Por aqui. – Me levantei e meus irmãos com Sofi me seguiram. Ignorei todos as pessoas do refeitório que nos olhavam descaradamente. Assim que saímos à vista dos humanos trancamos a respiração por precaução e corremos rapidamente para a parte de trás do ginásio em um segundo estávamos ao lado de Ally e Troy. Parados os dois também não respiravam. Ally segurava firme o pulso de Troy em uma atitude nervosa e encarava fixamente assustada a sua frente. Segui seu olhar e vi Camila se alimentando de Mike, era tarde demais o moleque já estava condenado à morte. Por mais que eu soubesse que ela estava apenas se alimentando a raiva que senti antes por vê-la tão colada ao corpo do futuro defunto voltou. Quem ela pensava que era para ficar assim com ele? Não me segurei e corri até eles, mas antes que eu o tirasse dela uma mão me impediu de continuar. Encarei irritada quem tinha me parado e vi Sofi me observando tranquila. – Você não quer que ela arranque um braço seu, né? – Sofia disse rindo. – Me solte agora, não posso ficar vendo ela fazer isso. – Respondi. Por sorte ninguém entendeu o duplo sentido da minha frase. – Sofia entenda não podemos deixá-la matar alguém. – Dinah falou com a voz abafada pela respiração trancada. Ele mais do que todos não tinha o completo controle sobre o sangue humano. Sofia nos encarou confusa. – Matar? – Ela olhou para todos nós e seus olhos tomaram um brilho como se compreendesse o que estava acontecendo. Um sorriso surgiu dos seus lábios. – Ah é isso? – Como assim é isso? – Falei irritada segurando o ar. – Por que esse tom de voz com ela? – Ouvi a voz de Camila e quando me virei para frente ela me encarava brava. Mike estava meio zonzo, mas seu coração ainda batia, um pouco mais lento que o normal, porém nada que o prejudicasse. Voltei a olhá-la e um pequeno filete de sangue escorria pelo canto da sua boca. Fiquei observando aquele pedacinho esquecendo tudo a minha volta. Não tinha reparado mais meus irmãos tinham se aproximado e só percebi quando Ally me deu um cutucão me tirando à concentração. Olhei a baixinha que mordia os lábios para prender a risada. Fingi não reparar nesse detalhe que só ela percebeu. Voltei a encarar Camila e um pequeno sorrisinho surgiu nos seus lábios. Droga, ela também percebeu. Justamente ela reparou e para piorar a situação ela passou o dedo indicador por cima do sangue que escorria e sugou delicadamente a ponta do dedo saboreando o gosto e seu olhar não desviou do meu. Oh merda, essa cena foi incrivelmente f**a e deu sinal de vida para meu amiguinho debaixo. Não, não, não e não se concentra Lauren desta vez não tem ninguém te segurando para te impedir de alguma besteira. Foco! “Pelo amor de Deus Lauren eu não acredito” ouvi a mente incrédula de Troy com certeza ele percebeu o estado que me encontrava. Agora que ele, Ally e principalmente Camila tinham percebido eu não podia fazer mais nada então dei de ombros e sorri maliciosa para ele mostrando o quanto estava gostando da cena que acabei de ver. Para segurar a risada ele colocou disfarçadamente a mão em frente à boca. Meus irmãos jamais confessariam, mas por um segundo suas mentes se entregaram pela cena muito quente que acabaram de ver. Não que eles se interessassem por Camila, mas uma beleza única como a dela e fazer o que acabou de fazer era uma visão difícil de ser ignorada. Com certeza eu guardaria esse momento se caso precisasse usar futuramente contra meus irmãos. – Desculpe pelas idiotices da minha irmã, Camila. Mas é que tanto vocês quanto nós estávamos correndo sérios perigos de sermos expostos. – Ally falou calma. Achei estranho seu tom de voz ela não estava mais preocupada, só estava aliviada porque nada de r**m aconteceria, fiquei curiosa como ela tinha tanta certeza assim, mas não encontrei a resposta de minha pergunta em sua mente. – De onde vocês tiraram esse absurdo? – Mila estreitou o olhar esperando a resposta. – Até segundos também estava confusa, mas nada do que um m*l entendido, mamãe. – Sofi abanou as mãos demonstrando como se não fosse nada importante. – Então? – Camila arqueou uma sobrancelha. – Eles acharam que você se alimentando desse pirralho estaria colocando a todos em maus lençóis. Ela olhou para todos e Ally bufou, pelo visto ela já conseguiu se controlar com tanto sangue próximo a ela. – p***a Camila, não imaginávamos que você seria capaz de se alimentar do humano sem matá-lo e muito menos sem transformá-lo. – Ally cruzou os braços e estreitou os olhos em direção a Camila. Eu e meus irmãos olhamos assustados, isso era impossível de acontecer, nenhum vampiro jamais foi capaz de morder um humano sem transformá-lo e parar de tomar sangue com tanta facilidade com a sede que aparentava. Pelos olhos escuros de Camila hoje ainda de manhã, ela provavelmente não tinha se alimentado a um bom tempo, tempo suficiente para secar um humano até a última gota de sangue sem consciência coisa que não aconteceu. Agora reparando em Mike ele não estava mesmo se transformando e muito menos morto, mas estava começando a recobrar os últimos minutos e estava começando a ficar assustado. Fiquei impressionada, não acreditei que ela fosse capaz disso, e muito menos não acreditei que nenhum vampiro fosse capaz. Era incrível como descobria varias coisas sobre ela apesar de seu jeito impaciente e irritadinha. – Não se preocupe com isso. – Não se preocupar e como vai limpar essa bagunça toda? Ele viu demais como vai conseguir mantê-lo calado? – Mani falou contendo a respiração. – Observe. – Camila se aproximou dele e segurou-o pela nuca impedindo-o de se afastar lambeu o corte do pescoço de Mike até ai tudo bem. A nossa saliva consegue uma cicatrização mais rápida em qualquer tipo de corte. Observei ela se afastar dele e olhar em seus olhos a mente dele ficou bloqueada e depois de segundos ela sorriu. – Mike vá se limpar e jogue essa camisa fora. – Claro, Mila. – E ele saiu caminhando como se nada tivesse acontecido e ao longe o vi tirando sua camisa e jogando no lixo enquanto virava a esquina do ginásio indo em direção ao banheiro. Não só eu, mas todos estavam de boca aberta olhando a cena chocados. – Que p***a foi essa? – Dinah foi a primeira a pronunciar. – Isso foi eu mostrando para vocês não se preocuparem. Vocês acharam mesmo que eu fosse i****a o suficiente para cometer uma burrada? – Camila disse indignada. – Eu disse para vocês tomarem cuidado com suas palavras. – Sofi deu de ombros me encarando e foi até ao lado da sua mãe. Camila nos encarou furiosa. – Estúpidos! Quem vocês pensam que são para continuar a me inferiorizar? Nunca fui tão compreensiva com pessoas que desconheço até hoje. – Camila estava muito irritada. – Camila tente nos entender, não fazíamos ideia que alguém fosse capaz de fazer o que você fez. – Ally tentou se justificar. Camila encarou-a irritada, porém um pouco mais controlada. – Não me venha com essa Ally, vocês podem até pensarem o que quiser afinal a mente é de vocês, mas podem muito bem controlar suas bocas e saber a hora certa de mantê-las fechadas. Vocês me conhecem o suficiente para pelo menos saber que não colocaria tudo a perder. Eu mais do que ninguém prevaleço a nossa existência em segredo ao mundo. – Ela olhou todos nós friamente. – Jamais esqueçam isso novamente. – Camila não precisa falar assim, nos desculpe por isso. – Falei tentando manter a calma. – Desculpas, desculpas... é só isso o que sabem fazer pedir desculpa? Por que é a única atitude que eu vi vindo de vocês, não adianta pedir desculpas se logo em seguida estão cometendo o mesmo erro. Ninguém tinha palavras para responder Camila, todos estavam completamente assustados com a raiva dela, tenho que admitir até eu fiquei com medo, mas como todos meus irmãos que estavam pensando no momento não diria isso em voz alta. Afinal ela estava certa. Camila em nenhum momento nos criticou pelo menos não abertamente como nós fizemos desde que chegaram, mas não precisava ser tão grossa. – Vamos Sofi, além de me atrapalharem me fizeram derramar sangue na minha roupa. – Ela esticou a blusa com uma mão para ver o quanto estava manchado. Tinha caído algumas gotas de sangue. Ela bufou indignada. – Eu vou ter que trocar de roupa não posso voltar a aula assim. – Pode deixar mamãe, eu faço questão de resolver esse problema. – Sofi estava muito empolgada. Camila fez careta parecendo não gostar muito da ideia, mas sua filha não viu ou fingiu não ver já que fez questão de arrastar Camila pelo braço. Eu fiquei observando-as até sumirem do meu campo de visão.
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