A boca estava em silêncio naquela noite. O cheiro de pólvora ainda pairava no ar, lembrança fresca da invasão que quase custara a vida de todos. Coringa estava sentado na cadeira principal, braços cruzados, cigarro queimando devagar entre os dedos. Seus olhos escuros vasculhavam cada detalhe da sala, como se buscassem respostas invisíveis nas paredes marcadas por tiros. À frente dele, Naipe mexia nas armas sobre a mesa, limpando e revisando cada carregador. Charada estava debruçado sobre o notebook, conectado a cabos improvisados, mergulhado em dados que só ele parecia entender. O silêncio foi quebrado pela voz grave do Coringa. — Alguém falou demais. — Ele tragou fundo o cigarro, soltando a fumaça pelo canto da boca. — Eles não subiram com força daquele jeito à toa. Naipe ergueu o o

